Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos? Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido?
Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão.
Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.
Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.
Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.
Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.
O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.
Quando chegava na esquina, ele oferecia:
Quer um sorvete de casquinha?
O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.
Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou: e aí, quer um sorvete de casquinha hoje?
Boa pedida! Disse Randal.
Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?
O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.
Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.
E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento: bom, nesse caso, acho que vou desistir.
A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.
Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?
Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.
Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.
No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo: pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!
Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples "obrigado". No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "O Custo da Gratidão", de Randal Jones, do livro Histórias Para Aquecer o Coração dos Adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Kimberly Kirberger, ed. Sextante.
Debruço sobre a sacada e compartilho do esplendor do oceano, da beleza da natureza ao meu redor, os pássaros se aproximam; O dia se faz nascer frente a minh’ alma, Sinto receber a saudação de um novo dia do próprio Rei do Universo... Meus pensamos se voltam ao passado... Viajo entre continentes, Deparo-me em um continente de sábios... Lá, acabo de ser apresentado a um ancião, Ele traz no seu rosto e no corpo, as marcas do tempo, do sofrimento é- me apresentado como sábio...
Seu templo uma gruta! Seu alimento frutas...
Sua sede saciada pela nascente, que brota ao lado de onde permanece sentado... Aproximo-me do tal ser... Vejo que a luz de toda a gruta são lamparinas, Percebo que a luz maior vem do interior de sua alma, Lanço-lhe, prontamente, uma só pergunta: - Senhor o que falta para as pessoas serem felizes? Ele me olha, aquilo me arrepia a alma, É quando ele lança a resposta: - Filho, falta o respeito! Eu, de imediato, digo: O respeito senhor?
-Sim...
O respeito com o credo de cada um... Com a escolha de cada um... Com a casa de cada um... O amor não se fará sem o respeito... A liberdade não virá sem respeito... A amizade não perdurará sem o respeito... A terra sentirá a agressão por falta do respeito... A violência será forte entre os homens por falta do respeito... Os governantes cometeram injustiças por falta de respeito a seus povos, O sol, A natureza, O próprio Criador do Universo... Se sentirão ultrajados por falta de respeito! E ai...Vira a resposta!... A ira dos seres protetores da fauna, das águas, do fogo, Será terrível e dolorida a cobrança, como será!...
Nesse instante, tremia minha alma com aquelas palavras, Vi que existia algo de verdade em tudo aquilo, Que o sábio acabará de falar. Assim, passei a fazer do respeito o gêmeo de minh’ alma. Assim, decidi continuar minha caminhada... Volto de meus “pensamentos”... E os pássaros, a natureza, o mar continuam aqui frente a meus olhos respeitando-me e eu a eles... Olho para a vastidão do oceano e pergunto:
Será que é o que falta? O Respeito! Será verdade do sábio!?...
Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.
A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.
Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:
- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa:
- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:
- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.
- Porque você representa muito para mim.
Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.
- Você nunca me disse isso.
- Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.
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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do cap. "Ecologia Doméstica", da obra Pais e Filhos – Companheiros de Viagem, de autoria de Roberto Shinyashiki, ed. Gente, e do texto "A Convivência Humana", de José Ferraz, extraído da revista Presença Espírita, nº 227, de novembro/dezembro 2001.
Sou aquele que se regenera pela dor!... Sou no amor quem nunca morre, Sou fonte de inspiração aos apaixonados, Sou o coração que suplanta todas as dores. Sou o canto que toca os corações abandonados, Sou aprendiz de poeta!... Súdito, sempre, de minha emoção... Sou o grito dos perseguidos, sou brisa aos cansados, sou aquele que enxuga tuas lágrimas, Sou condor sobre os céus vigilante, sempre sobre o ataque dos malfeitos Sou aquele que busca levar
para as montanhas mais altas a quem amo,
afim de lá ser protegido, Sou o canto dos pássaros
que saúdam o nascer do dia e anunciam a presença de meu Pai Sou aquele que chora por amor,
por um amigo, que se preocupa com a fome do desconhecido. Sou vulcão, sou oceano, sou universo!... Sou a lágrima derramada sobre cada guerra Sou aquele que não aceita a fome do próximo Sou aquele que tira a própria veste e coloca no que sente frio. Sou marco do sentimento mais belo, amizade!... Sou o reflexo nos lagos de alguém que neste plano terrestre foi e é dirigido pelo amor. Sou aquele que luta contra as ilusões, contra a impunidade, contra o preconceito. Sou e serei sempre lágrima dos injustiçados Sou e serei eterno operário e servo do amor maior, até o dia em que não veja mais tanta injustiça social entre os povos. Sou aquele que mesmo
quando Deus chamar
continuará em outra dimensão a se preocupar com tudo
que sonhei ver edificado na terra. Sou simplesmente alguém que acredita no amor...
Aquela mulher estava muito apressada. Ia quase correndo pela rua e de repente trombou com um estranho.
- Oh, me desculpe por favor, falou imediatamente.
E o estranho logo disse: ah, desculpe-me também, eu simplesmente não a vi!
Ambos foram muito educados, um com o outro, a mulher e o estranho.
Então, se despediram e cada um foi para o seu lado.
Mais tarde, naquele mesmo dia, a mulher estava fazendo o jantar e seu filho parou ao seu lado tão silencioso que ela nem o percebeu. E quando se virou para pegar algo, levou um susto e deu a maior bronca no menino.
- Saia do meu caminho, filho! Não tem o que fazer para ficar aí parado?
Ela disse aquilo com tanta aspereza que o filho foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Ela nem imaginou o quanto havia sido rude com ele.
Quando foi se deitar, sua consciência começou a acusá-la.
Como podia ter sido tão delicada e cortês com um estranho e tão indelicada com o próprio filho!.
Não conseguia conciliar o sono e levantou-se para tomar um copo d´água. Seu coração ficou apertado quando viu, ao lado da porta, algumas flores e um bilhete do filho, com os seguintes dizeres:
- Mamãe, estas flores são para você. Eu as encontrei no jardim e as colhi porque as achei tão bonitas como você!
A mãe sentiu o coração apertado quando soube o motivo pelo qual o filho estava parado ao seu lado na hora em que ela o expulsou da cozinha.
Com vergonha de si mesma, dirigiu-se ao quarto do garoto que dormia, ajoelhou-se ao lado da cama, passou a mão em seu rosto e falou com ternura: acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim?
E o menino, um tanto sonolento, respondeu: sim, mamãe, eu mesmo as escolhi. A cor-de-rosa, a amarela e a azul. Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul. E eu fiquei quietinho ao seu lado para não estragar a surpresa, mas acabei assustando você. Mesmo sabendo que você não fez por mal, mamãe, não consegui conter as lágrimas que rolavam em meu rosto.
- Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.
- Ah mamãe, não tem problema, eu amo você mesmo assim!
- Eu também o amo, filho. E adorei as flores, especialmente a azul.
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Cenas como essa são muito comuns em nosso dia-a-dia.
Tratamos os estranhos com tanta delicadeza que passamos por pessoas bem educadas.
No entanto, dentro de casa, no trato com os familiares às vezes somos rudes e intolerantes.
Importante fazer uma análise de como temos nos comportado num e noutro caso, para que não nos enganemos sobre a nossa verdadeira situação moral.
E, nesse caso, o que vale mesmo é o nosso comportamento dentro do lar. Essa é a nossa verdadeira identidade, pois a que usamos com os estranhos é apenas o verniz social do qual lançamos mão quando nos convém.
A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. Oficina santificante onde se lapidam caracteres. Laboratório superior em que se elaboram sentimentos, estruturam aspirações, refinam ideais.
É na família que começa a obra de fraternidade que se estenderá como fraternidade geral, junto à sociedade.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida.
Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia.
Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura e triste realidade...
Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença, ou talvez seja, simplesmente, saudade...
Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção...
Saí a correr para fora, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos.
A presença invisível do bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...
Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz...
Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não conseguia libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência...
Quando, enfim, a tarde se escondeu ao longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só...
Naquele momento desejei que o Todo Poderoso me dominasse com os fortes recursos da soberana misericórdia, livrando-me de mim mesmo...
Parecia que não mais suportaria o espinho da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto...
A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma. E a presença da sua ausência me feria o coração dilacerado e só...
A noite devorou o dia, e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no manto escuro, vencendo as sombras...
Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz...
Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara ao ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperança à distância...
Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma.
E só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança...
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Se o manto escuro da saudade pesa sobre os seus ombros, ilumine-o com as pérolas da oração sincera em favor do bem-amado que partiu.
Preencha a ausência da presença com a lembrança dos momentos compartilhados nas horas alegres, e confie no reencontro feliz.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. LII, do livro Estesia, ed. BIGRAF – Bahiana Ind. Gráfica Ltda.
Narra uma lenda que um príncipe poderoso caiu em mãos inimigas que decidiram tirar-lhe a vida, condenando-o à forca.
Dada sua linhagem nobre, o rei dos inimigos lhe propôs um acordo. Se ele conseguisse decifrar um certo enigma, sua vida seria poupada. Para isso, concedeu-lhe a liberdade de procurar a resposta por três dias.
Com a pergunta lhe fervendo na cabeça, o príncipe começou a buscar entre os habitantes do lugar quem o pudesse ajudar a encontrar a solução.
A pergunta era: o que mais deseja uma mulher?
Ao final do terceiro dia, já desanimado e antevendo sua morte na forca, o príncipe encontrou uma mulher muito feia. Na boca, somente dois dentes. Os cabelos desgrenhados. As vestes sujas. Era chamada por todos, pelo seu aspecto horrível, de bruxa.
Ela disse que tinha a resposta. Mas exigia que, tendo salva a vida, ele voltasse e casasse com ela.
Não desejando morrer, ele consentiu e ela lhe disse: "o que mais deseja uma mulher é ter soberania sobre a sua vida."
Com a resposta, o príncipe teve poupada a sua vida e voltou para casar com a bruxa. Não queria, mas tinha prometido. Triste destino o meu, pensava. Casar com uma bruxa.
Entristecido, na noite de núpcias, sentou-se na cama aguardando a noiva de horrível aspecto. Qual não foi sua surpresa quando ela se apresentou belíssima, num vestido branco, com cabelos louros, olhos azuis brilhantes e um sorriso perfeito.
Como pode?, Perguntou o príncipe.
É que esqueci de lhe falar que durante o dia eu sou bruxa e à noite viro uma linda mulher. Agora, você pode escolher: quer que eu seja bruxa de dia ou de noite?
Ele olhou para aquela figura maravilhosa e disse: deixo que você escolha se quer ser bruxa à noite e donzela durante o dia ou o contrário.
A noite foi extraordinária. No dia seguinte, ao raiar do sol, o príncipe abriu os olhos e surpreso, viu deitada ao seu lado, a jovem maravilhosa da noite anterior.
Como?, Falou ele, você não disse que durante o dia virava bruxa?
Meu amor, falou ela, como você deixou que eu decidisse sobre o que quisesse ser e quando quisesse, eu decidi ser donzela de dia e de noite.
Lembra que eu lhe falei que o que mais deseja uma mulher é a soberania sobre a sua vida, poder decidir sobre sua própria vida?
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No mundo existem pessoas assim. Fora do lar, no contato com as pessoas são excelentes. Gentis, atenciosas, ponderadas.
Basta que adentrem o lar para se tornarem déspotas. Gritam, exigem, magoam.
Acreditam que o seu lar é seu reino e ali tudo podem fazer, sem limites.
Também existem as criaturas que no campo profissional, no trato social são ríspidas, grosseiras, exigentes em demasia.
E, no entanto, com a esposa, os filhos são dóceis, educados, prestativos.
O que ser, como ser e quando ser é decisão individual. Mas quando optarmos por sermos bons o dia todo, em todo lugar, com todas as pessoas, o mundo se tornará um lugar muito melhor para viver amar e ser feliz.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
Um dia, um advogado famoso foi entrevistado. Entre tantas questões, lhe perguntaram o que de mais importante fizera em sua vida.
No momento, ele falou a respeito do seu trabalho com celebridades.
Mais tarde, penetrando as profundezas de suas recordações, relatou: "o mais importante que já fiz em minha vida ocorreu no dia 8 de outubro de 1990.
Estava jogando golfe com um ex-colega e amigo que há muito não via.
Conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um. Ele contou-me que sua esposa acabara de ter um bebê.
Estávamos ainda jogando, quando o pai do meu amigo chegou e lhe disse que o bebê tivera um problema respiratório e fora levado às pressas ao hospital.
Apressado, largando tudo, meu amigo entrou no carro de seu pai e se foi.
Fiquei ali, sem saber o que deveria fazer. Seguir meu amigo ao hospital?
Mas eu não poderia auxiliar em nada a criança, que estaria muito bem cuidada por médicos e enfermeiras.
Nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.
Ir até o hospital e oferecer meu apoio moral? Talvez. Contudo, tanto meu amigo como a sua esposa tinham famílias numerosas.
Sem dúvida, eles estariam rodeados de familiares e de muitos amigos a lhes oferecer apoio e conforto, acontecesse o que fosse.
A única coisa que eu iria fazer no hospital era atrapalhar. Decidi que iria para minha casa.
Quando dei a partida no carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu veículo aberto. E com as chaves na ignição, estacionado junto às quadras de tênis.
Decidi, então, fechar o seu carro e levar as chaves até o hospital.
Como imaginara, a sala de espera estava repleta de familiares. Entrei sem fazer ruído e fiquei parado à porta.
Não sabia se deveria entregar as chaves, conversar com meu amigo...
Nisso, um médico chegou, se aproximou do casal e comunicou a morte do bebê. Eles se abraçaram, chorando.
O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.
Eles ficaram de pé e se encaminharam para a porta. Ao me ver, aquela mãe me abraçou e começou a chorar.
Meu amigo se refugiou em meus braços e me disse: "muito obrigado por estar aqui!"
Durante o resto da manhã, fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurando seu bebê, e se despedindo dele.
Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida!"
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A vida pode mudar em um instante.
Podemos fazer planos e imaginar nosso futuro. Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que esse futuro pode se alterar em um piscar de olhos.
Esquecemos que podemos perder o emprego, sofrer uma doença, cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas.
Por isso, entre as tantas coisas que nos tomam as horas todos os dias, não esqueçamos de eleger um tempo para umas férias, passar um dia festivo com a família.
Uma hora para estar com as crianças, ler para elas, participar de uma festa na escola.
E, naturalmente, guardar um tempo para cultivar amizades.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto sem menção a autor, intitulado Lição de vida.
Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação.
Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.
A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios.
Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos.
Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar.
No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas.
Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição.
Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros.
Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.
Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo.
Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação.
Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação.
Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano.
Como se todo o esforço tivesse sido vão.
Como se toda a luta não tivesse valido a pena.
Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando.
Na boca, a permanente sensação de sede.
É a fome de realização plena.
É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório.
É o tédio, terrível flagelo que consome existências.
Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos.
Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil.
Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.
Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver.
Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo.
O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto.
Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito.
Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.
Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos.
Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais.
Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 13 do livro Diretrizes para o Êxito, de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses. Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transformara em um ser amargo, triste, mal humorado.
Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu. A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou. Deteve o passo e pôde ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:
- Mamãe, por que papai está sempre triste?
- Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência. Ele deve estar preocupado com seus negócios.
O homem parou, sem coragem de entrar e continuou ouvindo:
- Que são negócios, mamãe?
- São as lutas da vida, filho.
Houve uma pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez:
- Papai fica alegre nos negócios?
- Fica, sim, respondeu a mãe.
- Mas, então, por que fica triste em casa?
Sensibilizado, o pai de família pôde ouvir a esposa explicar ao pequenino:
- Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento. Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes. É importante para o trabalho dele. Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações. Se fora de casa, precisa cuidar para não ferir os outros, e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa.
- Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações.
A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:
- Que pena, hein, mãe? Eu gostaria tanto de ter um pai feliz, ao menos de vez em quando. Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo. Sorrisse para mim. Eu gostaria tanto...
Naquele momento, o homem pareceu sentir as pernas bambearem. Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando.
Meu Deus, pensou. Como estou maltratando minha família.
E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino, abraçou-o com força e lhe convidou:
Não há quem não tenha problemas, lutas e dificuldades. Compete, no entanto, saber administrá-las de forma a que elas não se tornem um fantasma de tristeza, um motivo de auto-compaixão.
Mesmo porque ninguém tem somente coisas ruins em sua vida. Ao lado das lutas constantes, existem sempre as compensações.
Ter um lar, esposa, filhos, família, pais amorosos é o oásis de paz que a vida nos concede a fim de que restabeleçamos as forças para o prosseguimento do bom combate.
A alegria espalha bênçãos onde se manifeste.
A alegria pura contamina os que estão em volta. Por isso, recuperemos a coragem na arena de combate que a vida diária nos impõe e vitalizemos a alegria.
Quem alimenta tristezas cria para si e para os seus um clima de intranqüilidade que gera enfermidade.
Não sejamos semeadores de sombras, antes sejamos como o sol que sorri gentil e tudo ilumina onde se faz presente.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13 do livro Missionários da Luz, ed. FEB.
É interessante anotar como desejamos, no mundo, tantas coisas, que nos parecem imprescindíveis.
Quantas vezes, em meio às tarefas que nos cabem, na oficina de trabalho, não desejamos um emprego melhor?
Pois é. Gostaríamos de um melhor ambiente de trabalho, um chefe menos rigoroso, uma carga horária menor, um salário maior.
No entanto, centenas de pessoas anseiam somente por ter um emprego. Qualquer que fosse. Um salário mínimo, ao menos, para saírem da penúria total.
Quantas vezes reclamamos dos pratos servidos no almoço e no jantar? Sempre a mesma coisa. Parece que a cozinheira está desprovida de idéias ou anda com preguiça.
Entretanto, enquanto almejamos pratos mais sofisticados e variados, milhares, no mundo todo, desejam apenas um prato de comida.
Olhamo-nos no espelho e reclamamos da cor dos olhos. Como seria bom se tivéssemos olhos claros. Ou escuros. Mais esverdeados.
Contudo, inúmeras criaturas aguardam simplesmente a oportunidade de enxergar. Anseiam por uma córnea, uma cirurgia que os libere da cegueira em que se encontram.
Encantamo-nos com as vozes do cantor, do locutor e desejaríamos ter uma voz bonita, cristalina. Ou encorpada, máscula.
Ao nosso lado, porém, caminham muitos que desejariam apenas ter a ventura de falar, em qualquer tom.
Pensamos, olhando nossos pais, que seria muito bom se eles fossem mais esclarecidos, tivessem diplomas universitários, conhecessem o mundo.
Tivessem, enfim, uma visão mais ampla do mundo.
Seria tão bom! Mas, em nosso mesmo bairro, existem dezenas de pessoas que almejariam simplesmente ter pais.
Fossem eles iletrados, analfabetos, pobres de entendimento. Mas que estivessem ao seu lado para amá-los.
Reclamamos da rua barulhenta em que se situa a nossa casa, do cachorro do vizinho que late toda noite, perturbando-nos o sono.
Desejaríamos silêncio. Um bairro tranqüilo, cães disciplinados, ruas sem trânsito. Muito silêncio para nossa leitura, nosso descanso, nosso lazer.
Nem nos damos conta que centenas de criaturas almejam ardentemente, simplesmente ouvir. O que quer que seja. O ruído do trânsito, o apito das fábricas, a gritaria da criançada.
Qualquer coisa, contanto que pudessem ouvir.
Olhamos, com olhos de desejo, as vitrinas abarrotadas de sapatos lindos. Modelos recém chegados. Lançamentos.
Gostaríamos tanto que nosso orçamento nos permitisse comprar um novo par. Afinal, os nossos já andam um pouco gastos e fora de moda.
Enquanto olhamos para nossos pés, desejando novos sapatos, muitos contemplam os próprios membros inferiores, desejando apenas ter pés.
Pensamos num carro novo, mais confortável. Um carro com porta-malas maior, que caiba mais coisas.
Enquanto isso, bem próximo de nós, muitos apenas sonham com a possibilidade de se locomover de um lado a outro com as próprias pernas.
É justo sonhar. É bom desejar melhorar o padrão de vida. Isto faz parte do progresso do ser humano.
Entretanto, que esses anseios não se constituam em nossa infelicidade. Não esqueçamos de valorizar o que já temos.
Valorizemos a possibilidade de andar, ouvir, enxergar, de nos locomover de um a outro lado, por nossa própria conta.
Agradeçamos o emprego que nos permite o atendimento das nossas necessidades.
Sejamos gratos pela nossa família, pequena ou grande. Ilustrada ou não.
Agradeçamos, enfim, a Deus, pelo dom da vida. Por estar na terra, abençoada escola.
Por respirar, por poder abraçar, por ter a quem abraçar.
Aquele professor era diferente de todos os demais. Os deveres de casa que ele passava eram sempre surpreendentes. Criativos.
Enquanto os outros professores nos mandavam responder perguntas ao final do capítulo ou solucionar os problemas de números tal a tal, ele tinha tarefas bem diversas para nossa classe.
Naquela quinta feira ele falou a respeito do comportamento como um meio de comunicação.
"Nossos atos falam mais do que as palavras. O que as pessoas fazem nos diz algo sobre o que estão sentindo", afirmou.
"Agora, como dever de casa, vejam se conseguem mudar uma pessoa, massageando o ego dela o bastante. Tanto que vocês percebam uma mudança em seu comportamento. Na próxima aula, vocês relatarão seus resultados."
Quando cheguei em casa, naquela tarde, olhei para minha mãe e vi que ela estava sentindo muita pena de si mesma. Os cabelos lhe caíam sobre o rosto.
A voz parecia um lamento. Enquanto preparava o jantar, ela ficou suspirando. Quando cheguei, não falou comigo. E assim eu também não falei com ela.
O jantar foi triste. Papai estava sem vontade para falar. Foi aí que decidi colocar em ação o dever de casa.
"Mãe, sabe aquela peça que o clube de artes dramáticas da universidade está encenando? Por que você e papai não vão assisti-la hoje à noite?"
"Esta noite não dá", disse logo meu pai. "tenho uma reunião importante."
"Naturalmente", foi a resposta seca de minha mãe.
"Bem, por que não vai comigo?" - quando acabei de formular a pergunta, me arrependi. Imagine: um rapaz do segundo grau sair à noite com sua mãe. Mas agora não havia mais conserto.
Ela perguntou toda animada:
"De verdade? Rapazes não costumam sair com as mães."
Eu engoli em seco antes de tornar a falar: "não existe nenhuma lei dizendo que a gente não pode sair com a mãe. Vá se arrumar."
Ela carregou uns pratos até a pia. Seus passos estavam mais leves, em vez de arrastados.
Papai e eu lavamos a louça e ele comentou o quanto eu era um filho atencioso e gentil.
Deprimido, eu pensei :"tudo por causa da aula de psicologia."
Mamãe voltou para a cozinha, mais tarde, parecendo cinco anos mais nova.
Parecendo não acreditar no que estava acontecendo, ela insistiu: "você tem certeza de que não vai sair com ninguém esta noite?"
"Agora eu vou. Vamos nessa!"
A noite não foi tão desagradável como eu pensara. A maioria dos meus amigos certamente fez algo de mais empolgante naquela noite do que assistir uma peça de teatro.
Ao final da noite, minha mãe estava genuinamente feliz. E eu próprio, bastante satisfeito.
Acabei me dando superbem no dever de casa. E aprendi um bocado sobre como fazer alguém feliz.
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Pode ser que não tenhamos dever de psicologia para fazer em casa. Pode ser que nem estejamos estudando. Não importa.
Na universidade da vida, o curso não acaba nunca. Sempre é tempo de aprender e exercitar. Por isso, tentemos hoje, fazer alguém feliz.
Pode ser nosso filho, nosso conjuge, nossa mãe. Que tal um amigo, um irmão?
Simplesmente alguém que transite em nosso caminho. Observemos, ofereçamos nosso tempo, nossa companhia.
Façamos um comentário gentil. Abracemos, beijemos, conversemos. Proponhamos um passeio. Um programa diferente.
E descobriremos como é bom fazer alguém feliz.
Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "Como Massagear um Ego", de autoria de Kirk Hill, do livro Histórias Para Aquecer o Coração dos Adolescentes de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.