Madredeus apanhados em troca de tiros em Caracas
O grupo musical português Madredeus saiu, sábado, ileso de um
tiroteio em que foi apanhado, em Caracas, Venezuela, onde se deslocou
para dois concertos, disse hoje à Agência Lusa o agente internacional
da banda.
«Os músicos depararam-se com uma troca de tiros no percurso do
aeroporto para o hotel, mas estavam dentro dos carros da comitiva e
não tiveram qualquer problema», disse Rui Lobato, que desdramatizou o
acontecimento.
O agente sublinhou ainda que não se tratou de qualquer acção dirigida
ou visando directamente a banda.
Até porque, disse Rui Lobato, os Madredeus tinham um importante
dispositivo de segurança disponibilizado pela empresa organizadora do
espectáculo, a Only Ticket.
Fonte da empresa disse que os passageiros das viaturas «tiveram que
resguardar-se, tendo vários disparos causado alguns danos materiais
num dos veículos», disse.
Por outro lado uma fonte do Hotel Gran Meliá Caracas, patrocinador do
evento, referiu à Agência Lusa que «os Madredeus chegaram a Caracas
muito agitados e nervosos».
Fonte da transportadora aérea nacional, TAP, também patrocinadora do
evento, disse que «um membro dos Madredeus comentou com desagrado o
que tinha acontecido».
Os Madredeus terminaram na segunda-feira uma visita a Caracas, onde
realizaram dois espectáculos na Aula Magna da Universidade Central da
Venezuela, no âmbito de uma digressão mundial subordinada ao tema «Um
amor infinito».
Integrado por Teresa Salgueiro (voz), Pedro Aires Magalhães e José
Peixoto (guitarras), Fernando Júdice (baixo) e José Maria Trindade
(sintetizadores), os Madredeus gravaram o seu primeiro disco em 1987,
tendo desde então conseguido grande reconhecimento em Portugal e no
estrangeiro.
Diário Digital / Lusa
10-10-2006