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Um caminhante Desaposentado-Clube dos Desaposentados-B oletim Nº 2 - Maio/2007

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  • Edna Paiva
    olha ai pessoal mais um texto do Armelino vale a pena conferir - edn apaiva Clube dos Desaposentados - Boletim Nº2 - Maio/2007 UM CAMINHANTE DESAPOSENTADO
    Mensaje 1 de 1 , 24 may 2007
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      olha ai pessoal mais um texto do  Armelino  vale a pena conferir  - edn apaiva
       

      Clube dos Desaposentados - Boletim Nº2 - Maio/2007

       


      UM CAMINHANTE DESAPOSENTADO

                 A divisão do trabalho no mundo moderno ensejou o aparecimento de estruturas sociais para se organizar: o trabalhador registrado, o profissional liberal, os artistas em geral e os trabalhadores informais.

                 Vou refletir aqui sobre o trabalhador registrado na empresa.

                 O emprego passa a ser para a pessoa toda a garantia de sobrevivência, depois realização profissional e, por último, motivo de contentamento e prazer. Ter emprego é motivo de auto-estima elevada, aceitação social, respeito familiar. Forma uma estrutura psicológica tão forte quanto o esqueleto é para o corpo. Daí que o desemprego causa a ruptura dessa estrutura e é desastrosa para o equilíbrio do ser humano.

               Fenômeno semelhante ocorre quando a pessoa se aposenta sem preparo prévio. Rompe-se a rotina de importância, as relações pessoais fenecem. Não é mais do ninho. Perde o chão. O trabalho fazia parte da sua identidade. Agora trabalho não há mais. Colegas não há mais, os amigos eram os colegas. E agora... Por mais importante que eu tenha sido na empresa, por algum tempo fico na lembrança dos ex-colegas, depois apenas um retrato na parede, e daí em diante, nem isso! Uma jornada de trinta e cinco anos criou uma estrutura pessoal que agora deixa de existir. Sobrou o verdadeiro eu que parece um molusco sem esqueleto para se manter em pé psicologicamente. Ou cria uma nova estrutura de significados ou morre antes do tempo!

              Eu me afastei da Empresa, a Caixa, no auge da minha carreira, como Superintendente de Negócios por cinco anos em Blumenau e há alguns meses em Bauru. Optei pela família e pela qualidade de vida. Estarmos juntos novamente em família nos restituiu o equilíbrio.

             A grande conquista que a aposentadoria me proporcionou, um dos maiores bens da vida: ser dono do meu tempo. Tempo para usar como eu quiser! Tempo para a família, para ler, para ver os filmes que nunca tive tempo de ver, socorrer os meus filhos, ajudar a criar os meus netos, participar de ações sociais relevantes, tempo para meditar ou simplesmente caminhar pelo mundo.

             Já andei o Caminho de Santiago de Compostela por duas vezes. Já subi o pico da Bandeira depois de uma caminhada de oito dias. Em maio de 2003 caminhei por mil quilômetros de Lourdes na França até Santiago de Compostela na Espanha, por trinta e sete dias seguidos. Andei pelos prados, montanhas, veredas íngremes, planuras sem fim, apanhei chuva e até uma nevasca nos Pirineus. Testei meus limites até o extremo. Curti a solidão e o silêncio. Chorei e gargalhei nas trilhas verdejantes pelos trigais da Meseta Espanhola. Senti a presença de Deus de uma forma como nunca. Aprendi que Deus está no silêncio, na solidão do ser. Pude me comunicar com pessoas de mais de vinte paises e oito línguas diferentes. Como o caminhar é lento, esta atividade nos coloca profundamente em contato com a cultura, a arte, os costumes, a culinária de todos os povoados, campos e cidades percorridos.

            Embora eu não desse muita importância aos cargos e posições na Empresa, por sabê-los efêmeros, mesmo assim no início me senti um pouco sem chão. Percebi a necessidade de reconstruir meus relacionamentos. Assim hoje tenho muito mais amigos do que na vida profissional. Integro grupos de caminhadas em Florianópolis, Curitiba e Timbó. Participo de ações de Igreja e da Maçonaria. Todos esses relacionamentos me proporcionam grande riqueza de experiências e, ao mesmo tempo, oportunizam que eu coloque à disposição as minhas vivências.

                  Nas minhas andanças e reflexões percebi que a velhice e a aposentadoria laboral exigem muito desapego, simplicidade, desimportância e amor a si mesmo. Preciso gostar de andar sozinho, amar a solitude. No dizer do poeta: Quando sinto no pescoço um nó, vem o vento e me sopra: sou pó. Quem tem vida interior não sofre de solidão, diz Artur da Távola.

             Hoje a minha saúde é melhor do que há vinte anos atrás. Não tenho mais problemas gástricos nem dores de coluna. Encontrei a cura para a Síndrome da Apnéia do Sono que tornava a minha vida miserável. Vivia com sono, não conseguia dirigir por mais de meia hora, acordava com náusea e dor de cabeça. Hoje, com seis horas de sono, acordo leve e jovial. Tenho muito contentamento e não sofro de depressão.

       Agradeço a Deus todos os dias pelo presente que é a beleza da vida.

      Sou desaposentado! É o maior barato!

      Quirino Pedro Mannes 
      Ex superintendente de negócios da CEF
      qpmannes@...
      Blumenau – SC

       

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      Armelino Girardi
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