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#61 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Vie, 30 de Jun, 2006 3:14 pm
Asunto: A oportunidade de você conhecer o que a mídia nunca vai dizer
vanderleycai...
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Carta O Berro.

INFORMANTE.NET - Preenchendo lacunas da mídia

Breve Balanço do Governo Lula - 2003 - 2006

ECONOMIA

Recordando: o Brasil em 2002 - FHC

Em 2002, FHC deixou o governo em um grave quadro de deterioração:

- Redução da capacidade de investimento;
- Elevação da taxa de inflação;
- Elevação da taxa de juros;
- Saída de recursos da nossa economia;
- Desmonte do Estado (privatizações)

2003: Objetivos do Governo Lula

- Superar a crise econômica;
- Recuperar a estabilidade e a credibilidade do País;
- Criar condições para um novo ciclo de crescimento sustentado da economia;
- Instaurar um novo modelo de desenvolvimento com:
- Geração de emprego;
- Distribuição de renda;
- Inclusão social.

Criando as condições favoráveis

- Inflação baixa;
- Política fiscal responsável;
- Relação dívida pública/PIB estável;
- Superávits comerciais e em conta-corrente;
- Dívida externa pequena;
- Redução do risco país;
- Nova inserção no cenário mundial;
- Recuperação do investimento do Estado;
- Reconstrução do Estado.

Inflação sob controle



Balança Comercial Positiva



Reservas Externas Aumentaram



Diminuição do Risco País



Evolução do Salário Mínimo Nominal



Poder Aquisitivo do Salário Mínimo



Geração de Empregos Formais
Em 2004 e 2005 mais de 2,7 milhões de empregos foram criados no setor formal da economia.



Queda na taxa de desemprego



Turismo
Recorde histórico na geração de divisas pelo turismo, com duplicação da entrada de divisas



Indicadores Macro-Econômicos
(Menor inflação, desde 1998)



FOME ZERO

- Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar
- Agricultor produz e o Governo garante a compra. (Inclui o Programa do Leite);
- Já beneficiou diretamente 140 mil produtores e 2,3 milhões de pessoas , em 1.698 municípios

Bolsa Família

- 8,7 milhões de famílias atendidas – 35 milhões de pessoas;
- Corresponde a 77% das famílias com renda familiar per capita menor que R$ 100;
- Está presente em 100% dos municípios do país.
- Entre 2002 e 2005, triplicou os recursos investidos em Transferência de Renda



EDUCAÇÃO

Brasil Alfabetizado

- Alfabetizou 5,3 milhões de pessoas, desde 2003;
- Recursos aplicados cresceram 48% em relação a 2002;

Prouni

- 112 mil bolsas em 2005 e mais 130 mil bolsas em 2006;
- 49 mil bolsas no sistema de cotas étnico-raciais;
- Bolsa Permanência R$ 300 para curso integral.

SAÚDE

- Saúde da Família e Hospitais
- Aumento de 51% no número de equipes e de 30% no repasse do Piso de Atenção Básica;
- Em andamento as obras de 56 Hospitais, incluindo todas as capitais


HABITAÇÃO

- Investimento cresceu 82%, alcançando R$ 9 bilhões
- Nº de atendimentos cresceu 31% priorizando famílias com renda de até 3 salários mínimos



Investimento cresceu 82%, alcançando 9 bilhões



REFORMA AGRÁRIA

- Foram assentadas 245 mil famílias
- Média governo Lula: 82 mil famílias/ano
- Média do Governo FHC - 68 mil famílias/ano

- 22 milhões de hectares para Reforma Agrária
- Média governo Lula: 7,5 milhões de hec/ano
- Média do Governo FHC - 2,5 milhões de hec/ano

Total investido em aquisição de terras




LUZ PARA TODOS

- Instalações Gratuitas alcançando 2,6 milhões de pessoas;
- 277 mil em assentamentos rurais;
- 25 mil em comunidades quilombolas;
- 10 mil em terras indígenas;
- Investimentos: R$ 3,1 bilhões contratados;
- Formação de 1.600 eletricistas
- Reaquecimento das Indústrias de Equipamentos e Materiais:
- 730 mil postes;
- 105 mil transformadores;
- 134 mil km de cabos elétricos

CULTURA

Pontos de Cultura

250 Pontos de Cultura implantados até 2005 e mais 350 até 2006

SEGURANÇA PÚBLICA

Campanha do Desarmamento

- 460 mil armas arrecadadas.
- Propiciou redução de internações hospitalares por ferimentos causados por arma de fogo
- Queda em mais de 8% nos casos de homicídios por arma de fogo.

Operações realizadas pela Polícia Federal

- 127 operações especiais de combate a diversas modalidades criminosas (fraude, evasão fiscal, corrupção, etc), resultando em 2.211 pessoas presas.
- 56 operações especiais de combate ao tráfico de drogas

Volume de operações da PF



Volume de presos da PF



MEIO AMBIENTE

- Realização de duas Conferencias Nacionais;
- Realização de duas conferências nacionais Infanto-juvenis
- Criação de convênios com a Polícia Federal;
- Lei de Gestão de Florestas Públicas: um dos instrumentos para viabilizar a preservação das nossas florestas;
- Criação de Áreas para Preservação da Mata Atlântica;
- Pavimentação sustentável: O asfaltamento da rodovia BR 163, que corta a Amazônia, ligando Cuiabá(MT) a Santarém(PA);
- Política Nacional de Resíduos Sólidos: foi elaborada uma proposta para uma primeira Política Nacional de Resíduos Sólidos;
- Plano Nacional de Recursos Hídricos: construído com ampla participação de todos os segmentos pertinentes à área.

Redução do Desmatamento da Amazônia

- Pela primeira vez, em nove anos, houve queda no desmatamento;
- Plano de Ação para Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia, coordena ações de 13 ministérios.

Evolução do desmatamento da Amazônia
(Área desmatada em km2)



AGRICULTURA

Avanços no campo - recordes históricos

- Agricultura familiar: Financiamento cresceu 275% nas últimas três safras, atingindo R$ 9 bilhões na safra 2005/2006; 1 milhão de novas famílias incluídas
- Agronegócio: Financiamento cresceu 80% nas últimas três safras, atingindo R$ 44,3 bilhões na safra 2005/2006




LOGÍSTICA E ENERGIA

Rodovias

- Prioridade para pólos de exportação, turístico e de regiões em desenvolvimento;
- Foram recuperados 23% da malha federal - 9,1 mil KM;
- Operação Emergencial em 26 mil Km em 25 estados

Aeroportos

- Ampliação e modernização da infra-estrutura;
- Capacidade instalada foi de 97 para 117 milhões de passageiros/ano.

Energia

- 45 Usinas concedidas num total de 13.037 Megawatts;
- Acréscimo de 10 mil km na rede com investimentos de R$ 7,8 bilhões;
- Duplicada a capacidade de exportação do N para o SE;
- Cresceu 2,5 vezes a capacidade de importação do NE;
- Cresceu 45% a capacidade de importação do Sudeste/Centro-Oeste;
- Cresceu 87% a capacidade de importação do Sul
- Ampliação da malha de Gasodutos em todo país

Petrobras

- Em 2006, o Brasil tornou-se auto-suficiente em petróleo;
- Aumento da Produção de Óleo Crescimento;
- Aumento de 382% no Valor de Mercado da Empresa de U$ 15,5 bi em 2002 para U$ 74,8 bi em 2005

Fontes:
Secretaria Geral da Presidência da República
Organização:
Diretório Municipal do PT de Jundiaí (Junho de 2006)



#62 De: TDPC-UNMSM@...
Fecha: Dom, 2 de Jul, 2006 5:08 am
Asunto: Documento - PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
TDPC-UNMSM@...
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Documento   : PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
Descripción : LA RELACION JURIDICO MATERIAL DEL PROCESO CONSTITUCIONAL

#63 De: TDPC-UNMSM@...
Fecha: Dom, 2 de Jul, 2006 11:48 pm
Asunto: Documento - PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
TDPC-UNMSM@...
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Documento   : PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
Descripción : LA RELACION JURIDICO MATERIAL DEL PROCESO CONSTITUCIONAL

#64 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Lun, 3 de Jul, 2006 1:16 pm
Asunto: Las víctimas de la guerra de Israel contra los niños/
vanderleycai...
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Carta O Berro.
repassem.
O mundo precisa saber dos novos nazistas.
Fotos del día
 
 Las nuevas víctimas de la guerra de Israel contra los niños
Heridos durante un ataque israelí con misiles sobre Khan Younis,
en el sur de la Franja de Gaza , miércoles 21 de junio del 2006.
 
Mohammed Roka, 5 años, a la derecha, y su hermana Needa. 
Masacrados por la Gestao israelí  el martes20 de junio en Gaza.
 
 
 
Víctimas de la reciente masacre de la ocupación israelí sraelí.. Un ataque aéreo israelí,  13 de junio del 2006, asesinó 11 palestinos; TRES niños, seis civiles mayores y dos combatientes de la Jihad Islámica .
 
 
Los cuerpos de Sabrine Ghalia, 14 años, a la derecha, y de su hermanitas Haitham, 1 año, t Hanidiand, 18 meses, a la izquierda, antes de los funerales de los seis miembros de la familia Ghalia, en la ciudad de  Beit Lahiya en el norte de Gaza. Junui 10, 2006.  Eloos fueron masacrads por el fuego de artillería de la Armada israelí cuando estabam de picnic en la playa el día viernes. 
 
 
Su hermana Huda Ghalia, centrom es consolada durante los funerales de sus familiares y hermanos en  Beit Lahiya,  junio 10, 2006. Fuentes oficiales palestinas informaron que fueron masacrados siete personas de la familia   Ghalia fueron masacradas, entre ellas el padre, una esposa y un bebé de 18 meses.
*************************************************************************************
El genocidio palestino y nuestra responsabilidad
 
 
 
Boicot a las compañías que apoyan activamente a Israel - el estado-asentamiento inventado  por el terrorismo sionista.
 


 
 No enviamos archivos, solo imágenes como excepción.En caso de recibir alguno con esta dirección favor de eliminarlo sin abrir.
El Muro de Sharon, ese rotundo desastre, ofrece una rara oportunidad para observar la verdadera naturaleza del Estado judío, y para llamar a desmantelarlo. ¡No sólo el Muro, tontito! El Estado judío.(Israel Shamir-escritor y periodista israelí)
Mientras luchan por separado, son vencidos juntos.(Tácito)


 

 

 

El asesinato de Murab Wafek y el secuestro de Gilad Shalit

 Marwan Paz Al Sehaar

 El secuestro, el pasado domingo 25 de junio de 2006, de un soldado israelí por milicianos de Hamas ha vuelvo a fijar la atención de la opinión publica internacional en Palestina. El secuestro, un acto de guerra en el que no se implicó a población israelí civil, se produjo durante un asalto por parte de tropas palestinas, a un puesto militar israelí en la frontera de la franja de Gaza. La resistencia palestina tomó como rehén, durante el asalto, al miembro del ejército de ocupación israelí Gilad Shalit, un soldado de 19 años, y como única exigencia para su liberación solicita la puesta en libertad de mujeres, y menores de edad, que en este momento se encuentran en las cárceles israelíes, sin juicio ni sentencia previa.  

  Por desgracia todos los observadores internacionales suponen que el secuestro de Gilad Shalit puede desencadenar sangrientas represarias por parte de las tropas israelíes. Por eso es tan importante, en este momento, explicar a la opinión publica internacional que contempla en la distancia lo que algunos han calificado de ³nuevo acto terrorista islamista²; y que no es más que un nuevo fruto de la desesperación sembrada en toda Palestina por el ejército de ocupación.  

  ¿Quiénes son esas mujeres y menores que se encuentran, sin juicio previo, presos en las cárceles israelíes y cuya libertad se exige a cambio de la del militar judío? ¿Por qué menores de edad son confinados y torturados en cárceles judias como si fuesen adultos?   Existen miles de historias en toda Palestina que podrían ilustrar la respuesta a esa pregunta. Escogemos una sola. Una historia con cara, con nombre y apellidos, con un ser humano concreto detrás. Una historia que se diluye en las estadisticas, entre miles de historias similares. Todas igual de dramáticas, crudas y brutales. La historia de Ferial Wafek Awaysa y sus hijos Murad y Sabs.  

  Ferial recibe atención psicológica en el Centro de Tratamiento y Rehabilitación para las Victimas de la Tortura (TRC) de Ramallah, a causa de la profunda depresión que sufre tras la detención de su marido y sus dos hijos, a manos de las tropas israelíes. Y al TRC debemos agradecer su intercesión para que Ferial Wafek Awaysa accediese a recibirnos en su domicilio de Ramallah y a contarnos su historia en primera persona. La señora Ferial Wafek nos recibió, junto con sus dos hijas, y en todo momento colaboró con nosotros, con el ruego de que hiciésemos saber lo que estaban sufriendo familias como la suya.  

 ¿Por qué a mis hijos?  En Abril de 2002 las cosas no estaban mejor en Palestina de lo que están ahora. Por eso a nadie le extraño que tropas israelíes irrumpiesen repentinamente en la capital palestina, armados hasta los dientes, para hacer detenciones de supuestos terroristas. Esa mañana le tocó a Murad Wafek, que tenía solo 17 años, a su hermano Sabs y a su padre. Era viernes, por eso toda la familia se encontraba reunida en casa cuando llegaron los soldados israelíes.  

  - Eran las 12 de la mañana ­recuerda Farial- y ese día habíamos tenido un gran ataque judío en Ramallah. Los soldados llegaron de repente y entraron en nuestra casa subiendo escaleras arriba. Nos encerraron a todos los vecinos y se llevaron a mis hijos Sabs y Murab, y a mi marido.  

  Según nos relata Farial, los soldados israelíes se llevaron a su hijo Murab detenido, junto con su padre y hermano, pero tras unas horas de interrogatorio lo dejaron volver con su madre y hermanas al domicilio familiar, en el que ahora nos encontrábamos.  

  - Al dia siguiente, sabado ­prosigue Farial- a las 4 de la tarde, regresaron a casa los soldados. Nos encerraron a toda la familia en una habitación, pero se llevaron a mi hijo Murab fuera. Mientras estabamos en la habitación podíamos oir lamentos y quejidos. Yo abrí la puerta para saber que sucedia con mi hijo, pero los soldados me hicieron volver a la habitación. Murab me llamaba, ¡oh mama, oh mama! Y yo abri la puerta de nuevo y los soldados me dijeron: quieres que te pegue? Y cerraron la puerta.  

  Desde su encierro la madre y hermanas de Murab solo podían escuchar los lamentos de su hijo, que decía que habia muchos soldados encima de él. Y después lo trasladaron fuera de la casa.  

  - ³Entonces los soldados entraron en la habitación para pedirme la documentación de mi marido. Y yo les dije que ya se habían llevado a mi marido el dia anterior, con mi otro hijo, y que tenía la documentación en el primer piso. Que me acompañaran a buscarla. Les dije eso porque yo quería mirar que estaban haciendo con mi hijo. Y vi a mi hijo tirado en el suelo, rodeado por los soldados. Yo les pregunte por qué le habían pegado, y ellos me respondieron si quería ver a mi hijo vivo o muerto.  

  En este momento de su relato la Sra. Farial Wafek Awaysa se emociona visiblemente y le damos unos instantes para que se recupere antes de continuar su relato.  

  - Me preguntaron si mi niño era de Hamas o de la Yijad. Me dijeron que si queria verlo vivo les dijese si pertenecía a Hamas. Yo les respondí que era solo un muchacho que iba a la escuela, y que quería verlo vivo. Pensaba que iban a arrestarlo, como a su padre y a su hermano. Pensaba que no le iba a pasar nada mas que eso. Asi que incluso cogí un paquete de cigarrillos y se lo di para que se lo llevase a su hermano en prisión, porque creía que se lo llevarían detenido. Entonces me volvieron a llevar a la habitación.  

  La madre de Murab y sus hijas pasaron varias horas encerradas escuchando los gritos, lamentos y ruidos que provenían del exterior. Y a las 21:00 aproximadamente sonaron un montón de ruidos de disparos y muchos gritos y lamentos, y también gritos de los soldados.  

 Disparos en las rodillas y en la cabeza.  

Pasaron muchas horas sin saber que ocurría, y en la mañana del domingo los soldados israelíes volvieron a entrar en la casa para pedir a Farial el telefono del hospital mas cercano.  

  - Al ver que volvían los soldados yo les dije que si venían a buscar a mis hijos ya no tenia mas, que se habían llevado a los dos que tenía y a mi marido, pero me dijeron que solo querían el teléfono del hospital para pedir una ambulancia. Ellos me dijeron que habia un hombre mayor enfermo y que necesitaba ir al hospital de Hilal y yo se lo di. No me dijeron nada de mi hijo. Yo fui amable, colaboré y les di lo que querían. Al cabo de un rato llego una ambulancia para llevarse a alguien. Yo pensé que seria el hombre mayor del que hablaban, pero era mi hijo. Yo fui la ultima en saberlo.  

  La señora Farial Wafek Awaysa tardó varios dias en tener noticias de su hijo Murab. Y no le llegaron a través de una notificación oficial de las autoridades israelíes, como habría sido lo lógico, sino gracias a un vecino y amigo de Murab, Reisad, que había sido detenido al mismo tiempo que su hijo.  

  - Reisad estaba detenido con mi hijo. Era otro joven del barrio, y mas tarde le contó a su madre como los soldados israelíes les pegaron mucho. En la cabeza, en las piernas, en los brazos. En un momento del interrogatorio Raisad le dijo a Murad que intentasen pedir permiso para ir al baño, para asi poder descansar de las palizas. Y los soldados les dijeron que fuesen pero por separado. Raisad fue el primero, pero cuando volvió Murad vio que también le habían pegado en el baño. Asi que Murad dijo que ya no quería ir, pero los judios le dijeron: ³querias ir al baño, ahora iras al baño².  

Después de llevarlo al baño, Reisad no vio nada mas. Solo que le dispararon en el cuello y en las rodillas. Y le quitaron la ropa.  

 Según relató Reisad los militares israelíes discutían entre ellos. Esos fueron los gritos que escuchó Farial desde su encierro forzado mientras asesinaban a su hijo, de 17 años, de un disparo en la cabeza. Después, con un cinismo extraordinario, los asesinos de Murad acudieron a su madre para pedir el telefono de una ambulancia, engañándola para que no sufriese un ataque de histeria al descubrir que su hijo acababa de ser ejecutado a pocos metros de ella.  

 Cuando llegó la ambulancia otros vecinos del barrio vieron que el cadáver que recogían era el del joven Murad. Su madre fue la ultima en enterarse.  

  Su otro hijo y su marido permanecen en prisión. La argucia legal de la ³detención administrativa² permite mantener indefinidamente en prisión a un acusado de pertenecer a una organización terrorista, sin juicio ni sentencia previas.  

 

 Por esa razón los milicianos de Hamas, que el pasado domingo secuestraron al militar judio Gilad Shalit, exigen que se libere a los menores de edad y a las mujeres que permanecen detenidos, ilegalmente, en prisiones israelíes.  

Sobretodo porque en muchos casos los padres de esos menores creen que sus hijos estan en prisión, cuando en realidad ya han sido ejecutados.  

  Sea cual sea el desenlace del secuestro de Gilad Shalit, el joven Murab Wafek ya no lo verá. Y el ni siquiera había cumplido la mayoría de edad.

 

  - Yo te he contado la historia de mi hijo ­insiste Farial Wafek antes de despedirnos-, pero hay un montón de historias parecidas de padres que no saben donde están sus hijos o que ha pasado con sus hijos. Yo se que mi otro hijo esta en la carcel pero no puedo hacer nada. Murad era solo un niñito, no había hecho nada malo, tenia solo 17 años.  

 

BOLETIN DE LA FOGATA - 03-07-06 - Año VI

 

 

 

 No enviamos archivos, solo imágenes como excepción.En caso de recibir alguno con esta dirección favor de eliminarlo sin abrir.
El Muro de Sharon, ese rotundo desastre, ofrece una rara oportunidad para observar la verdadera naturaleza del Estado judío, y para llamar a desmantelarlo. ¡No sólo el Muro, tontito! El Estado judío.(Israel Shamir-escritor y periodista israelí)





#65 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Lun, 3 de Jul, 2006 12:19 am
Asunto: Medio Oriente - Franja de Gaza O6O630
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Carta O Berro.
repassem.
 


reproduce:

Agencia Latina de Información Alternativa

mail@...                                                               www.alia.com.ar

IMEMC  Flashes de noticias del 30/6/2006
Tropas invadieron Tulkarem , irrumpieron violentamente en  docenas de viviendas 04:03 I
IMEMC & Agencies- viernes 30 de junio del 2006, 01:04 Tanques Israelies en Gaza
     
Más áreas bombardeadas en Gaza, 13 ataques aéreos esta noche 03:59
IMEMC & Agencies-viernes 30 de junio del 2006, 01:03  
 
Más misiles arrojados sobre la Franja de Gaza 03:34
IMEMC & Agencies-viernes 30 de junio del 2006, 00:44
 
Fuerzas israelíes bombardean la vecindad Salam en Gaza, varios heridos - uno seriamente 02:56
IMEMC & Agencies- viernes 30 de junio del 2006, 23:59
 
El Ejército bombardea  el Ministerio del Interior palestino al oeste de la ciudad  de Gaza 02:08
IMEMC & Agencies - viernes 30 de junio del 2006, 23:11
 
18:08 Palestino muerto en Nablus.
Saed Bannoura - IMEMC & Agencies - viernes, 30 de junio del  2006, 15:08
Fuentes médicas palestinas  en la ciudad de Nablus,Cisjordania informaron que un residente fue muerto, y al menos otros treinta resultaron heridos durante los enfrentamientos que estallaron en la ciudad después de que las fuerzas israelíes la invadieron; dos residentes están en condiciones críticas.
 
17:55 Primer Ministro israelí: No hemos rechazado condiciones de Hamas para la liberación del soldado
IMEMC & Agencies - viernes 30 de junio del 2006, 14:55 
El viernes por la mañana las autoridades israelíes anunciaron que ellos no habían rechazado una  propuesta hecha por Hamas para la liberación del soldado israelí capturado el domingo, como   declaró  el Presidente egipcio Hosni Mubarak el jueves por la noche. La posibilidad deuna solución negociada está al parecer sobre la mesa, ya que una planificada invasión por  tierra a la Franja de Gaza fue aplazada por el Ministro de Defensa israelí
 
13:11 Arzobispo Hanna: La agresión israelí contra los palestinos es un crimen horrible
Jorge Rishmawi-IMEMC & Agencies - viernes 30 de junio del 2006, 10:11
El arzobispo del Patriarcado greco-ortodoxo de Jerusalén,, Atallah Hanna, describió la ofensiva israelí contra los Palestinos en la Franja de Gaza y Cisjordania como " un crimen horrible, un terrorismo de estado organizado . " El arzobispo Hanna enfatizó su "  profunda condena , la condena de la Iglesia y la condena de todos los palestinos cristianos por este ataque contra los palestinos."
 
03:30 Israel bombardea el Ministerio del  Interior palestino, la segunda central eléctrica y sociedades benéficas en  Gaza
IMEMC & Agencies -viernes 30 de junio del 2006, 00:30 Ataques aéreos de aviones israelíes han destruido el Ministerio del interior en la Ciudad de Gaza mientras fuerzas israelíes continúan destrozando la infraestructura  e instalaciones civiles palestinas en una tentatica de  destruir totalmente a la economía palestina y a las instituciones sociales en lo que llaman ' Operación  Lluvia de Verano.'
  
"La incursión israelí es un ataque contra el sistema político palestino"
reimpreso de maannews.net -  jueves 29 de junio del 2006, 16:13
El Vicepresidente del Consejo  dijo que el secuestro de ocho ministros de Hamas y 24 legisladores de Hamas es un secuestro de personalidades nacionales, y como tal es contrario a las leyes y costumbres internacionales. 
En una conferencia de prensa en la Franja de Gaza Bahar dijo, " Israel es responsable por las consecuencias de estas operaciones, " señalando que " este violento plan contra los palestinos fue programado después de las elecciones palestinas, antes del secuestro del soldado israelí Gilad Shalit."
Bahar aseveró que el CLP y el gobierno palestino son capaces de superar este martirio, y han encontrado modos de continuar coordinando las actividades con sus ciudadanos en Cisjordania y en la Franja de Gaza a pesar del sitio y de la ocupación.
 
El convocó a los palestinos dentro de los Territorios Ocupados y en el extranjero para " a solidarizarse con el gobierno palestino y con el CLP para hacer fracasar los planes israelíes de frustrar la opción democrática palestina" 
El también reclamó a  los países árabes e islámicos y a la comunidad internacional "   solidaridad para con los palestinos y a que asuman sus responsabilidades hacia los palestinos bajo la incursión israelí. " En cuanto a la incursión de aviones de combate israelíes sobre la costa siria, Bahar dijo " la amenaza a Siria es una amenaza al mundo árabe e Islámico."
 
Bahar informó que el Secretario General de la Liga Arabe, Amr Moussa, ha adoptado una actitud apoyo a los palestinos, pero también reafirmó "que la posición árabe debe dejar de lado ' el silencio asustado ' y respaldar al afligido pueblo palestino".
En el mismo sentido, el Secretario General de la Presidencia Palestina, Tayeb Abdul Rahim ha desestimado, en una declaración a los medios de comunicación, todas las excusas del gobierno israelí sobre el rapto de los funcionarios palestinos, diciendo  " Israel sabe que estas personas no tienen relación con ninguna  de las operaciones militares incluyendo el secuestro y el asesinato".
Tayeb declaró que " la agresión israelí contra Cisjordania y Gaza y el secuestro de los ministros u legisladores de Hamas es una tentativa de destruir el sistema palestino político que ha evidenciado recientemente un progreso a través del diálogo dirigido por el Presidente palestino, Mahmoud Abbas, y el Primer Ministro palestino, Ismael Haniyeh. 
El sistema entró en una nueva etapa de trabajo político y diplomático, y en una nueva etapa de negociaciones para el logro de los objetivos justos que fueron incluidos en el acuerdo sobre el Documento de los Prisioneros." El dijo, " la ocupación israelí no quiere un socio. "
 
 
Fuerzas Aéreas israelíes bombardean el Ministerio del Interior palestino en Gaza
 Saed Bannoura - IMEMC & Agencies – viernes 30 de junio del 2006, 23:40
El Ministerio del Interior palestino en la ciudad de Gaza fue destruido un poco después de la medianoche del jueves por misiles israelíes, informaron testigos palestinos. Se podían el humo y las llamas que salían del edificio. No se informó de personas heridas durante el ataque.
 
El ejército israelí confirmó el ataque con un funcionario militar de alto rango que describió al edificio como un " lugar de encuentros para planificar actividades terroristas, " según un informe del diario online israelí Haaretz .
El funcionario añadió que el ataque estaba dirigido contra la oficina del Ministro del Interior palestino, Sa'id Siyam, uno de los dirigentes del partido gobernante Hamas.
 
 Las Fuerzas Armadas de Defensa confirmaron la declaración, diciendo que el despacho Ministro del Interior Said Siyam era" un lugar de encuentros para planificar y dirigir la actividad  terrorista. "
El gobierno israelí decidió retrasar la ofensiva terrestre sobre Beit Hanoun, al norte de la Franja de Gaza, el jueves por la noche después de la reunión que mantuvieron el Primer Ministro israelí Ehud Olmert y el Ministro de Defensa Amir Peretz de Israel con oficiales de seguridad israelíes de alto rango.
   
Según Haaretz, la reunión tuvo lugar después de Egipto le pidiera más tiempo a Israel  para negociar la liberación del soldado secuestrado Gilad Shalit. 
Volviendo a la Franja de Gaza, varia zonas del norte de la Franja se encuentran sin electricidad después de que los misiles arrojados por la artillería israelí impactaron en la red de distribución de energía.
 
Al menos dos transformadores de corriente fueron impactados durante los ataques. 
En otro incidente   un niño palestino, un adolescente y dos oficiales de seguridad resultaron heridos por metrallas después de que el ejército bombardeó la ciudad de Rafah, al sur de Gaza .   
Por tercer día consecutivo las dos terceras partes de los 1.3 millones de residentes de la Franja de Gaza permanecen sin electricidad después de que la fuerza aérea israelí bombardeara la principal central eléctrica en la ciudad de Gaza el miércoles por la noche.
Al menos 400 misiles fueron arrojados sobre Gaza el jueves, informó una fuente del ejército israelí.
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_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@...
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

#66 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Sáb, 1 de Jul, 2006 10:43 pm
Asunto: Arthur Poerner, intelectual carioca, se filia ao PT para cerrar fileiras com Lula
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Carta O Berro.
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Arthur Poerner, intelectual carioca, se filia ao PT para cerrar fileiras com Lula

Entrevista: Arthur José Poerner

(Informante.net.)

Flávio Rodrigues
O intelectual Arthur Poerner

Intelectual e militante histórico da esquerda brasileira, o jornalista e escritor Arthur José Poerner acaba de deixar o PDT – partido que ajudou a fundar ao lado de Leonel Brizola – para "cerrar fileiras" no projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua nova batalha, Poerner, hoje com 66 anos, já tem data marcada para filiar-se ao PT. Será no dia 11 de julho, em um bar da Lapa, região central do Rio de Janeiro.

A festa faz jus à fama de boêmio do intelectual, que é sócio-fundador da Academia Brasileira da Cachaça, uma confraria etílico-cultural onde ele ocupa um dos 40 assentos permanentes – ao lado de "gente boa" como o músico Paulinho da Viola, a atriz Bete Mendes e a cantora Beth Carvalho.

Poerner é autor de uma dezena de livros, sendo o mais conhecido deles o Poder Jovem, cuja primeira edição, em 1968, lhe rendeu primeiro a clandestinidade, depois a prisão e mais tarde um longo exílio de 14 anos na Alemanha. Recentemente, lançou pela editora BookLink a 5ª edição da obra, atualizada até a eleição de Lula em 2002.

Insatisfeito com a linha política adotada pelo PDT, ele comunicou sua desfiliação no começo de junho, em carta enviada ao presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Embora de caráter quase confidencial, a carta acabou tendo repercussão imediata, inclusive fora do Brasil. "Pela repercussão (...) eu vejo que tem muita gente pensando da mesma forma", disse ele em entrevista concedida nesta quinta-feira (29) ao Portal do PT.

Diz um trecho do documento: "O governo Lula, apesar dos defeitos, falhas e omissões que se lhe possam atribuir, não é o nosso inimigo; ele é, sim, o avanço nacional possível nas atuais conjunturas internas e externas. Não reelegê-lo significa, na prática, devolver o poder às elites que impedem a emancipação do nosso povo desde os tempos do escravagismo (...)".

Leia abaixo os principais trechos da entrevista e, logo em seguida, a íntegra da carta:

O que te levou a tomar a decisão de se sair do PDT neste momento, sendo você um militante histórico e até fundador do partido?

Aliás, eu não digo isso na carta, mas eu estou me filiando ao PT. Aceitei um convite do Carlos Minc (deputado estadual do PT do Rio de Janeiro) e da Florence Jacques, que é uma assessora do deputado aqui no Rio, porque, da mesma maneira como em 64, depois do golpe, eu ingressei no Partido Comunista Brasileiro, por achar que aquele era um caminho de resistência, eu acho agora que o caminho de avanço do Brasil, no momento, é o prosseguimento do governo Lula. Isso não só para o Brasil, como país, mas também para a América Latina. Eu acho que, com o governo Lula, nós iniciamos uma nova tentativa de integração latino-americana, sobretudo com os governos do (Nestor) Kirchnér, na Argentina, e do (Hugo) Chávez, na Venezuela, e que será interrompido se o Lula não for reeleito. E acho que qualquer voto diferente só vai dividir a esquerda, só vai propiciar talvez um pouquinho mais das remotas possibilidades dos tucanos nessa eleição.

Como você o fato de alguns partidos de esquerda, inclusive setores do PDT, do Psol e outros, se colocarem muitas vezes em posições que coincidem com os interesses da direita brasileira?

Eu acho surpreendente que certos partidos que se dizem de esquerda tenham embarcado nessa questão do "mensalão", nessa campanha moralista... Devem ter ocorrido irregularidades, certamente, mas eles se deixaram arrastar por essa onda moralista, da mesma maneira como a esquerda se deixou levar em 1954 pelo chamado "mar de lama" contra o Getúlio (Vargas), sem considerar todo o resto. É lógico, o sistema brasileiro abre muitas brechas, a fiscalização é falha; em todos os partidos, todos os poderes da República, existem falhas que propiciam irregularidades. Mas a gente tem que ver o todo. É isso o que certos partidos de esquerda não estão vendo.

Eu estou achando admirável e muito correta, muito coerente, a posição do PCdoB. Eles estão tendo uma atitude coerente, porque estão vendo o todo, estão vendo o conjunto disso, estão vendo a distribuição mais justa de renda, estão vendo os projetos sociais, estão vendo também a política de integração latino-americana. Isso o PCdoB. Mas os outros estão inteiramente obnublados, muitas vezes até por ressentimento, eu acredito, a ponto de eles não lembrarem, de maneira nenhuma, as irregularidades muito mais graves que ocorreram nos oito anos do governo passado. Eles se fixam apenas nesse momento, eles não estão vendo o todo. Em outras palavras, como se diz, eles estão vendo a árvore e não estão vendo a floresta.

Você vem do PDT como militante histórico, participativo, do partido. Como essa questão é encarada lá dentro?

Na verdade, a direção é que está impondo essa linha. A militância do PDT é uma militância muito brizolista, naturalmente. O Brizola foi um grande líder nacional e a militância se deixa levar muito por essa parte afetiva, a memória do Brizola... Então, a direção atual, ela pretende reencarnar, representar a memória do Brizola. E eu acho que não representa. Tanto que o Brizola, em 89, quando chegou num momento crucial, ali no segundo turno, ele não se deixou levar pela parte emocional. Ele foi racional (apoiando a candidatura Lula).

A relação do Brizola com o PT e do PT com o Brizola sempre foi um pouco lá, um pouco cá; mas em momentos cruciais estiveram juntos...

É. Eu acho que a política... Lógico, sempre entra uma cota de afetividade, de emocionalismo... Mas a política é uma arte, uma atividade que deve ser presidida pelo racionalismo. O Brizola, como eu digo na carta, sempre fez isso. Fez isso em 89; fez isso depois quando foi vice do Lula, em 98; e apoiou também em 2002.

Você pretende entrar na campanha?

Eu pretendo ajudar na campanha. Eu sou escritor, jornalista... Mas atualmente mais escritor.

O que você está escrevendo agora?

Meu último grande livro que saiu foi a 5ª edição do Poder Jovem, saiu com um prefácio do ex-ministro Aldo Rebelo, agora presidente da Câmara dos Deputados. Depois teve o projeto Memória do Movimento Estudantil, da Fundação Roberto Marinho. Saiu um livro coletivo com as conferências e palestras que fizemos aí em São Paulo no teatro Tuca. E no momento estou fazendo um livro de memórias. Estou gravando e começando a escrever um livro onde conto toda essa trajetória de trabalho, de exílio, de prisão..

Você ficou exilado quando tempo?

Quase 14 anos, basicamente na Alemanha, com algumas passagens por Londres, mas sobretudo na Alemanha. Foi na Alemanha que eu residi. Ali trabalhei para a Voz da Alemanha, o equivalente da BBC (inglesa), e depois também, durante todo o tempo que pude, colaborei para o semanário Pasquim.

Você ajudou a fundar o Pasquim?

Não cheguei a participar da fundação. O Pasquim foi fundado em 69, quando eu estava na clandestinidade por causa do AI-5, por causa do Poder Jovem, esse livro (lançado originalmente em 1968). Depois sai da clandestinidade, voltei à redação, acabei preso na redação; e aí, quando eu fui para o exílio, comecei a colaborar, de Berlim, para o Pasquim.

Você viveu intensamente esse período da História, esses últimos 40 anos. Há muitas comparações entre o período do golpe de 64 e o que acontece hoje. Existem mesmo coincidências ou a situação hoje é diferente?

Eu acho que, no momento, a comparação principal é essa de que você às vezes tem que tomar posições contra a corrente de pensamento que aparenta ser predominante. Em 64, logo depois do golpe, houve um esvaziamento do PCB, justamente por temor, por medo, por decepção de alguns em relação aos rumos que acabaram conduzindo ao golpe; muitos achavam que deveria ter havido uma reação armada, enfim. Então – eu era muito jovem, tinha 24 anos –, eu achei que o momento era de entrar no PCB e lutar ali dentro, no plano sobretudo cultural, que era uma área muito boa do PCB, para mudar a situação. E agora eu sinto a mesma coisa.

Quando tantas pessoas resolveram sair (do PT), pessoas de projeção, inclusive aqui no Rio, deputados vereadores... Então eu acho que esse é momento de entrar, para que o Lula faça um grande segundo mandato e avance nessas posições, naturalmente com correções. Eu não sou uma pessoa que admire essa política econômica, mas eu procuro ver o todo. Eu vejo como muito boa a política internacional, a política diplomática; eu vejo muito bem a parte social, avançando; eu acho que a reforma agrária deve ser feita mais aceleradamente; mas eu acho que você tem que lutar ali dentro para avançar, e apoiando o governo, porque inclusive não vejo nenhuma alternativa de esquerda. Não existe alternativa de esquerda no momento no Brasil.

Você tem a informação de que outros intelectuais, além do Nilo Batista, estejam com essa preocupação também?

Eu acho que tem muita gente. Não posso te dizer citando nomes, mas tem muita gente que se preocupa. Eu vejo pela repercussão que teve essa carta, indicando que muita gente pensa aquilo que eu escrevi. Essa carta foi enviada para o presidente nacional do PDT e para pessoas amigas. E teve uma repercussão extraordinária. Eu estive Brasília há duas semanas para o 13º Congresso Internacional da Juventude Socialista, do PCdoB. Cheguei lá, decidi levar um exemplar dessa 5ª edição do Poder Jovem para o presidente Lula (que participou do evento).

Entreguei a ele e botei anexa a carta. Quando ele olhou a carta, ele disse: ‘Olha, Poerner, já li a carta’. Quer dizer, ele já tinha recebido. Essa semana me ligou um companheiro de prisão, um operário de São Paulo, o Melcides Porcino da Costa. Ele está na Finlândia e leu essa carta lá. O Moniz Bandeira, que é um historiador brasileiro que mora na Alemanha, me mandou uma mensagem de lá, onde ele tinha lido a carta. E assim por diante. O Argemiro Ferreira, correspondente da Tribuna da Imprensa (jornal carioca) em Nova Iorque, me mandou uma mensagem pedindo autorização para transcrever a carta. Estou falando só dos que mandaram mensagem. Mas tem os que eu encontrei na rua, nos eventos, e que dizem: ‘Poerner, muito bem. Estou com você. Essa é a minha posição também’. Então eu vejo que tem muita gente pensando dessa forma.

Você falou que esteve com o Lula. Sua relação com o presidente é antiga?

Eu conheci o Lula há uns seis anos, em São Paulo, na casa do irmão do Ziraldo, o Zélio, e nós fizemos com o Lula uma entrevista para aquela revista Bundas. O Lula me conhecia de nome, de literatura, naturalmente, e houve uma empatia muito grande, tive muito boa impressão dele. Depois o reencontrei quando ele veio ao Rio para inaugurar as novas instalações da Rádio Nacional, já como presidente. E a terceira foi essa agora em Brasília.

Como você o governo Lula, da perspectiva da crítica que se faz, por parte da intelectualidade, de que o governo teria ficado aquém das expectativas? Como você lê esse tipo de crítica?

Eu leio da seguinte maneira. Eu acho que as expectativas num país tão desigual, num país tão desumanamente gerido até recentemente, as expectativas são muito grandes. As pessoas precisam de muita coisa, elas não podem esperar, entende? É o caso, por exemplo, da reforma agrária. Eu acho que deveria ser acelerado esse processo, porque seria muito importante que constasse da biografia dele que ele fosse o realizador, o concretizador da reforma agrária. Eu vejo as decepções muito nessa área. As pessoas esperavam demais. Eu leio às vezes textos que eu arquivei e vejo que as pessoas esperavam demais.

Li críticas recentes no Pasquim 21, de gente da maior categoria, e eles, seis, sete meses depois da posse do Lula, descendo o sarrafo. Esperavam que, até então, ele (Lula) já tivesse resolvido o problema da reforma agrária, do FMI e todo o resto. Eles não consideraram que essa situação toda, essa conjuntura toda, vem de séculos. Mudar isso não é assim também. Além de tudo isso, o Lula ainda pegou o país em situação imediata muito mal. Com recrudescimento da inflação, com uma crise de credibilidade internacional, fomentada justamente pela atual oposição, e teve de resolver muita coisa de imediato. Agora, a meu ver, ele vai ter condições de concretizar muitas daquelas expectativas geradas desde 89 e muito acirradas com a campanha vitoriosa de 2002. Agora ele terá mais quatro anos e é por isso que eu acho que tem que votar nele, dar uma segunda oportunidade. Ele é o primeiro presidente operário deste país, que sempre foi gerido pelas elites. Então a gente tem que cerrar fileiras com ele.

#67 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Mié, 5 de Jul, 2006 7:37 pm
Asunto: RV: Fwd: [ATTAC] INFORMATIVO 351 - LA VIDA NO SE NEGOCIA
arnoldfugas
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Mundo

A  MEDIDA QUE LA CRISIS DEL FMI Y DEL BANCO MUNDIAL SE AGRAVA LA
OPOSICIÓN PREPARA SU OFENSIVA Las reuniones de primavera del Banco
Mundial y del Fondo Monetario Internacional se han desarrollado durante
este fin de semana en el corazón de la ciudad de Washington . rodeadas
de cordones policiales. No hubo casi ningún manifestante a la vista..
LA DIRECTIVA 'FRANKENSTEIN': AUMENTA EL TRABAJO-BASURA. Un tema que es
objeto de un intenso debate político y social en Europa es el de la
liberalización de los servicios en el seno de la Unión Europea
LA COPA DEL MUNDO Y SUS PASIONES. Verena Glass entrevista al celebrado
historiador marxista británico Eric Hobsbawm en Sao Paulo sobre la Copa
del Mundo de Fútbol
ESTADOS UNIDOS HA DIVIDIDO AL MUNDO EN CINCO REGIONES MILITARES La
creencia de un 'destino histórico de grandeza' como impulsor para el
expansionismo mundial de EEUU por  Gustavo Herren. Leer en
http://attac-info.blogspot.com/

Latinoamérica

EN EL 180 ANIVERSARIO DEL CONGRESO ANFICTIÓNICO DE PANAMÁ
Representaciones de los movimientos sociales, de las fuerzas populares,
progresistas y revolucionarias de América Latina, congregados en la
ciudad de Panamá, con la presencia del Presidente de la República
Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, conmemoramos el 180
Aniversario del Congreso Anfictiónico de Panamá.
SOBERANIA ALIMENTARIA. LA VIDA NO SE NEGOCIA En el Foro de resistencia a
los “agronegocios” realizado en Buenos Aires  entre el 23 y 25 de este
mes  y en el que participaron Organizaciones de Chile, Paraguay, Brasil,
Uruguay, Bolivia, Ecuador y Argentina se expusieron y debatieron
problemáticas relacionadas con la diversidad biológica y la identidad
cultural, y se denunciaron  los proyectos y las políticas del modelo del
monocultivo y del nuevo sistema agroalimentario, que las corporaciones
alimenticias sostienen como “modelo de crecimiento económico”
CLIENTELISMO DE SEGUNDO GRADO Es la plasticidad extrema, en el más amplio
sentido de la palabra, la flexibilidad total, de la clase política del
Partido Único del Poder

***
  A  MEDIDA QUE LA CRISIS DEL FMI Y DEL BANCO MUNDIAL SE AGRAVA LA
OPOSICIÓN PREPARA SU OFENSIVA

                                            Walden Bello*

Las reuniones de primavera del Banco Mundial y del Fondo Monetario
Internacional se han desarrollado durante este fin de semana en el
corazón de la ciudad de Washington, rodeadas de cordones policiales. No
hubo casi ningun manifestante a la vista..

Los sucesos tuvieron lugar en el interior del Instituto de Estudios
Políticos; la oposición puso el toque final a una campaña destinada a
“destituir “ a las dos instituciones. Los 70 militantes  procedentes de
diferentes países del mundo, resulto decepcionante la falta de
manifestantes en las calles durante el encuentro de dos días de
preparación estratégica. . Ellos sabían que las dos instituciones
estaban atravesando la más grave crisis en años, una crisis  que
constituía una buena ocasión para debilitar su influencia en la economía
mundial.

Una crisis de legitimidad en el seno del FMI

La crisis es más aguda aún en el Fondo Monetario Internacional. Según el
antiguo funcionario del FMI y del Banco Mundial, Dennis de Trav,
vicepresidente del Instituto Mundial de desarrollo, el FMI no se
recuperó jamás de la crisis financiera asiática de 1997 “ Desde entonces
perdió su legitimidad”  declaró en un desayuno – foro  esponsorizado por
la Fundación Carnegie para la Paz Internacional. Luego de esta crisis
países faros como Tailandia, Filipinas, China e India redujeron sus
pedidos de préstamos al FMI que muchos países de Asia habían solicitado,
por instrucciones del Fondo a comienzos de los 90.

A la reticencia de los países asiáticos a seguir endeudándose con el
Fondo se agregó un evidente movimiento en los países de América Latina,
encabezados por Brasil y Argentina, orientado a reembolsar totalmente
sus préstamos al FMI con el objeto de recuperar su independencia con
relación a una institución fuertemente detestada en la región.

Lo que en  lo hechos constituyó un boicot por parte de los mayores
deudores generó una crisis presupuestaria  debido a que durante dos
decenios  las operaciones del FMI dependían cada vez más de los
intereses pagados por sus clientes, los países emergentes más que sobre
las contribuciones de los países ricos del Norte que se habían liberado
del fardo de tener que contribuir al sostenimiento de la Institución
derivandolo a los deudores. ¿Dónde encontrará recursos el FMI ahora que
sus clientes clave cortaron sus vinculos financieros?

Tomando la palabra  Noaire Woods, una experta de la Universidad de
Oxford, reveló que de acuerdo  con las proyecciones del FMI y del Banco
Mundial estas organizaciones verían reducidos sus ingresos de  cargas e
intereses, en más de la mitad. Pasando de 3,19 mil millones de dólares
en el 2005 a 1,39 mil millones en el 2006, lo que creará “una enorme
presión sobre el presupuesto dela organización”

Problemas en el Banco

Aunque allí no reinan los mismos problemas controversiales y de fracaso
que reinan en el FMI, algunos observadores bien informados dicen que
también el Banco Mundial se halla en crisis. El Banco se encamina a una
crisis presupuestaria , según Woods: los ingresos procedentes de los
impuestos y  de los pagos de los prestatarios han caído  de 8,1 mil
millones de dólares en el 2001 a 4,4 millones en  el 2004. China,
Indonesia, México y Brasil  y muchos otros países emergentes buscan
préstamos en otras partes.

Sin embargo la crisis presupuestaria no es más que un aspecto de la
crisis global de la Institución. De Trav que ha sido un funcionario
permanente del FMI en Hanoi y el representante del Banco Mundial en
Yakarta afirma que las políticas propuestas por los economistas del
Banco  se ven cada vez más como inadecuadas frente a las dificultades
con que se han encontrado los países en vías de desarrollo. Afirma
también que el problema reside  en el acento que pone el sector  de
investigaciones del Banco sobre técnicas de funcionamiento económico “de
punta” de acuerdo con estándares del mundo occidental y no en el
conocimiento básico de prácticas políticas más aconsejables. El personal
habitual del Banco está conformado por más de 10 mil personas, la
mayoría economistas y de Trav afirma que no existen problemas que no
pueda resolver una dotación de solo un 40% .

En un informe reciente Woods confirma lo dicho por de Trav, aclarando que
“la queja más difundida es que el personal del FMI y del Banco no tiene
la menor experiencia sobre las políticas a aplicar. Son doctores en
economía y en finanzas, pero constituyen personal mal preparado para
trabajar en los complejos y caóticos engranajes de los sistemas
políticos en que se sumergen”

Las desconfianzas en la política que inhiben a gran parte del personal
en su relación con los países en vías de desarrollo corren parejas con
la  más absoluta ceguera sobre la influencia que las complejas políticas
de los países en vías de desarrollo tienen sobre las políticas
recomendadas por el Banco y el FMI.

Woods expresa que “las políticas han tenido siempre gran influencia sobre
los consejos predicados por el FMI y el Banco” El primer acuerdo formal
entre Corea del Sur   y el FMI en 1997, tenía muchas condiciones
impuestas por los EEUU. Durante los años 90 en Rusia, las presiones
políticas del G7 forzaron  al Banco Mundial a acordar préstamos, que no
fueron utilizados jamás (pero por los que Rusia paga  intereses) y
empujaron al FMI a cerrar los ojos ante los fracasos de los objetivos
propuestos.. Los proyectos del Banco Mundial se hallan manipulados
algunas veces por contratos anteriores entre grandes empresas mantenidas
por gobiernos o por poderosos prestatarios.
Cómo esconder una crisis

Uno de los miembros presente en el encuentro de las organizaciones  no
gubernamentales en el Instituto de estudios Políticos fue Robin Broad,
una profesora asociada de la  Universidad Estadounidense. Largo tiempo
observadora del Banco Mundial, cuyo libro “ Una alianza desigual: el
Banco Mundial y Filipinas” es considerado un clásico en la historia de
las relaciones de la institución con sus países clientes, afirma que el
Banco Mundial se encuentra en una crisis aún peor que la del FMI pero
que esto es menos perceptible para el público.

“El FMI ha reaccionado cobijándose entre sus cuatro paredes, lo que ha
reforzado la impresión general de hallarse en estado de sitio” declaró
Broad. “El Banco Mundial por el contrario ha involucrado al mundo para
enmascarar su creciente crisis”

Además identifica tres fases en la estrategia ofensiva del Banco. “ En
primer término, avanza diciendo a los donantes que es la institución
mejor ubicada para acordar préstamos destinados a terminar con la
pobreza, en favor del ambiente, a luchar contra el sida, aunque los
hechos prueban  que no es así. En segundo lugar dispone del
departamento de investigaciones sobre el “desarrollo” más grande del
mundo – con un presupuesto de alrededor de 50 millones de dólares – cuyo
principal objetivo es realizar investigaciones que corroboren
conclusiones previamente establecidas. Y en tercer lugar alberga en su
seno  un enorme departamento de asuntos exteriores, cuyo presupuesto son
30 millones de dólares - una unidad de relaciones públicas  que alimenta
ala prensa con los resultados de sus investigaciones pretendidamente
objetivas que promueven la imagen de un Banco omnisciente.

“Pero esto no puede durar” concluye “En el interior mismo del Banco todo
el mundo sabe que está en crisis y que será   penoso superarla. Tarde o
temprano la verdad saldrá a la luz si hacemos un buen trabajo”

La reacción hacia las nuevas iniciativas

En el transcurso del encuentro de las ONGs, la campaña llevada a cabo
contra la corrupción por el presidente del Banco Mundial Paul Wolfowitz,
ha sido relanzada  con grandes manifestaciones publicitarias destinadas
a fortalecer la amenazada legitimidad del Banco. “Podemos llamarlo
hipócrita; cuando era  embajador de los EEUU en Indonesia a mediados de
los 80, cuando la corrupción llegaba al máximo implicando a los
proyectos del Banco Mundiall nunca hizo nada”declaró Shalmali Guttal del
organismo Focus in the Global South sito en Bangkok.” Más o menos un
tercio del dinero otorgado al gobierno de Suarto con un plazo de 30
años, entre los años 60 y 90, terminó en los bolsillos del entorno de
Suarto. Dicho préstamo era de 10 mil millones de los 30 mil millones del
programa de préstamos del Banco Mundial. Y Wolffowitz supo ser un gran
amigo del presidente Suarto.”

El proyecto de incrementar el peso de los votos de los grandes países
emergentes como China y Brasil, así como el anuncio de que se sometería
a votación “La iniciativa para los Países muy endeudados”- patrocinados
por el Banco – la elección de nuevos paises pobres candidatos a ver
reducida su deuda se han visto rodeados de gran escepticismo.. Lo último
ha sido percibido como una operación de relaciones públicas destinada a
consolidar un programa bancario mientras que el primero ha sido
considerado como una tentativa desesperada para contrarrestar la
tendencia de los países en vías de desarrollo de liberarse de su
dependencia de ambas instituciones

¿El final de las reformas?

Durante el transcurso del encuentro, se habló poco de reformar las
políticas de préstamos  y los programas de proyectos del FMI y del Banco
Mundial, la idea favorita de las más importantes ONGs durante los 90. El
coordinador de la campaña “ 50 años, ya basta” Sammer Dossani ha
expresado sus dudas sobre la viabilidad de un proyecto de reforma ”Hemos
criticado los programas de ajuste estructural y nos vienen con un DSRP (
Documento   para una Estrategia de Reducción de la Pobreza). Hemos
pedido la abolición de la deuda y nos han respondido con la Iniciativa
para los Países más endeudados. Con estas iniciativas condenadas al
fracaso ¿no ha llegado acaso el momento de buscar una propuesta
diferente?”

La crisis de las dos instituciones viene agravándose, quienes se oponen
entreven la posibilidad de elaborar una estrategia radical “Nos hemos
puesto de acuerdo para quitarle todo el poder al Banco y al Fondo
Monetario” ha declarado Lidy Nacpil de Jubileo Sur, un movimiento
mundial que exige la anulación de la deuda, luego de las dos jornadas
del encuentro. En lugar de establecer condiciones a las operaciones del
FMI y del Banco Mundial para reducir sus efectos negativos, la nueva
propuesta identificaría las operaciones más vulnerables y conduciría a
la realización de campañas mundiales de cierre de ambas instituciones
con el objeto de reducir el poder de influencia de ambas.  “Es como
cortar los tentáculos de un pulpo” declaró Dossani “ Se comienza por
las partes más débiles y luego se sigue”

Entre las iniciativas propuestas para una  nueva campaña se han previsto
, movilizaciones masivas y  una Conferencia Internacional  sobre
“Alternativas del Banco Mundial y al FMI” en coincidencia con la reunión
de otoño entre el Banco Mundial  y el FMI en la tercera semana de
setiembre.

* Profesor de sociología de la Universidad de Filipinas y Director del
organismo “Focus in the Global South”sita en Bangkok. Traducción al
francés Alexandre Papadopoulos y Anne De Moerlooze de Coorditrad. Del
francés Susana Merino


LA DIRECTIVA BOLKESTEIN
            			       Marti Subira

El proyecto fue aprobado por la Comisión Europea en 2004 y debe su nombre
al apellido del comisario que la elaboró. En febrero pasado (2006), el
texto fue examinado por el Parlamento Europeo, que hizo más de 200
enmiendas al proyecto original.

Ahora la Comisión tiene que elaborar un nuevo proyecto que incorpore
dichas enmiendas para someterlo al Consejo y al Parlamento, que deben
llegar a un acuerdo para que la norma se apruebe. Para entender el
significado de la directiva Bolkestein, hay que situarla en el marco de
las transformaciones inducidas por la globalización en el ámbito de la
organización empresarial y las relaciones laborales.

Como consecuencia de la mundialización económica las empresas han
“externalizado” buena parte de sus actividades. Esto significa que
tareas antes realizadas por asalariados de la firma ahora se compran
como servicios a otra empresa diferente (por ejemplo las labores de
limpieza, de mantenimiento, de vigilancia…, o incluso fases de la
elaboración del producto que las empresas fabrican: montaje de
ordenadores, fabricación de piezas, cosido de prendas de vestir, etc).

Una de las consecuencias del proceso de “externalización” ha sido el
incremento de la importancia económica del sector servicios, que hoy en
día representa el 70% del PIB de la UE y da trabajo al 65% de la
población activa. Una norma que liberaliza los servicios en el seno de
la Unión tiene, pues, la máxima importancia económica y social. El
objetivo que persigue la Directiva Bolkestein es que una empresa de
servicios de un país de la UE pueda desarrollar libremente su actividad
en el territorio de cualquier otro Estado de la Unión.

El proyecto original de directiva despertó la oposición frontal de los
sindicatos y fue una de las razones del NO francés a la “Constitución
Europea”. La razón principal del rechazo era el llamado “principio del
país de origen” que establecía que las empresas prestadoras de servicios
se regirían por la normativa del país en el que estuvieran ubicadas y no
por la del país en que se desarrollasen su actividad.

El principio del país de origen abría la posibilidad a que una empresa
polaca prestara servicios en Alemania (por ejemplo, tareas de
mantenimiento) por medio de trabajadores polacos con sueldos polacos,
seguridad social polaca y sometida a la normativa fiscal y de
responsabilidad de Polonia. Eso representaría una competencia desleal
para las empresas alemanas y, sobre todo, presionaría a la baja sobre
los salarios y garantías sociales de los trabajadores alemanes.

Tras el paso por el Parlamento europeo se han introducido una serie de
enmiendas que dejan bien claro que la directiva no afecta al derecho
laboral. Es decir que los trabajadores se regirán por la normativa
laboral del país donde realicen su actividad. No obstante, la trampa
para eludir esta disposición la proporciona la propia directiva en otro
artículo que considera que las personas físicas pueden ser consideradas
“prestadoras de servicios”.

Eso significa dar cobijo legal a una práctica que ya se está llevando a
cabo: la de contratar los servicios de trabajadores “autónomos” en
Polonia para que presten sus servicios en Francia.

Como la relación entre una empresa y un trabajador autónomo no es
laboral, sino mercantil (el autónomo es una microempresa integrada por
un sólo trabajador), las relaciones entre ambos pueden regirse por el
nivel polaco de ingresos y también por la normativa polaca en todo lo
que no esté explícitamente prohibido por la directiva.

La protesta de los sindicatos de los países más ricos contra la
liberalización de los servicios no es un intento de mantener los
privilegios de sus afiliados. Lo que se pide es que primero se armonicen
las legislaciones laborales, sociales y fiscales de los países de la UE
y sólo luego se liberalicen los servicios.

Actuar de otro modo es propiciar que las empresas utilicen las
diferencias de nivel de vida y de rigor normativo en los distintos
países europeos como un factor de competitividad. Y de lo que se trata
es precisamente de lo contrario: no de que los alemanes acaben viviendo
como los polacos, sino más bien de que los polacos alcancen el bienestar
que hasta ahora han tenido los alemanes.

  LA COPA DEL MUNDO Y SUS PASIONES.
                              Entrevista a Eric Hobsbawm

Verena Glass entrevista al celebrado historiador marxista británico Eric
Hobsbawm en Sao Paulo sobre la Copa del Mundo de Fútbol

¿Qué fenómeno es ese que paraliza a un país entero en día laborable, que
reúne a las gentes por millares, ricos y pobres, izquierda y derecha, en
las calles, en las plazas y en los bares, tiñendo todo y a todos de
verde y amarillo? ¿Qué es ese acontecimiento en el que multinacionales
como Coca Cola o Aracruz presumen de ser los más fervorosos patriotas
brasileños? ¿Qué es ese fútbol, máquina de hacer dinero para algunos y
alegría de las multitudes?

Para hablar de la Copa del Mundo hemos buscado la opinión, no
especializada en deportes o fútbol, de uno de los más importantes
pensadores vivos. A sus 89 años, Eric Hobsbawm vivió y analizó la
esencia del siglo pasado en obras como La era de las revoluciones
(1789-1848), La era del capital (1848-1875), La era de los imperios
(1875-1914) y La era de los extremos (1914-1991). Y en su último
trabajo, aparecido en 2000, el historiador, uno de los últimos grandes
pensadores marxistas en el mundo, mira al futuro con la misma lucidez
con que explicó el pasado. La periodista brasileña Verónica Glass le
entrevistó sobre la fiebre del momento: el Mundial de Fútbol.

Verena Glass.- Durante un acontecimiento como l a Copa del Mundo, sobre
todo en el Brasil, el patriotismo aflora con una enorme fuerza, el país
entero se viste con los colores de la selección, las banderas brasileñas
se hallan por doquier, y las diferencias sociales y políticas parecen
esfumarse por algunas semanas. ¿Qué piensa Ud. de este tipo de
patriotismo?

Eric Hobsbawm.– La capacidad del fútbol para convertirse en un símbolo de
identidad nacional es harto conocida desde hace mucho tiempo. En mi
libro sobre el nacionalismo escribí que “la comunidad imaginaria de
millones parece ser más realista que la de un equipo de once personas”.
No cabe duda de que, actualmente, esto es más importante que nunca antes
en la historia, porque los grandes jugadores son reclutados de casi
todos los rincones del planeta. El participar en una Copa del Mundo es
lo que hace que personas que viven en Togo o Camerún se percaten de que
son ciudadanos de sus países. Puedo entender el atractivo de este tipo
de patriotismo, pero yo no tengo el menor entusiasmo por ningún tipo de
nacionalismo.

VG.- En la jornada de apertura de la Copa, el secretario general de la
ONU, Kofi Annan, escribió un artículo en donde decía envidiar el
acontecimiento, empezando por el hecho de que la FIFA cuenta con 207
miembros, contra 191 la Naciones Unidas. Para él, la Copa es “es un
acontecimiento en el que todos conocen a sus equipos y lo que hicieron
para llegar allí. Me gustaría que tuviéramos más competiciones de este
tipo ne la familia de naciones. Países compitiendo por la mejor posición
en la escala del respeto a los derechos humanos, por superar unos a
otros en las tasas de supervivencia infantil o de ingresos en la
enseñanza media. Estados compitiendo para asistir a todo el mundo.
Gobiernos alabados por acciones que llevaran a esos resultados”. ¿Qué
piensa Ud. de este discurso?

Hobsbawm.– Yo puedo entender por qué Kofi Annan quiere usar la Copa del
Mundo en beneficio de la ONU, pero obviamente él no puede creer que los
países vayan a competir por los derechos humanos como compiten por la
victoria en un campo de fútbol. Por lo demás, la victoria de un país
sobre otro no es el objetivo de las Naciones Unidas.

VG.- Grandes corporaciones transnacionales, como Nike o Coca Cola, ganan
mucho dinero con la Copa. En los vestuarios, Nike, que patrocina a
algunos de los más famosos jugadores, como Ronaldo, llegó a ser acusada
de influir en la decisión del cuerpo técnico de los equipos a la hora de
alinear jugadores. ¿Cómo analiza Ud. el poder de estas empresas y la
implicación de las mismas en la organización de un acontecimiento
deportivo de esta importancia?

Hobsbawm.– Yo no sé hasta qué punto las grandes transnacionales que
patrocinan la copa influyen de hecho ne las alineaciones, así que no
tengo opinión sobre el asunto. Ciertamente, estas empresas tienen gran
influencia en el diseño y el formato de la competición, los horarios de
los partidos, etc., y, claro es, en la visualización de sus logotipos y
productos. Por ejemplo, la FIFA forzó de hecho a los holandeses a
cambiar de pantalones, porque los que llevaban tenían el logo de una
cerveza holandesa que compite con la Budweiser, patrocinadora oficial de
la Copa. Pero la relación de la Copa con el moderno capitalismo
globalizado es más compleja que eso. La industria, actualmente, está
supremamente globalizada, y no podría subsistir en su presente escala
sin la existencia de un capitalismo mediático global.

Pero el fútbol, en general, está dominado por un puñado de equipos
europeos, como el Manchester United, el Real Madrid, el Milán, etc.,
que, desde los años 80, reclutan a sus jugadores en todos los rincones
del mundo. Algunos otros equipos europeos ganan dinero descubriendo
talentos en el exterior, comprándolos baratos y revendiéndolos a los
grandes. Eso viene ocurriendo con frecuencia con jugadores brasileños y
argentinos, por ejemplo. Pero lo paradójico de esa situación es que el
atractivo global del fútbol, que genera un enorme público del que
trasnacionales como la Nike sacan beneficio, se funda en el atractivo
nacional del juego. La Copa del Mundo es el ejemplo más espectacular de
eso. Aquí está la contradicción. Las implicaciones políticas, económicas
y sociales de esa situación no han sido suficientemente analizadas.

VG.- ¿Cree Ud. que la Copa del Mundo tiene algún carácter político, bueno
o malo?

Hobsbawm.– La Copa, en sí misma, probablemente no tenga ningún fondo
político particular, pero, lo mismo que las Olimpíadas, es con seguridad
vulnerable a las presiones y promesas diplomáticas o de otra naturaleza
de los países poderosos. Desgraciadamente, ganar la Copa tiene que
favorecer al régimen del país, como ocurrió en la Argentina durante la
dictadura militar, incluso con independencia de las posiciones políticas
de sus jugadores. Sólo puede esperarse que los ganadores de la Copa del
Mundo tengan regímenes aceptables. También existe la posibilidad de que,
en países pequeños y periféricos, jugadores destacados se conviertan en
importantes figura públicas; como en el caso de Liberia, en donde un
jugador fue candidato a presidente de la República.

VG.- Para acabar, me gustaría que comentara las preocupaciones suscitadas
por posibles ataques terroristas durante la Copa, principalmente en
relación con el equipo de EEUU, el mejor protegido entre todos los que
están ahora en Alemania.

Hobsbawm.– Estoy seguro de que las fuerzas de seguridad europeas tenían
sospechas ciertas de posibles ataques terroristas contra el equipo
norteamericano, o más genéricamente, contra la Copa. Después de todo,
hay el precedente del ataque a los atletas israelíes en las Olimpíadas
de 1972 [en Munich]. Pero, claro, yo no tengo modo de saber si alguna
organización planeó alguna acción este año.

Eric Hobsbawm es el decano de la historiografía marxista británica. Su
último libro son sus memorias autobiográficas: Años interesantes,
Barcelona, Critica, 2003.

Traducción para www.sinpermiso.info: Casiopea Altisench

Latinoamérica

EN EL 180 ANIVERSARIO DEL CONGRESO ANFICTIÓNICO DE PANAMÁ

Representaciones de los movimientos sociales, de las fuerzas populares,
progresistas y revolucionarias de América Latina, congregados en la
ciudad de Panamá, con la presencia del Presidente de la República
Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, conmemoramos el 180
Aniversario del Congreso Anfictiónico de Panamá.

  El sueño del Libertador Simón Bolívar de crear una gran Confederación de
Naciones que recién habían logrado su independencia del yugo español,
para oponerse al expansionismo de Estados Unidos y de las potencias
europeas, cobra plena vigencia a la luz de los esfuerzos que se
desarrollan en esta parte del Continente que José Martí llamó Nuestra
América, para lograr la auténtica integración de los pueblos
latinoamericanos como alternativa a los proyectos colonizadores que el
imperialismo insiste en imponer en complicidad con las oligarquías
criollas.

Es la lucha del ALBA contra el ALCA y los Tratados de Libre Comercio
(TLC) Son los esfuerzos que creativamente se desarrollan en la búsqueda
de un modelo alternativo al modelo neoliberal imperante que nos hunde
cada vez más en la miseria y la pobreza. Es la necesidad de reforzar las
tareas y las acciones en aras de la unidad, solidaridad y justa
integración de los pueblos latinoamericanos.

  Confiamos que esta conmemoración del Congreso Anfictiónico dará impulso
a los objetivos descritos anteriormente, confirmando que los nuevos
vientos libertarios que recorren el continente también han llegado a
esta tierra istmeña a la que el Libertador le reservó tan glorioso
destino.

Para los panameños y panameñas este nuevo Aniversario nos permite rendir
homenaje al Libertador y reflexionar acerca de la urgencia de enfrentar
las pretensiones del Gobierno del PRD, de la cúpula de la Autoridad del
Canal de Panamá (ACP), de los grupos oligárquicos, de los banqueros,
empresarios, transnacionales y compañías navieras, de imponer un
Proyecto de Ampliación del Canal mediante la construcción de un Tercer
Juego de Esclusas, cuya necesidad en el momento actual no ha sido
demostrada y que ha despertado en amplios sectores de la población
serias dudas e interrogantes acerca del costo real del proyecto, su
viabilidad financiera, el endeudamiento y las implicaciones que encierra
en aspectos como el agua, lo ecológico, lo cultural y arqueológico, la
vida de muchas comunidades, los sectores que se beneficiarán del
negociado y el desvío de recursos indispensables en la actualidad para
impulsar un plan de desarrollo nacional generador de empleo y bienestar
para la población y que combata la inequidad, la miseria y la pobreza en
que nos sumen cada día más las clases dominantes.

La ocasión debe servir para renovar nuestro compromiso de lucha por
forjar una auténtica alternativa de poder popular, enfrentar las
políticas neoliberales, combatir el alza de la luz y otros servicios
públicos, del peaje en los corredores, del alto costo de la vida, del
incremento del combustible, los nuevos impuestos que afectan
particularmente a los más humildes, las reformas a la seguridad social
que empeoran los servicios médicos y las jubilaciones, al sistema
político excluyente, antidemocrático y discriminatorio;  derogar el mal
llamado Pacto de Neutralidad que nos coloca «Bajo el Paraguas del
Pentágono» y derrotar las intenciones de los grupos de poder político y
económico de culminar las negociaciones de un leonino Tratado de Libre
Comercio con Estados Unidos y de lograr la sede del neocolonizador ALCA,
contrariando el sueño independentista del Libertador.

Gracias a la lucha del pueblo panameño, de nuestros héroes y mártires, y
a la efectiva solidaridad de los hermanos pueblos latinoamericanos y del
mundo, hoy el Canal es panameño y sólo hondea nuestra enseña patria en
todo el territorio nacional.

Denunciamos ante el mundo que luego de 6 años de haber revertido el
Canal, la oligarquía se apresta a hipotecar nuestro principal recurso
natural con el único propósito de favorecer intereses foráneos y ser
partícipes de un negociado que comprometerá seriamente nuestro futuro
como nación.  Para ello se aprestan apresuradamente, sin desarrollarse
una consulta real al pueblo, a imponer en un Referéndum amañado su
propuesta de ampliación, contando para ello con una Asamblea Nacional
dócil y corrupta, con cuantiosos recursos económicos y materiales y con
el apoyo de los principales medios de comunicación que se niegan abrir
sus espacios a las voces contrarias o independientes e impiden un debate
amplio, democrático y en igualdad de condiciones.

Hoy, más que nunca, se hace necesario que el espíritu bolivariano que
inspira a los revolucionarios y patriotas latinoamericanos en esta hora,
se traduzca en un creciente y decidido apoyo a la causa patriótica de
nuestro pueblo y a su anhelo que los excedentes que produce la vía
canalera se invierta en resolver los más acuciantes problemas que padece.

Saludamos y damos la bienvenida al compañero Presidente Hugo Chávez Frías
y a las delegaciones de los pueblos latinoamericanos que nos honran con
su presencia en este Acto Conmemorativo del 180 Aniversario del Congreso
Anfictiónico de Panamá, que coadyuvará a los esfuerzos por construir
esta, la Patria Grande que soñaron Simón Bolívar y otros héroes
latinoamericanos, y con ello alcanzar nuestra plena y verdadera
independencia.
SUNTRACS * Adital

SOBERANIA ALIMENTARIA. LA VIDA NO SE NEGOCIA Unidad y resistencia a los
“agronegocios”
                                              Zulema Enriquez

En el Foro de resistencia a los “agronegocios” organizaciones de
Latinoamérica expusieron y debatieron problemáticas y consecuencias del
nuevo sistema agroalimentario impuesto por las multinacionales.

El encuentro se realizó entre el 23 y 25 de este mes y participaron
Organizaciones de Chile, Paraguay, Brasil, Uruguay, Bolivia, Ecuador y
Argentina. Fue organizado por el Grupo de Reflexión Rural (GRR) y el
Centro de Políticas Públicas para el Socialismo (CEPPAS) como un espacio
en defensa de la diversidad biológica y la identidad cultural, para
denunciar los proyectos y las políticas del modelo del monocultivo y del
nuevo sistema agroalimentario, que las corporaciones alimenticias
sostienen para instalarse sobre nuestro territorio y legitimarse como
“modelo de crecimiento económico”. También busca contrarrestar la
Conferencia Mundial de la IAMA (Asociación Internacional de Management
de Agronegocios) hecha en Buenos Aires a principios de mes y el
encuentro MERCOSOJA a realizarse del 27 al 30 de este mes en Rosario,
provincia de Santa Fe.

Los “agronegocios” son el núcleo de poder de las corporaciones, el poder
de imponer un sistema agroalimentario. Las actividades que involucran la
producción, el procesamiento industrial y la comercialización y
distribución final de alimentos, tanto para el mercado interno como para
la exportación. Son las mismas corporaciones como Monsanto, Syngenta,
Bunge, Carrefour, ADM, Arcor, Unilever, Coto, Car-Gill, Fargo, Nestlé y
Coca Cola las que definen con los gobierno políticas que permiten y
promueven su penetración a los mercados, “facilitando el gerenciamiento
de la cadena agroalimenticia” y por lo tanto mejorando sus ganancias y
concretando un proyecto tecnológico de privatización y de
mercantilización de la naturaleza.

El Foro se organizó en función a talleres de articulación de
experiencias, elaboración de estrategias y charlas públicas de distintos
ejes como los agronegocios como sistema, proyecto político corporativo,
la soja y los monocultivos, las consecuencias sobre la naturaleza, la
relación entre campo y ciudad bajo este modelo de dominación, la Reforma
Agraria para la Soberanía Alimentaria, los Derechos Humanos y los
excluidos y desplazados como los Pueblos Originarios.

El encuentro tuvo gran participación de público y de expositores, de
importante reconocimiento entre investigadores y especialistas en el
tema pero lo más destacado fue la presencia de representantes de
distintas organizaciones agrarias, campesinas, sindicales, desocupados,
y de pueblos originarios de varios países que expusieron sus
experiencias, todos atravesados por conflictos similares como la
exclusión del sistema, de sus propias tierras por multinacionales, la
pérdida del trabajo, la contaminación de sus comunidades y las
enfermedades y muertes ocasionadas por los agrotóxicos.

Jorge Lor dirigente de Vía Campesina Ecuador dijo que en su país a partir
del descubrimiento del petróleo, “los gobiernos militares intentaron
apoyar el campo, entregando tierras e invirtiendo en la revolución verde
(la explotación de los campos, en manos de corporaciones) con eso se
introdujeron los agroquímicos, desde entonces no pudimos salir de eso,
empezaron a aplicar los químicos en nuestros campos y el sector laboral
que era fuerte empieza a desplazar gente, muchos se van a la ciudad y
algunos a otros países”.

Mauricio Rain es mapuche de la Comunidad Lof Wiñoy Folil ubicada en la
zona centro de Neuquén donde entre otras empresas se encuentra Repsol
YPF, “nosotros estamos protegiendo 54 mil hectáreas porque las
petroleras contaminaron nuestra aguas, nuestras vertientes naturales y
con ayuda de algunos técnicos y ambientalistas pudimos saber que era por
los movimientos císmicos que hacían las maquinarias que provocaron que
las napas de aguas se secaran, ahora estamos siendo asistidos con agua
que nos llevan en tanques cisternas desde Zapala”.

“El impacto que causaron las petroleras a través de la exploración y de
la sustracción de petróleo es impresionante –sostuvo Mauricio Rain-,
ellos hacen piletas naturales; es una locación inmensa donde tiran un
nylon en el suelo y mientras perforan tiran los desperdicios a ese
plástico, y después los tapan con las topadoras y quedan miles de litros
de aceites contaminados. Así nuestros campos son inservibles”.

Sofía Gatica pertenece al Grupo Madres de Ituzaingó-Anexo de Córdoba
(Argentina), vive en un barrio rodeado por campos de propiedad privada
donde siembran soja transgénica, los productores realizan fumigaciones
aéreas y terrestres con agrotóxicos. Las consecuencias se hicieron
evidentes en la población con casos de malformaciones congénitas, cáncer
y leucemia.

En los estudios realizados en el suelo del barrio se encontraron
herbicídas y productos altamente tóxicos y legalmente prohibidos. A
pesar de que las causas de las enfermedades estén comprobadas y la gente
muera, ni las autoridades municipales, provinciales, ni nacionales se
hacen cargo.

En Argentina la producción de soja alcanza al 60 por ciento de la
superficie cultivable, por lo que se perdió la capacidad de abastecer
alimentariamente a la población. “Nosotros somos parte de esta violación
de los derechos humanos por estos agronegocios, en esta Argentina con
democracia violan nuestros derechos, nos matan cuando nos sacan de
nuestros lugares, cuando expulsan a los campesinos, a los aborígenes,
cuando destruyen nuestras riquezas naturales, por eso decimos no a los
agronegocios”, sostuvo Sofía con la dureza y la indignación de haber
perdido una hija consecuencia de esto.

En 2000, cinco transnacionales controlaban más del 75 por ciento del
comercio mundial de granos, actualmente tres empresas han devorado a las
otras y dominan el mercado; Cargill, Bunge y Dreyfus. Las
transnacionales (un número reducido) controlan más del 90 por ciento del
comercio global de maíz, trigo, café, cacao y piña, entre otras cosas
las exportadoras también venden semillas, agrotóxicos, fertilizantes,
procesan granos, controlan la vía de transporte terrestre y acuático,
las grandes multinacionales manejan absolutamente el control del mercado
alimenticio. Imponiendo condiciones desde los tipos de semilla, los
precios, la calidad del producto, su traslado hasta su comercialización
en las góndolas.

Se dejó que América Latina sea otra vez colonizada, esta vez por el
modelo colonialista de los agronegocios. Formando parte de la lógica
global neoliberal dentro del modelo sustentable de los grandes actores
económicos. Las corporaciones cuentan con derechos y poder para
modificar y derogar normativas nacionales con ayuda y respaldo de la
Organización Mundial del Comercio (OMC) y los acuerdos del Tratado de
Libre Comercio (TLC) que permiten a las corporaciones pasar por encima
de las normas gubernamentales, como la protección laboral y ambiental.

Pedro Lescay abogado, del CEPPAS, con respecto a la relación de las
multinacionales y el Estado dijo que “es clave entender la captura del
sistema del Estado, es decir las empresas una vez que invierten en el
mercado invierten en la política, comienzan a desarrollar un proceso de
criminalidad económica donde el Estado queda claramente limitado, claro
que si el Estado tiene problemas para desarrollar políticas de control y
persecución del delito también los tiene para desarrollar políticas de
gestión pública claves para la salud y educación.

“En Argentina –sostuvo Lescay- solo hubo 14 condenas a empresas, donde
prácticamente las empresas no sufrieron ningún tipo de sanción, pero
estas si cayeron sobre el sector público, lo que nos hace pensar que
lugar ocupa la corrupción en el Estado. El daño social que las empresas
provocan reconfiguran las relaciones sociales entre la sociedad y el
Estado abriendo más la brecha entre los sectores privilegiados y los
sectores excluidos”.

La Reforma Agraria fue planteada como una alternativa y herramienta para
dar freno al avasallamiento y como uno de los modelos para recuperar las
tierras en mano de los que la trabajan. Las experiencias de los procesos
fueron aportadas desde Brasil y Bolivia. Teodoro Vazquez de la
Federación Sindical Única de Trabajadores y Campesinos de Santa Cruz de
Bolivia dijo que “sufrimos los fracasos de las reformas agrarias durante
mucho tiempo, pero la revolución agraria que se esta llevando adelante
fue propuesta en conjunto con la seguridad alimentaria, queremos
recuperar nuestras tierras que han sido obtenidas ilegalmente
(latifundios) o que no cumplen una función social económica y dar esas
tierras a los campesinos para que puedan trabajar y producirlas. Las
organizaciones proponen y plantean al gobierno, la lucha por la reforma
agraria, tiene el consenso y el trabajo de las organizaciones sociales,
es la posibilidad de tener nuestro propio trabajo y de tener nuestro
propio mercado sin intermediarios donde los productores venden
directamente a los consumidores”.

Por su parte desde Brasil Marita Rehis de Terra de Direitos sostuvo que
“la reforma agraria, la democratización de las tierras permanece siempre
en la agenda política de Brasil, con la lucha de los movimientos, en el
2005 millares de campesinos atraviesan el país para llegar a Brasilia
llevando al gobierno la reforma agraria, de esta forma dimos nuestra
posición política y nos instalamos en la agenda política del gobierno”.

Mientras que el docente y escritor Luis Matini, dejo abierto el debate
sobre políticas aún más de fondo, al menos en Argentina; “el concepto
propio de propiedad a la tierra es de todos y de nadie, para uno se los
dio Dios, para otros la naturaleza pero en la cual todos tenemos
responsabilidad sobre ella, esto es muy radical y profundo porque
cuestiona todo el sistema jurídico, el derecho y si no rompemos con esto
no vamos a poder hacer esta soberanía alimentaria que queremos”, dijo.

Desde muchos sectores se aportaron experiencias enriquecedoras de
organizaciones que trabajan arduamente en sus regiones como la
Coordinación Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas de Paraguay
(CONAMURI), Movimiento Agrario Popular de Paraguay, la Coordinadora
Patagónica por la Vida y el Territorio de Argentina, Centro de Acción
Popular Olga Aredez de Jujuy y Salta, la Federación de Mujeres
Campesinas de Bolivia. Veterinarios sin Fronteras, la comunidad Meli
Wixan Mapu de Chile entre otras intercambiaron experiencias pensando en
construir nuevas alternativas de resistencia y políticas de
planificación de una sociedad, productora, consumidora pero conciente.
En la transformación de modos y relaciones sociales, con sociedades que
exijan y defienda sus derechos, de un Gobierno que responda a las
necesidades de su pueblo no sólo con discursos sino con prácticas,
defendiendo los intereses nacionales de su territorio y no negándose a
responsabilidades como en Córdoba o Neuquén. El encuentro planifica ser
el inicio de otras reuniones en el futuro. Es el cambio de los viejos
paradigmas, una vez más se pide a gritos su transformación, el proceso
siempre está en marcha, pero cada vez encuentra cimientos más sólidos
que lo hacen crecer.
                    zenriquez@...

CLIENTELISMO DE SEGUNDO GRADO

                                     Salvador María Lozada (fragmento)

Esa trama eficiente de dominación clientelista sobre las mayorías
empobrecidas, desempleadas, y analfabetas o desalfabetizadas de las
provincias está al alcance del gobierno de turno, es decir pertenece al
Partido Único del Poder, quien la expropia con facilidad al grupo
gobernante anterior mediante el uso precisamente de la misma materia
prima, el dinero público, a través de una suerte de clientelismo de
segundo grado. Allí están los mil y un intendentes, concejales,
diputados y senadores y sus interminables legiones nepotistas, sus
“ñoquis” inextinguibles, los beneficiarios numerosos de sinecuras y
canonjías burocráticas y legislativas. Todos ellos con “lealtades”
transferibles, casi automáticamente actualizadas, puestas al día y al
mejor postor, rápidamente endosadas al nuevo tenedor ocasional. Por otra
parte, la ostentosa, y hasta jactanciosa, captación de un legislador
más, en el esperpéntico caso “Borocotó”, ha producido una situación
límite de mutabilidad, una suerte de apoteosis del oportunismo que
parece una tardía invasión del realismo mágico literario sobre el campo
de la política partidocrática, junto a un espectáculo degradante de
saltimbanquismo politico-circense.

Es la plásticidad extrema, en el más amplio sentido de la palabra, la
flexibilidad total, de la clase política del Partido Único del Poder.
Sus miembros son como bienes fungibles en manos de quienes pueden,
preferentemente en las proximidades electorales, realizar unas formas
típicas del abuso de poder.

Entretenimiento de la pobreza y  lumpenproletariat

El clientelismo necesita de la pobreza. No osaría llevar adelante
políticas que produjeran la reducción significativa de ella. Sería una
conducta autodestructiva. No ataca a la pobreza. La mantiene y la
perpetúa. Es un entretenimiento ilimitado de la pobreza. Requiere la
pasividad, la abulia y la inferiorización del indigente al que años de
penuria le han quitado energías para reaccionar activa, altiva,
productiva o creativamente. El clientelismo es perfectamente
complementario a la existencia de un vasto Lupenproletariat.

Como se sabe, este concepto fue introducido por Marx y Engels en la obra
conjunta La Ideología Alemana, de 1845, y usado por el primero en El
Dieciocho de Brumario de Luis Bonaparte, de 1852, para referirse al
segmento del proletariado que se comporta de un modo improductivo y
regresivo, aliado implícito de los sectores dominantes, y es desperdicio
o rezago de todas las clases productivas, como expresa en esta última
obra. En último análisis, transpuesto al presente, es la marginalidad
social dependiente para su subsistencia del asistencialismo
gubernamental.
Es que en nuestros días el clientelismo no se limita a usufructuar el
lumpen proletariat existente. Es promotor de nuevas capas de lo mismo.
El clientelismo que aprovecha del lumpen es asimismo generador de más de
esa misma sustancia. El clientelismo es en si mismo lumpenizador,
difunde marginalidad, la acrecienta y la aprovecha.



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Advertencia: Los documentos publicados no comprometen a la asociación
ATTAC salvo mención en contrario. Pueden ser la opinión de grupos
temáticos, personas u otras organizaciones. Se trata solamente de
aprovechar las experiencias y las ideas disponibles para poder
construir juntos ese otro mundo posible, para reapropiarnos de nuestro
porvenir.

#68 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Lun, 10 de Jul, 2006 10:43 pm
Asunto: Vânia Moreira Diniz escreve no Jornal'Ecos da Literatura Lusófona:" Olga Prestes, a mulher apaixonada e corajosa"
vanderleycai...
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CARTA O BERRO. ..........repassem.


 

Jornal'Ecos da Literatura Lusófona

Paris & Brasília

10 de Julho de 2006 - Edição N°44

 A Coluna de.......... Vânia Moreira Diniz

Brasil

Pág. 52

Olga Prestes, a mulher apaixonada e corajosa

 
 

A história é a tradição de um povo, evidenciando  para futuras gerações os acontecimentos e as pessoas  que de uma forma ou outra  participaram dela.

Tradição  transmitida, por vezes com certas falhas, mas  sem isso não teríamos o conhecimento  de nossas origens.

No ano de 1964 o Brasil sofria as conseqüências da revolução e eu tinha alguns parentes que haviam sofrido a dor de prisões e o exílio. 

O Brasil não vivia em liberdade e  os militares governavam o país  em regime de exceção. Só pude votar pela primeira vez assim como muitos e muitos brasileiros quando Fernando Collor se candidatou, embora não o tenha escolhido. Nunca acreditei nesse homem  que falava em marajás e não dava exemplo de uma vida realmente voltada para os sacrifícios que a época exigia.

 Meu avô também regredindo no tempo, falava muito de várias personalidades, principalmente de Carlos Prestes e apaixonei-me pela figura humana e corajosa de Olga Benário Prestes, a alemã nascida em Monique que aos quinze anos começara em sua própria terra o movimento a favor do comunismo.

Apaixonada por livros históricos, passei a ler e pesquisar a vida dessa mulher tão extremamente corajosa. Muito jovem foi viver e lutar com Oto Braun, sendo até sua secretária, datilografava seus textos   e mantinham um romance apaixonado, embora as constantes atividades não os deixassem vivê-lo como desejavam  mas acabam ambos presos e Olga após ser libertada prossegue na busca de seu ideal.

 Sua mais importante missão foi justamente realizar uma revolução Comunista no Brasil e fora escolhida para acompanhar  Carlos Prestes e para isso iriam fingir um casal em lua de mel. As identidades tinham que ser preservadas para o êxito da missão E essa intimidade, o conhecimento um do outro, a luta pela mesma causa fizeram com que realmente se apaixonassem.

 Olga foi o grande amor desse militar que comandou a “Coluna Prestes” e que dedicou à vida ao comunismo.
O Brasil também seduzira a jovem porque acostumada a viver em lugares escuros e frios, o sol, a luminosidade, a beleza do nosso país conquistaram-na completamente.

Não vou contar  a sua história, apenas prestar minha homenagem a uma mulher  cuja coragem fascina, pelo seu espírito de dedicação e pelos sofrimentos que enfrentou em causas que idealizava.

Conhecida e admirada  por vários membros da revolução no decorrer da chamada”Intentona Comunista” da qual se tornou a chefe e com a derrocada da revolução,
foi entregue pelo Presidente brasileiro Getúlio Vargas ao Ditador Hitler e condenada a voltar para Alemanha, grávida de sete meses e longe do Brasil que ela  amava verdadeiramente. Teve sua filha, Anita Leocádia, em dias escuros de sofrimento.

A dor pelo que aconteceria à sua filha, leva-a quase á loucura e na verdade Olga prestes foi rejeitada até por sua mãe.. O tormento da jovem foi difícil, o ódio a circundava, a maldade e a indiferença dominavam aqueles tempos  e ela permanecia em prisões misturada a todo tipo de prisioneiras e sofrendo pelos ideais que a levara a lutar acerbamente.

 Os últimos dias de sua vida   valorosa, passou em campo de concentração nazista e morreu vítima de gás letal.    

Certamente na história as figuras de várias lutadoras mulheres se destacaram e Olga fora uma dessas mulheres extraordinárias tanto que lutou até o fim sendo torturada, chicoteada, rebaixada, humilhada e com o afastamento de sua filhinha que não sabia para onde tinha ido e do marido que amava.    

Muitas coisas se passaram e as sucessivas torturas longas e intensas.. Minha homenagem a essa mulher impregnada de vigor desde os primeiros anos de vida que sofreu tormentos jamais imaginados  demonstrando ao mundo que a figura de Olga Benário Prestes se eternizou por seus atos, fibra, sofrimentos, fé, e coragem. Ela acreditava no que fazia e por esse objetivo que norteou sua vida, morreu mortificada e em agonia

<> Dicionário da língua portuguesa em linha <> Conexão para traduções <>

 

Quem é: Vânia Moreira Diniz

 Escrever à autora

 
Vânia Moreira Diniz: Rio de Janeiro - Brasil: Escritora, poeta, pesquisadora e humanista nasceu e foi criada no Rio de Janeiro, e mora atualmente em Brasília (DF). Formada em Letras, com pós-graduação em Educação, é autora do Romance ("Laura"), do livro "Manual Da Saúde Física e Mental do Servidor Público" em co-autoria com um médico e advogado,  e autora de  livros de poemas ,  crônicas, 9 livros eletrônicos e participação em 10 antologias.Palestrante nas áreas humanas e literária.
 

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#69 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Lun, 10 de Jul, 2006 8:02 pm
Asunto: RE: PLANTEAMIENTOS
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Lo expuesto aquì es una realidad que debe indignar a cualquier peruano ya que este gobierno fue uno de los gobiernos que descuido totalmente el tema de seguridad nacional tanto interna como externa al extremo de refundar el SIN hoy CNI, los cuales fueron manejados a su antojo por personas que ni siquiera savian de inteligencia y es por eso que este gobierno tuvo casi, todo su gobierno al filo de la navaja, si no fuera por el apoyo del departamento de estado, el cual con sus acesores de la CIA le dieron estabilidad a este gobierno el cual serà calificado como uno de los peores de la historìa por mentir a su pueblo con cifras que eran una falacia y diciendo que el TLC era bueno; el tema de las FFAA problema algido realmente ya que no se les dio la importancia que devian devido a un proceso de desprestigio que acarreo la cahida de Fujimori y Montesinos el cual manejo a las fuerzas armadas como marionetas, lo cual les costo la espalda del gobierno de Toledo el cual entro con la logica del BM, FMI, BID instituciones que como todos saven lo ùnico que originan es mas pobresa al paìs creando burocracias con el cuento de solucionar la pobreza; pero haciendo un analisis exaustivo vemos que resultan siendo peor para la naciòn, ya que originan endeudamiento externo y por ende una patria a la cual encontramos con mas deuda externa, ahora bien las fuerzas armadas fueron descuidadas en su conjunto al extremo de no comprar armamento el cual es vital en la decada que viene ya que vienen conflictos por el agua asì como por recursos naturales los cuales van excasiando a nivel mundial, vale resaltar que este gobierno norteamericanisado actuo como el gobierno de Jose Balta antes de la guerra del 79 con Chile; que hizo este gobierno traidor el cual empobrecio a las fuerzas armadas las cuales al empezar el conficto entraron a una guerra sin recursos sin una logista adecuada para hacer frente al invasor el cual hizo lo que le dio la gana.
Vale resaltar que el Perù fue el primer paìs en emplear estrategias de guerra con paracaidistas a nivel del conflicto de las malvinas, tambièn vale resaltar que el ejercito peruano cuenta con un personal profecional y tecnico de primera, producto de una lucha interna de casi 20 años en los cuales se estudiaron las artes de la guerra, asì como se entreno personal que esta a la altura de un soldado Israelita, Norteamericano, o Ruso. es cuestiòn de que este gobierno y los gobiernos que vienen pongan una politica sostenible la cual nos permita tener una egemonia capaz de dissuadir a cualquier invasor externo como interno, pero con una politica de planificaciòn de acorde a los tiempos actuales.

Emilio <ecfrechpe@...> escribió:
EXPRESO Sábado 8 de julio de 2006 Columna: PLANTEAMIENTOS Página 6            
 
Escribe: ALFREDO PALACIOS DONGO
 
Situación de las Fuerzas Armadas al término del gobierno
 
El presente gobierno, que en pocos días va a concluir su mandato, no ha tenido una política de seguridad y defensa nacional como parte de una visión integral del Estado. Por el contrario, sin criterio técnico, sin planeamiento estratégico y, menos aún, sin definir el rol de funciones de las FFAA, redujo drásticamente en 20% el presupuesto del sector. En agosto de 2002, mientras el Presidente Alejandro Toledo declaraba a un diario chileno que “la receta para globalizar la democracia y la justicia es disminuir gastos militares como resultado de un acuerdo multinacional”, su par chileno Ricardo Lagos materializaba la adquisición de los F-16 a EEUU.
Dicha reducción presupuestal no ha permitido efectuar un adecuado mantenimiento ni operación de las unidades de combate, ocasionando daños progresivos al valor patrimonial y al componente militar de las FFAA y, lo que es más grave, no se ha podido realizar ni un solo entrenamiento de operaciones militares conjuntas entre los tres institutos, requisito fundamental para el cumplimiento de su misión constitucional. El restablecimiento de su capacidad operativa resultará ahora mucho más costoso y complejo. En el año 2003 se calculó en US$ 250 millones solo la recuperación de lo indispensable. En algunos períodos el presupuesto no alcanzó ni siquiera para pagos de servicios básicos. La situación ha sido tan caótica que, en octubre de 2002, el entonces congresista Marciano Rengifo manifestó que "Ningún país por más pacifista que sea puede dejar su poder militar abandonado", sin embargo, ahora, en el cargo de ministro de Defensa, la situación, en lo sustancial, no ha cambiado.
Recién en el 2004, más por presiones que por convicción, el gobierno se vio forzado a cambiar su decisión de auto desarme. Así, entre junio 2004 y abril 2005 aprobó la adquisición de 4 fragatas italianas de segundo uso y en mayo 2005 activó un fondo para las FFAA y PNP, el cual se inició con US$ 40 millones y el saldo actual es negativo, no permitiendo cubrir las necesidades mínimas.
En este contexto, le espera a este gobierno un cuestionamiento histórico por la deplorable situación en que deja a las FFAA. Por su parte, el Partido Aprista tiene la gran responsabilidad de cumplir con el 6° objetivo de su Plan de Gobierno: “Fortalecer y consolidar la Defensa Nacional y el Orden Interno, asegurando la integridad territorial y el patrimonio nacional”, además de, entre otras propuestas: “Alcanzar el equilibrio estratégico de la región” (art. 372) y “Proporcionar los medios necesarios para enfrentar con éxito los conflictos previstos” (art. 373).


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#70 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Mié, 12 de Jul, 2006 1:37 am
Asunto: Re: Derrame de petróleo en Cajamarca.
arnoldfugas
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arnaldo vera <picaflorarnold@...> escribió:
Saludos,
Hoy en dìa al mundo quieren enfocarlo a una logica mercantilista donde todo se calla con el dinero,  pero eso va a sucumbir mientras haya personas como las suyas las cuales luchan por un ideal y por defensa de sus derechos humanos, los cuales lo abalan muchas cartas internacionales, donde el ser humano es lo primero ante cualquier cosa.
 
Pero hoy dìa que pasa el congreso estos pobres diablos que se creen dueños y artifices del Perù, los cuales favorecen a las mineras por jugosos LOBBYS los cuales no son otra cosa que trafico de influencias o dinero a cambio de una ley), en donde pactan por su silencio y por distorcionar el reclamo; ingentes cantidades de dinero, si señores eso es la politica de hoy en dìa en un paìs como el Perù. E s las como creen que aprobaron la barbariedad de TLC, que no es otra cosa que una traiciòn al paìs lo cual nos convierte en neocolonia.
 
Es mas doy a conocer que antes yo mi persona Arnaldo Vera estaba suscrito a una red llamada movimientocaj de la cual hoy en dìa se me retiro es mas todos los mensajes que mando son revotados, es mas antes mandaba mensajes los cuales eran recepcionados por todos los suscritos a esa red hoy en dìa en pocas palabras me han aislado, de esa red, todo por que inconoda mis denuncias, que hablan con verdad, ocea que se quiere una poblaciòn indefensa donde la poblaciòn diga amen a los funcionarios de energia y minas asì como de las mineras, en que paìs vivimos no olvidemos, el principio de que los politicos se deben a nosotros el pueblo el cual los eligio.
 
Señores no caduquen en sus ideas en su convicciòn ni mucho menos traicionen a su pueblo que los eligio como representantes, va haber ofertas de empleo o de dinero de, uds, depende señores, VIVA EL PERÙ, VIVA LA SOBERANIA, RECUERDEN QUE LAS GUERRAS SE GANAN EN EL PENSAMIENTO EN LA MENTE DE LAS PERSONAS.
atte.
arnaldo vera.
Juan Alberto Llaguno Betancourt <titollagu@...> wrote:
Ni un diario limeño que se reputa nacional consignó una palabra; menos un medio televisivo y apenas una que otra crónica a la volada de carácter radial, mereció el derrame de 3 mil galones de petróleo en el río Pabellón La Quinua a la altura del Km. 50 de la Carretera de Cajamarca a Hualgayoc. Tampoco se ha dicho que la empresa infractora, Norte Medio SRL, transportaba combustible para la minera sudafricana Gold Fields y que el hecho ha generado la masiva intoxicación y muerte de miles de truchas y ha puesto en peligro la ingesta tradicional de los habitantes de la zona. El desprecio por los de abajo no puede ser más perverso como inaceptable.
 
¿Ha hecho algo el ministerio de Energía y Minas? Nótese que Gold Fields ha reconocido el trágico accidente y se ha comprometido a limpiar la zona que se ubica en este paraje cajamarquino entre Pampa Larga y Quebrada Honda. Sin embargo la noticia pasa desapercibida por la neumática adrede de silencio que se tiende respecto de esta clase de crímenes. ¿Con qué derecho, luego se preguntan porqué en Cajamarca se vota, y lo hacen con ira, contra el status quo que salvaguarda los abusos y robos de las empresas mineras y en cambio ignora todo lo que perjudica a los hombres y mujeres del lugar?
 
Años atrás en Choropampa, a 50 Km de Cajamarca, un camión que transportaba mercurio para Minera Yanacocha derramó 150 Kgs. de ese mineral y hasta hoy las secuelas nocivas e intoxicantes persisten haciendo presencia en ese distrito nor-andino. Por toda respuesta y con la complicidad delincuencial de malos médicos e inmorales funcionarios públicos, Minera Yanacocha cubrió y sobornó por todos los medios las inconductas de entonces. Lo ocurrido en el río Pabellón La Quinua tiene todos los caracteres de otra tragedia ecológica frente a la cual, por supuesto y cómo no podía ser de otro modo, la prensa limeña ignora porque calla en todos los idiomas.
 
¿Acaso el Establo parlamentario moribundo ha tomado debida nota del asunto? Lo más probable es que estén angustiosamente preocupados en la indemnización que por el equivalente de US$ 30 mil van a recibir en pocos días más. La salud, el proyecto de vida, el futuro y horizonte de los cajamarquinos, no importan para nada a los legiferantes.
 
¿Ha sido notificado del asunto el presidente electo, Alan García Pérez? Y si así fue ¿qué espera para tomar una actitud firme en demanda de los derechos humanos trasgredidos por esta clase de atentados contra el medio ambiente?
 
¡Ni una sola declaración política de protesta y demanda de explicaciones y requerimiento de satisfacciones efectivas y rapidísimas de ningún político nacional! ¿Cómo puede ocurrir esta aberración a vista y paciencia de todo el país? El envenenamiento más mínimo de cualquier parte del Perú, es un crimen contra toda la nación. No hay otra forma de comprender la defensa del medio ambiente. ¿Y las ONG? ¿Han hecho ya patente su condena terminante? ¡No se oye padre! ¿O no hay quién pague algún comunicado meloso y apañador?
 
El atávico y condenable centralismo limeño ha engrilletado el cerebro de la prensa. La noticia, si no es escandalosa, no sirve. Los peruanos del interior, de todos aquellos que no viven en la metrópoli infecta y envilecida que es Lima, ¡no son seres humanos! ¡Sus derechos no tienen vigencia y son ciudadanos de tercera, cuarta o quinta clase! ¡Qué desvergüenza!
 
En nombre de todos aquellos cuyas vidas transcurren en el anonimato de la noticia oficial, en su defensa y en la protesta irrenunciable que también son peruanos y primeros entre los primeros, mi humildísima contribución difusora a que se conozcan sus problemas y que busquemos ¡todos los peruanos genuinos de buena voluntad! sus soluciones y planes para el porvenir.
 
Herbert Mujica Rojas
11/07/06
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Protejamos nuestra Biodiversidad y el Medio Ambiente
Juan Alberto Llaguno Betancourt
Telf.: 99363083 - 2710367
Lima - Perú - SurAmérica




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#71 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Mié, 12 de Jul, 2006 10:30 pm
Asunto: CUSTO-LATIFÚNDIO/Concentração de terra na mão de poucos custa caro ao Brasil
vanderleycai...
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From: alyda

CUSTO-LATIFÚNDIO

Concentração de terra na mão de poucos custa caro ao Brasil

A importância das pequenas propriedades do ponto de vista econômico, social e ambiental desmistificam os argumentos de quem quer preservar a supremacia do latifúndio. Esta é a primeira da série especial de reportagens que discutirá o tema do “latifúndio no Brasil”.

SÃO PAULO – Na raiz da desigualdade social está a concentração de terras rurais nas mãos de poucas famílias ou empresas. Cerca de 3% do total das propriedades rurais do país são latifúndios, ou seja, tem mais de mil hectares e ocupam 56,7% das terras agriculturáveis – de acordo com o Atlas Fundiário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em outras palavras, a área ocupada pelos estados de São Paulo e Paraná juntos está nas mãos dos 300 maiores proprietários rurais, enquanto 4,8 milhões de famílias estão à espera de chão para plantar. Um dos exemplos do grau de concentração de terras em nosso país é a área de 4,5 milhões de hectares, localizada na Terra do Meio, coração do Pará, que o grupo CR Almeida, do empresário Cecilio do Rego Almeida, reivindica para si. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, esse é o maior latifúndio do mundo.

Apoiados, entretanto, nos números da produção agrícola e nas divisas geradas pela exportação de suas mercadorias, os ruralistas tentam justificar a existência dessas grandes propriedades, inserindo-as no agronegócio. Em defesa do latifúndio, dizem que não há mais terras improdutivas, desconsideram a participação das pequenas propriedades na produção agrícola e afirmam que a reforma agrária já não é mais necessária. Contudo, um olhar atento sobre os números da economia agrícola, as mortes de trabalhadores por conflitos agrários e dados alarmantes sobre o desmatamento nas regiões Amazônica e no Cerrado, põem em xeque os argumentos que sustentam os latifúndios no país.

Para ajudar a entender essa figura tradicional do meio agrário, a Repórter Brasil dá início à publicação de uma série de matérias sobre a grande propriedade rural, abordando aspectos econômicos, sociais e ambientais. A primeira reportagem trata dos argumentos ecônomicos em que se apóia o agronegócio para explicar a manutenção das grandes propriedades no país.

A origem do latifúndio está ligada ao processo de ocupação do Brasil após a chegada dos portugueses. Em 1536, Lisboa decidiu dividir o território brasileiro em grandes faixas de terras que iam do litoral até a linha imaginária determinada pelo Tratado de Tordesilhas. As chamadas Capitanias Hereditárias foram doadas a representantes da nobreza e aos militares. Os donatários tinham o poder de doar lotes (sesmarias) sob a condição de que fossem explorados economicamente. A área de uma sesmaria é uma légua quadrada, ou 4356 hectares.

A Lei das Sesmarias foi revogada no mesmo ano da Independência, em 1822, e quase 30 anos depois criou-se a Lei de Terras, que viria a orientar até hoje a estrutura fundiária do país. Ela determinou que quem quisesse ter o direito à terra deveria pagar por ela – o que excluiu a grande parte da população brasileira, que não tinha recursos. Enquanto o trabalho era cativo, escravo, com a mão-de-obra fixada em um determinado lugar para servir aos interesse da produção, a terra podia ser livre. Porém, quando o fim da propriedade legal de uma pessoa sobre outra foi avistada no horizonte, preventivamente a terra se tornou cativa. Afinal, o que garantiria que houvesse mão-de-obra para os latifúndios com trabalhadores desfrutando de liberdade para tentar vida nova em um terreno só seu?

Desde a Colônia, as “plantations” (latifúndios monocultores com a produção voltada à exportação) se expandiram e lucraram com a exploração da mão-de-obra escrava. “O latifúndio, mais do que uma extensão de terra, era um sistema de dominação que estava na base do poder dos proprietários, como um mecanismo de controle social, principalmente sobre aqueles que se encontravam no interior dos grandes domínios”, explica Marcelo Grynspan, pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da FGV-RJ.

Nossa própria história está dividida de acordo com os ciclos de desenvolvimento de mercadoria que as “plantations” ofereciam ao exterior. Nas escolas, é ensinado que vivemos o ciclo da cana-de-açúcar, do ouro, do algodão, do café... No plano das mudanças políticas, vivemos a proclamação da República, a era Vargas, o golpe militar de 64, mas a estrutura fundiária do país permaneceu intocada. Trocaram-se os rótulos, mas as garrafas permaneceram as mesmas.

CONQUISTA DA AMAZÔNIA

A luta pela terra esteve sempre presente na história do Brasil, mas foi a partir da década de 40 que ganharam força os debates que ligavam os problemas sociais do país à existência do latifúndio e a necessidade de realizar a reforma agrária para superar os conflitos no campo. Nos anos 60, floresceram as ligas camponesas no Nordeste e a organização dos trabalhadores rurais com o objetivo de reivindicar a distribuição mais eqüitativa da terra – o que aumentou a pressão pela realização da reforma agrária durante o governo do presidente João Goulart.

Porém, com o golpe militar de 1964, instalou-se uma ditadura a serviço do capital monopolista, subordinando a ele a agricultura. Não havia, nesse contexto, espaço para uma reforma agrária que diminuísse a desigualdade social. Na maioria dos casos, o que se viu foi a criação de assentamentos para fixar mão-de-obra barata perto de fazendas. Incentivos fiscais e empréstimos facilitados para a ocupação das chamadas fronteiras agrícolas beneficiaram principalmente o estabelecimento das grandes propriedades para agricultura ou pecuária.

Carregando sob o braço o discurso de quem era necessário povoar regiões “sem habitantes”, o Estado investiu grandes somas de recursos públicos para criar infra-estrutura, como estradas e hidrelétricas. Ignorando as comunidades tradicionais, indígenas e os posseiros que já moravam nesses locais, o governo possibilitou o desmatamento da Amazônia e uma farra financeira sem igual. Grandes empresas passaram a ser proprietárias de terra na fronteira agrícola, como a montadora Volkswagen e o banco Bradesco.

Com a redemocratização, o vetor de desenvolvimento da Amazônia não sofreu grandes alterações. Uma delas, foi a mudança de nome: o latifúndio passou a ser chamado de agronegócio.

Nas palavras de Bernardo Mançano, professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a imagem do agronegócio foi construída para renovar a da agricultura capitalista, para ‘modernizá-la’. “É uma tentativa de ocultar o caráter concentrador, predador, expropriatório e excludente para dar relevância somente ao caráter produtivista, destacando o aumento da produção, da riqueza e das novas tecnologias.” Com o novo conceito, os proprietários de grandes extensões rurais tentam vincular sua imagem a de modernas empresas agrícolas, cujos lucros impulsionam o bom desempenho da balança comercial brasileira.

“A história do Brasil é baseada na concentração da propriedade, várias delas originadas da ocupação de terras públicas inclusive. No início identificou-se no latifúndio a origem de boa parte das nossas mazelas sociais. Já, hoje, há a visão de que a grande propriedade é a base do agronegócio, que é o sustentáculo da nossa economia”, analisa Grynspan.

Os números da agricultura brasileira, porém, desmentem a afirmação de que a grande propriedade é a única responsável pela produção agrícola nacional. O Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agriculturáveis com pequenas, médias e grandes propriedades. A empresarial controla 70% dessa área e as pequenas 30%. Mas a propriedade familiar fica com 10% dos créditos dados pelo governo e produz 50% da safra anual. Enquanto a empresarial fica com 70% desses créditos e também produz 50%. “Esse é um modelo de concentração de terras”, afirma Bernardo Mançano.

Contatada, a diretoria da Confederação Nacional doa Agricultura e Pecuária (CNA) não se manifestou sobre o tema até o fechamento desta matéria.

QUEM PRODUZ MAIS RECEBE MENOS

Na história do Brasil, os governos têm financiado continuamente a produção agropecuária e a divisão desses recursos sempre favoreceu os grandes proprietários de terras. Por exemplo, neste ano, ao apresentar o Plano de Safra 2006/2007, o governo federal afirmou que o campo tem o desafio de “voltar a ser a locomotiva da economia e grande gerador de empregos, manter os expressivos saldos na balança comercial e continuar promovendo a interiorização do desenvolvimento e a inclusão social”. E 50 bilhões de reais em créditos foram liberados aos grandes proprietários rurais e 20% disso (10 bilhões) para a agricultura familiar.

Apesar de ficar com a menor fatia do bolo, são as pequenas unidades as que produzem a grande maioria dos produtos do campo, como apontam os dados do último Censo Agropecuário realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1996. Analisando esses números, Ariovaldo de Oliveira, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), destaca que as lavouras temporárias e permanentes ocupam 50,1 milhões de hectares e 53% delas estão em pequenas propriedades, 34,5% nas médias e apenas 12,5% em grandes extensões de terras.

Também em relação à pecuária, a proporção se mantém: as pastagens ocupam 177,7 milhões de hectares e 34,9% ficam em pequenas unidades, 40,5% nas médias, enquanto 24,6% estão nas grandes propriedades.

Levantamento feito pelo Incra e pela FAO, órgão das Nações Unidas responsável pela agricultura e alimentação, indica que as pequenas propriedades representam 85,5% dos estabelecimentos do campo, apesar de ocuparem 30,5% das terras agriculturáveis. E destaca que entre os dez principais produtos da agricultura familiar estão: leite, milho, feijão, café, mandioca e até mesmo a soja. Ou seja, a base alimentar do país.

Mas são os números das exportações brasileiras que os ruralistas utilizam para se fortalecer politicamente. No início deste ano, sob tratoraços e rodovias bloqueadas, os grandes proprietários de terra pressionaram o governo federal com o intuito de obter mais prazo para pagar dívidas com os cofres públicos, mais créditos para quitar dívidas privadas e garantias de aumento do financiamento público para as próximas safras. Tudo para resolver uma situação de confiança cega no mercado internacional de mercadorias agrícolas e de má administração dos negócios que eles mesmos criaram.

Obtiveram conquistas. Até porque o governo criou uma situação em que se tornou refém do superávit comercial proporcionado pelas commodities como a soja – que tem revezado com os produtos do setor automotivo o primeiro lugar em montante de recursos advindos de vendas para o exterior.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, o agronegócio foi responsável por 36,85% das exportações brasileiras em 2005, faturando 46 milhões de dólares do total de 118,3 milhões de dólares. O professor Ariovaldo de Oliveira rebate esse argumento e afirma que o setor manipula os números para superestimar sua importância econômica. “Estudiosos da agropecuária consideram o valor do produto agrícola beneficiado ou industrializado como um ganho do agronegócio. Quer dizer, incorporaram a atividade industrial e, com isso, supervalorizam a produção agrícola. Para fazer o cálculo das exportações de soja, por exemplo, além do grão de soja exportado, também se consideram as vendas de farelo e óleo, que são produtos industrializados. O mesmo ocorre com o suco de laranja e o açúcar”, explica.

O setor também não é o maior responsável pela geração de empregos no campo. Oliveira destaca que dos 17,9 milhões de brasileiros empregados no campo, 87,3% trabalhavam em pequenas propriedades, 10,2% em médias e 2,5% em grandes áreas. “Do ponto de vista da produtividade, a pequena alcança os mesmos patamares que a grande propriedade. A produtividade da lavoura de soja no Paraná, cultivada em pequenas e médias unidades, é igual a do Mato Grosso, onde ela é produzida em médias e grandes. Qual a diferença? O Paraná usa mão-de-obra e o Mato Grosso usa máquinas. A questão é que a exploração na grande propriedade é poupadora da mão-de-obra”, afirma Oliveira. “Há um certo endeusamento do agronegócio e a razão é ideológica, para fazer frente aos movimentos sociais”, complementa. E eles têm força para isso.

“Hoje a concentração de terras no Brasil é sustentada pelos que defendem os interesses e os privilégios dessa parcela da população que controla as terras, as políticas públicas e o governo”, critica Bernardo Mançano.

A bancada ruralista no Congresso Nacional é um dos principais eixos políticos em que se apóia o agronegócio. Estudo feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) analisa a atuação desse grupo de parlamentares na história política recente do país. Segundo o levantamento, o número de parlamentares da bancada ruralista cresceu desde a legislatura de 1985, atingindo seu auge em 1994 quando alcançou 117 integrantes. “Na atual Legislatura (2003/2006), o número caiu para 73 – mas isso não quer dizer perda de força porque a bancada tem capacidade de mobilizar os outros setores do Congresso em prol dos seus interesses”, diz o estudo.

A organização cita como exemplo um episódio ocorrido ainda no início do governo Lula. “Os ruralistas exigiram do governo que mantivesse intacta a medida provisória que suspende as vistorias nas áreas ocupadas pelos movimentos sociais e que penaliza os agricultores sem-terra que participam das ocupações. Diante das ameaças de retaliação nas votações do Parlamento, o ministro José Dirceu, da Casa Civil, declarou que o governo tinha desistido de promover a revisão da MP. Mas o Incra ainda defende a alteração.”

ESPECULAÇÕES

O outro nó econômico da questão fundiária no país é a improdutividade das terras. A Comissão Pastoral da Terra – entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – considera que 62,4% da área do total dos imóveis rurais no país é improdutiva. Isso acontece porque a terra tem importância por seu valor de mercado. Ganha-se produzindo em uma propriedade rural, mas também ganha-se deixando-a parada, esperando a especulação imobiliária cumprir seu papel aumentando o valor do hectare. O que pode vir a ocorrer com a instalação de infra-estrutura pelo governo ou mesmo da expansão da frente agrícola.

A Constituição de 1988 determina, entretanto, que todas as propriedades rurais devem cumprir sua função social e para isso devem produzir, respeitar o meio ambiente e os direitos trabalhistas de seus empregados. Embora esteja garantida por lei, a desapropriação das terras que não cumprem todos esses requisitos permanece entre as principais reivindicações dos movimentos sociais do campo.

“A terra no país é vista como reserva de patrimônio. Não se precisa da grande propriedade para usá-la economicamente, é sim para servir de garantia ao sistema financeiro para as outras atividades econômicas. Ou para receber incentivos fiscais do governo”, aponta Ariovaldo.

Na sanha por adquirir mais terras, falsificam-se documentos de propriedade (prática conhecida pelo nome de grilagem) e expulsam-se antigos moradores. Há terra que foi cercada sem que os proprietários tivessem documentos para provar que poderiam cercá-la. São quase 170 milhões de hectares de terras devolutas (públicas) cercadas. O dia que o governo federal cumprir a lei do novo cadastro fundiário e fizer a medição por geo-referenciamento, vai saltar aos olhos o excesso de terra pública grilada. Hoje, no Brasil, nenhum órgão público é capaz de dizer quem é proprietário do quê. Mesmo o Incra tem grandes dificuldades para analisar as cadeias dominiais das fazendas.

Os discursos que utilizam os bons números da produção agrícola nacional em favor apenas do agronegócio e difundem a imagem de latifúndios modernos e lucrativos tentam esconder o altíssimo grau de concentração fundiária em nosso país. Também tentam omitir que a existência do latifúndio não permite a redução das desigualdades sociais porque expulsa o homem do campo e mantém a concentração de oportunidades de geração de renda nas mãos de poucos.

Para além da questão econômica, a superexploração do meio ambiente e o acirramento dos conflitos no campo também são parte dessa história em que o latifúndio é protagonista há mais de 500 anos. Eles serão os temas abordados nas próximas reportagens.

* Fabiana Vezzali integra a ONG Repórter Brasil.

 
Força à reforma agrária e força ao MST!


__________ Informação do NOD32 IMON 1.1654 (20060711) __________

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#72 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Jue, 13 de Jul, 2006 3:27 pm
Asunto: Bancada lança livro com ações do governo Lula /* Baixe o livro em formato .pdf
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#73 De: TDPC-UNMSM@...
Fecha: Lun, 17 de Jul, 2006 12:59 am
Asunto: Documento - PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
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Documento   : PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
Descripción : LA RELACION JURIDICO MATERIAL DEL PROCESO CONSTITUCIONAL

#74 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Mar, 18 de Jul, 2006 8:44 pm
Asunto: Frei Betto: Punir torturas, abrir arquivos
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São Paulo, terça-feira, 18 de julho de 2006

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TENDÊNCIAS/DEBATES

Punir torturas, abrir arquivos

FREI BETTO

A tortura é praticada no Brasil, mormente nas pessoas pobres suspeitas de delitos. É forma de castigo praticada em nossas prisões

A 26 DE junho, dia internacional de apoio às vítimas da tortura, o presidente Lula criou, por decreto, o Comitê Nacional para Prevenção e Controle da Tortura no Brasil. Melhor teria sido combate, e não controle. O órgão será presidido por Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Lula não poderia ter feito melhor escolha. Vannuchi, preso sob a ditadura, foi torturado em São Paulo. No Tribunal da Justiça Militar, o juiz Nelson da Silva Machado Guimarães duvidou quando o ouviu relatar as atrocidades. A advogada Eni Moreira fez com que Vannuchi se despisse e exibisse, em seu corpo, as marcas das sevícias.
Vannuchi é primo de Alexandre Vannuchi Leme, líder estudantil assassinado sob tortura em dependências do 2º Exército, em São Paulo, a 17 de março de 1973, aos 22 anos. Caberá ao comitê acompanhar projetos e iniciativas que visem a apurar e punir torturas, cooperar com organismos internacionais e promover campanhas. É preciso extirpar das pessoas o medo de denunciar atrocidades cometidas em nome do Estado e da lei, bem como sensibilizar jornalistas, advogados e juízes para a gravidade do crime.
A tortura é sistematicamente praticada no Brasil, mormente nas pessoas pobres suspeitas de delitos. Não se investiga; sevicia-se. Apura-se baseado em delação, e não segundo perícia policial. E é uma forma de castigo praticada em nossas prisões. Basta conferir a recente transformação da Penitenciária de Araraquara, no interior de São Paulo, em campo de concentração, numa demonstração inequívoca de que o Estado, quando não é omisso em matéria de segurança pública, recorre a métodos que pensávamos aposentados após o nazismo.
Excetuado o período da escravidão, a tortura teve o seu auge no país durante a ditadura militar. Toda a nação tem notícia dos casos destas três notórias vítimas: o jornalista Vladimir Herzog, assassinado no DOI-Codi a 12 de agosto de 1975; o operário Manoel Fiel Filho, morto na mesma dependência militar a 17 de janeiro de 1976; e Frei Tito de Alencar Lima.
Este último era meu confrade na Ordem dominicana. O que sofreu em mãos dos oficiais de nossas Forças Armadas e de policiais civis que o levaram à morte em agosto de 1974, aos 28 anos, está detalhadamente descrito em "Batismo de Sangue", livro que chegará às livrarias em agosto, em nova edição da Rocco, e, em 2007, às telas, na versão cinematográfica dirigida por Helvécio Ratton.
O psicanalista Hélio Pellegrino frisou que "a tortura busca, à custa do sofrimento corporal insuportável, introduzir uma cunha que leve à cisão entre o corpo e a mente. E, mais do que isso: ela procura, a todo preço, semear a discórdia e a guerra entre o corpo e a mente. (...) O projeto da tortura implica uma negação total e totalitária da pessoa, enquanto ser encarnado. O centro da pessoa é a liberdade. Na tortura, o discurso que o torturador busca extrair do torturado é a negação absoluta e radical de sua condição de sujeito livre".
Santo Agostinho, na Cidade de Deus, repudia a sua aplicação por tratar-se de pena imposta a quem ainda não se sabe se é culpado. No entanto, a Inquisição tentou sacramentar a tortura. "Tortura-se o acusado, com o fim de o fazer confessar os seus crimes", reza o Manual dos Inquisidores, de Nicolau Emérico. Santo Tomás de Aquino, porém, considerou a tortura delito mais grave que o homicídio, pois aquela convoca a vítima a ser testemunha de seu opróbrio.
Infelizmente, a condição de filósofo não impediu Heidegger de apoiar o nazismo, nem a de papa evitou que fossem a favor da tortura Inocêncio 1º (século 5), Inocêncio 4º (século 13) e todos os teólogos que abençoaram a Inquisição.
É preciso denunciar a tortura até que ela seja abominável às nossas sensibilidade e consciência, como o são hoje a escravidão e o abuso sexual contra crianças.
Falta agora ao presidente Lula, ex-preso político, ordenar às Forças Armadas, das quais é constitucionalmente o comandante supremo, que abram os arquivos da repressão. A África do Sul, o Chile, a Argentina e o Uruguai já o fizeram. O Brasil deve tomar a mesma atitude, não por revide, mas por questão de justiça. Primeiro, para com as vítimas e seus familiares. Mas também com as Forças Armadas. A nação tem o direito de saber que nem todos os militares foram coniventes com a tortura e o assassinato de presos políticos.
Enquanto os arquivos permanecerem clandestinos, acobertados pela mentira de que foram destruídos, não se pode separar o joio do trigo, e o ônus recai sobre toda a corporação militar, o que não é justo. E o afirmo como ex-preso político e filho de uma família de militares.


CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 61, frade dominicano e escritor, é autor de, entre outras obras, "Típicos tipos coletânea de perfis literários" (A Girafa) e "Batismo de Sangue". Foi assessor especial da Presidência da República (2003 - 2004).

#75 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Jue, 20 de Jul, 2006 12:06 am
Asunto: (sin asunto)
arnoldfugas
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Ya veo de donde sale ese tu pensamiento que te pone en las nubes muchas veces, si bien es cierto que la universidad de harvard es una de las mejores del mundo, eso no quiere decir que tengan razon, y es mas en una sociedad como la peruana donde ellos mas bien vienen a aprender, muchas veces de las crillolladas que le llaman algunos intelectuasauros, a las cosas que nacen y mutan en una sociedad la cual vive bajo codigos, y donde la constitucion esta pintada para una gran mayoria que hace este pais. Ahora bien me enaltece que nos estudien entre comillas, ya que tambien estuandolos a ellos se ve la cahida del imperio, y te digo por que los imperios atravez de la historia nunca han cahido por factores exogenos mas han cahido por factores endogenos y mucho mas si USA sigue el modelo ROMANO el cual se pudrio por dentro, pero siempre hubo gente que los hizo temblar como Anibal, Espartaco hasta el mismo Barrabas, y para que te hablo de Atila, que con su frace hacia escapar hasta a los curas de la epoca, y decia asi; donde pise mi caballo no crecera pasto.
 
Asi que sigue pensado en ser un basallo de un imperio en decadencia, el cual se refleja ya con su presidente asi como Neron que incedio Roma, y el unico hombre que mantenia el imperio sobre sus hombros hasta el final y el cual se suicido antes de caer en manos de sus mismos camaradas prefirio suisidarse, te hablo de esa mente brillante la cual es admirada, hasta hoy, PETRONEO.
 
Asi que los gringos no son los unicos que estudian o que piensan ten en cuenta que la historia el conocimiento es ciclico, y no como ellos hacen creer a los incautos que hay nuevas cosas, y tantas cosas que inventan para zaquear paises o mantenerlos en el sub desarrollo, gracias a oligarquias que no pisan tierra y que al paso que van. van a ser pasados por la bastilla o otra cosa que invente el pueblo para hacerse justicia. de mas de 500 años de zaqueos y ahora con este TLC otra vez a ser neocolonia.

WALTER ESPINOZA <wev_consultor@...> wrote:
Alfredo y amigos ya ven ahora los gringos los estan estudiando?
 
¿Adiós Velasco? ¿O No?
En un reciente trabajo de Alesina y Fuchs-Schündeln, profesores de la Universidad de Harvard, sobre las preferencias electorales por mayor intervención estatal o políticas sociales, descubre que las personas que viven bajo regímenes socialistas o populistas quedan "pegadas" al pasado. Y que si bien los ciudadanos de mayor edad -y (supongo) los más aislados- son los que sufren en mayor medida este sesgo, toma un tiempo (una o dos generaciones en el caso alemán) revertir esta suerte de adicción al fracaso.
 
En el caso peruano, marcado por generaciones que han creído -y siguen creyendo, a pesar de ser recurrentes testigos de solo fracaso y corrupción- en el Estado como una reencarnación de Wiracocha, esta interrogante muerde y nos obliga a enfocar dónde está el problema. Éste reside justamente en lo que desde los gobiernos se ha inoculado en las cabezas de los electores por generaciones. Lamentables visiones socialistas y mercantilistas.



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#76 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Jue, 20 de Jul, 2006 3:29 pm
Asunto: politicas seran o seran otra mentira del mitomano.
arnoldfugas
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Los programas de este gobierno que traiciono a su pais firmando este TLC, y con un congreso el cual tambien se vendio aprobando tal barbariedad.
 
Pero aqui va una cosa que resulta mas aun indignante, el programa de techito propio, si dicen que es un programa excitoso si por que permitio no se a cuantas familas peruanas tener una casa propia, muchas de las cuales se estan rajando, o simplemente resultan ser viviendas inabitables, pero eso no es lo sobresaliente tanto como esto, EL DINERO EMPLEADO EN ESTE PROGRAMA ES DEL ESTADO PERUANO, POR LO TANTO DE TODOS LOS PERUANOS. muchos de los cuales ya han cunplido su sueño de tener una vivienda propia, pero a que precio de endeudarse durante 20 años, casi estoy hablando de un tercio de vida de un ser humano, pero lo curioso de todo esto de que aqui. se paga esta deuda no son a bancos como el continental, el credito, wiese, entre otros bancos, los cuales reciben el doble y mas en 20 años de deuda; que se endeuda un peruano por tener una vivienda propia, pero de donde salio el dinero digo otra vez no es del estado, y por que el precio que puede ser de 20 mil dolares luego se convertira en 45 a 50 mil dolares, lo peor con un dinero que es todos los peruanos, creo que esta politica que disque que es la mejor es la peor. ya que estan timando a cuantas familias, y no solo a los que tienen su casa gracias a este programa sino a todos los peruanos por que con dineros de donde se hicieron estas viviendas no son acaso con dinero de todos los peruanos.
 
OH esas son pues polticas buenas no señor PPK no señor Toledo, o madan Kard, o el famoso gordito Montesdioca. esas son politicas buenas de desarrollo no que generan endeudamiento, para dos decadas para un bosillo mas que esquilmado, zaqueado.



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#77 De: "zorin47" <corrupcionenelbcr@...>
Fecha: Jue, 20 de Jul, 2006 5:32 pm
Asunto: CLAMANDO FRENTE A LA MAREA
zorin47
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CLAMANDO FRENTE A LA MAREA

 

En este mi querido país, llamado Perú siempre se encuentra una respuesta para cada acusación, cuando se señala un acto de corrupción, siempre aparece otra mas negra, y todo queda olvidado, los alacranes del ministerio publico, siempre terminan por archivar los casos, como sucede con la denuncia sobre la compra de la maquina acuñadora de monedas que esta por cumplir su décimo aniversario, sin que el poder judicial se digne terminar con este proceso, expediente 142-01, que se encuentra en el octavo juzgado penal, y los delincuentes de cuello y corbata del Banco Central de Reserva, pasen unas vacaciones en la cárcel, donde encontraran la agradable compañía de los miembros de la mafia fujimontesinista.

Será por eso que no me voy de esta querida tierra peruana, aquí la naturaleza humana no ha tenido tiempo de disfrazarse, aquí nadie puede hablar de un paraíso terrenal, el edén conserva rígidamente su lugar del otro lado de la muerte, los que nos quedamos aun de este lado, vemos como florecen las injusticias, las crueldades, las mezquindades, que en otras partes la gente oculta tan ingeniosamente, aquí uno puede amar a los seres humanos, como los ama Dios, conociendo lo peor, aquí uno no ama una pose, un vestido bonito, un sentimiento artificioso, son esos actos de fealdad que se producen en nuestra patria, cuando la piedad y la responsabilidad de no callar, de denunciar, dé remar contra la corriente, con solo mi pluma, Me impulsa, como canuto cuando clamaba frente a la marea, que absurdo es esperar la felicidad en un mundo tan lleno de desventura, este mundo tiene demasiados sacerdotes fracasados de esta o aquella fe, mejor es estimular la creencia de que podemos hacer algo por cambiar este actual estado de cosas, que vagar por ese vicioso vació de la crueldad y la desesperación.

Este caso judicial que les menciono, espero se convierta en un pedido al que se sumen muchas voces y llegué de alguna manera a oídos de este poder del estado, que parece decir no se oye padre, por Internet, cartas, verbalmente, solicito a todo aquel que quiera acompañarme nacionalmente, internacionalmente, formemos un coro que amplifique esta voz solitaria.



#78 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Jue, 27 de Jul, 2006 10:30 pm
Asunto: - Poetas del Mundo - Frente a barbarie que se desata en Medio Oriente , enviam Carta Aberta ao Secretario General de la ONU denunciando o genocídio israelense
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CARTA O BERRO. ..........repassem.

CARTA ABIERTA AL SECRETARIO GENERAL DE LA ONU
DOS POETAS DEL MUND0.
 
Nosotros, Poetas del Mundo: de Edgar Allan Poe a Joumana Haddad, pasando por todos los otros poetas muertos o vivos, célebres o desconocidos, rechazamos esta agresión que transgrede salvajemente las convenciones internacionales por los múltiples actos criminales contra la humanidad, puesto que las tropas israelitas sitian en la ocurrencia al Líbano con una cintura infernal debido a los bombardeos del aeropuerto internacional de Beirut al igual que las reservas de combustibles y del gas; están cortando todas sus venas al bombardear los puentes y las rutas, impidiendo así todo acto de socorro a la población sitiada. Aprovechando la superioridad militar y el apoyo incondicional de los Estados Unidos, Israel trata de destruir todo a su paso: Las masacres están por doquier y por todas partes el silencio reina mientras el Líbano sangra. Cientos de muertos, en los cuales niños y viejos. Esa es la situación del Líbano, día tras día el gran crimen que Israel prosigue impunemente usando armas prohibidas y su ley preferida de la jungla moderna al alba de un tercer milenio mundializado.

 
CARTA ABIERTA AL SECRETARIO GENERAL DE LA ONU
 
 
Poetas del Mundo, a continuación reproducimos la “Carta Abierta al Secretario General de la ONU”, cuya autoría es de nuestro Embajador para el Mundo Árabe, el poeta Youssef Rzouga, frente a la barbarie que se desata en el medio oriente.
 
Nosotros, Poetas del Mundo, no podemos callar ante las atrocidades que se están cometiendo.
 
Nosotros, Poetas del Mundo nacimos para con nuestra voz salvar la humanidad amenazada, es hora de actuar, es hora de decir NO más crímenes.
 
Hoz llamo a actuar y solidarizar con los pueblos que sufren. Todos “…creyentes o no creyentes, ateos o religiosos, justos o equivocados, pero de este lado de la VIDA…” todos estamos convocados a defender la vida.
 
Poetas del Mundo, el mundo nos reclama…!

¡VIVA LA VIDA!



Carta abierta al Secretario General de la ONU:

Palestina bajo el fuego al igual que el Líbano: bajo el pretexto de una conducta muy política de cada parte, incluso de todas las partes, la simbiosis de los territorios medio-orientales no es más que un campo de batalla minado por los aplausos de los Otros y bajo esta tempestad de aplausos y al cabo de días, se extermina a todo un pueblo, incluso a los poetas y a los profetas.

Demasiados discursos, hay que actuar:

¿De qué sirve avivar una tal furia en este estado adoptivo o crear furia al otro, en contraparte?

Nosotros, Poetas del Mundo, preocupados de esta guerra atroz desequilibrada y que no cesa de apuntar a todo un pueblo libre e independiente con el fin de abolir, se reclama intrínsicamente la paz y la soberanía de la razón a favor del ser humano libanés, palestino, o poco importa! Con el fin de que todo se incline a su espacio vital, lejos de toda amenaza de tempestad o del garrote.

Nosotros, Poetas del Mundo: de Edgar Allan Poe a Joumana Haddad, pasando por todos los otros poetas muertos o vivos, célebres o desconocidos, rechazamos esta agresión que transgrede salvajemente las convenciones internacionales por los múltiples actos criminales contra la humanidad, puesto que las tropas israelitas sitian en la ocurrencia al Líbano con una cintura infernal debido a los bombardeos del aeropuerto internacional de Beirut al igual que las reservas de combustibles y del gas; están cortando todas sus venas al bombardear los puentes y las rutas, impidiendo así todo acto de socorro a la población sitiada. Aprovechando la superioridad militar y el apoyo incondicional de los Estados Unidos, Israel trata de destruir todo a su paso: Las masacres están por doquier y por todas partes el silencio reina mientras el Líbano sangra. Cientos de muertos, en los cuales niños y viejos. Esa es la situación del Líbano, día tras día el gran crimen que Israel prosigue impunemente usando armas prohibidas y su ley preferida de la jungla moderna al alba de un tercer milenio mundializado.

Señor,
Nosotros, poetas del Mundo, nosotros le pedimos una sola cosa: obligue a Israel a detener sus crímenes; salve por favor la rosa libanesa; la vida de un pueblo que ama la vida, la justicia y la libertad.

Youssef Rzouga
Embajador para el Mundo Árabe
Poetas del Mundo

An Open Message to the General Secretary of the UN.


Save The Lebanese rose!

Palestine is burning, and Lebanon too.
Under the pretext of the policy of superior wisdom issued from this side or that, but from all sides, it seems that the Middle Eastern Good Neighborhood is not but a conflict field mined with the cries of the 'Others', ' whenever, with time, and in the midst of this stormy cries, a whole people is totally destroyed in accordance to the poets and the prophets.

Now let's stop talking, for we ought to have something done.

What is the use of such madness that blazes out of an adopted country or by any other party, in return?

We, the Poets of the World who are concerning with this fierce and unequal war which keeps targeting a free and independent people aiming its extermination, we deeply look for nothing but peace and dominance of mind for the sake of the Lebanese, Palestinian, and Iraqi citizen, and also for any other human so as to live and let live with his vital field away from any threat whether by launching or via waving with the stick.
We the Poets of the World, starting with Edgar Allan Poe and ending with Joumana Haddad, passing by all the poets in the world, dead and alive, famous or infamous, absolutely refuse this savage attack that extremely violates the international treaties by brutality through committing such criminal actions against the humanity as long as the Israeli armies besieging Lebanon with a hell belt and bombarding her infrastructure and cutting out her arteries by damaging the bridges and roads and by prevention of each aid to those poor besieged citizens .

Israel insists to sabotage every thing, proud of her own martial superiority and the unconditioned support of The United State. Massacres everywhere and fatal silence spreads about, where Lebanon is bleeding and giving her martyrs in hundreds, where most of them are children. This is the very current situation of Lebanon, days after days pass on within the horrible crime that Israel keeps committing so fiercely using banned weapons, as if jungle law is judging this third globalized millennium.

And we the world poets, ask you, the General Secretary of the UN, nothing but one mere thing, we ask you to force Israel to stop her crimes. PLEASE SAVE THE LEBANESE ROSE, save the life of a people who loves the life, the justice and the freedom.

The ambassador of Poets of the World
the Arab world representative
Youssef Rzouga

Ariasmanzo [Luis Arias Manzo]
Secretario General de Poetas del Mundo

Lettre Ouverte au Secrétaire Général de l’ONU :


Palestine brûle ainsi que Liban : sous prétexte d’une conduite très politique de part et d’autre voire de toutes parts, la symbiose des territoires moyen-orientaux n’est qu’un champ de bataille miné par les applaudissements des Autres et sous cette tempête d’applaudissements et au fil des jours, s’anéantit tout un peuple y compris les poètes et les prophètes.
Assez parlé, il faut agir :
A quoi sert d’aviver une rage pareille chez cet état adoptif ou de faire rage chez l’autre, en contrepartie ?
Nous, Poètes du Monde, soucieux de cette atroce guerre déséquilibrée et qui ne cesse de viser tout un peuple libre et indépendant afin de l’abolir, on plaide intrinsèquement la paix et la souveraineté de la raison en faveur de l’être humain libanais, palestinien ou peu importe ! afin que tout s’acclimate à son espace vital , loin de toute menace de Tempête ou du Bâton.
Nous, Poètes du Monde:d’ Edgar Allan Poe à Joumana Haddad, tout en passant par tous les autres poètes morts ou vivants, célèbres ou inconnus, refusons cette agression qui transgresse sauvagement les conventions internationales par les multiples actes criminels contre l’humanité puisque les troupes israéliennes encerclent en l’occurrence le Liban d'une ceinture infernale due aux bombardements de l'aéroport international de Beyrouth ainsi que des réserves d'essence et de gaz ; ils coupent toutes ses veines en bombardant les ponts et les routes, empêchant ainsi tout secours aux citoyens cernés. Israël tente de détruire tout sur son passage, profitant de sa supériorité militaire et de l'appui inconditionnel des Etats-Unis : les massacres sont partout et partout le silence règne pendant que Liban saigne. Des centaines de morts, dont des enfants et des vieillards. Telle est la situation du Liban, des jours et des jours après le grand crime qu'Israël poursuit impunément en utilisant ses armes interdites et sa loi préférée de la jungle moderne lors d’un troisième millénaire mondialisée.
Monsieur,
Nous, Poètes du Monde, nous vous demandons une seule chose : obligez Israël à arrêter ses meurtres ; sauvez S.V.P la rose libanaise ; la vie d’un peuple qui aime la vie, la justice et la liberté.

Youssef Rzouga
Ambassadeur pour le Monde Arabe
Poètes du Monde



 

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#79 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Mié, 26 de Jul, 2006 10:31 pm
Asunto: As últimas falácias sobre as eleições da Carta Maior
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----- Original Message -----
From: alyda
 
As últimas falácias sobre as eleições

Há uma interpretação quase unânime de que a ascensão de Heloisa Helena nas pesquisas favorece Alckmin e ameaça Lula. Essa avaliação nasce mais da impossibilidade, até o momento, da candidatura do candidato tucano tornar-se auto-sustentável.

Nas últimas semanas cresceram as tentativas de definir, no grito, como se diz, os rumos e as interpretações sobre as eleições.

A primeira e a mais grosseira delas – mas logo acolhida pelas manchetes principais da imprensa – foi a de vincular o PCC ao PT. Não colou. Em primeiro lugar, nada foi investigado. Tratava-se apenas de gerar frases impressionantes para os que só lêem as manchetes nas bancas ou em casa, e para aproveitamento posterior, se autorizadas, em programas de TV no horário eleitoral.

É até possível que o PCC tenha algum rancor contra o PSDB. É difícil medir isso com precisão. Afinal de contas, um dos aspectos mais graves da situação da segurança pública em São Paulo, é a de que ela deixou de ser pública. Ninguém sabe o que aconteceu nem o que está acontecendo. Os tempos da ditadura militar nos legaram o triste espólio dos desaparecidos. Em São Paulo enfrentamos a realidade dos invisíveis: quem morreu? Por que morreram os que morreram? Houve acordo do governo com o PCC? Parece que sim, mas...

O mas... é o aspecto mais complicado da questão, porque permite uma profusão de hipóteses, uma mais sinistra do que a outra. A mais abrangente é a de que haveria na verdade um acordo antes da remoção dos presos para Presidente Venceslau no começo de maio. Essa remoção foi, na verdade, a ruptura do acordo que haveria, daí os ataques de 12 de maio, que seriam uma retaliação.

Depois a situação fica mais confusa ainda. Não se sabe até hoje a identidade de vários dos mortos, nem seu número exato, nem por que nem como morreram, há informações sobre execuções que ficam sem investigação apropriada.

Mas essa situação caótica, provocada por uma política de segurança pública completamente inadequada do ponto de vista conceitual e anacrônica, como foi a de São Paulo faz muito tempo, jamais favoreceu partido algum de esquerda em eleições. Ao contrário, ela favorece tradicionalmente a direita. Se alguém sair favorecido dela será ainda a coorte dos que pregam as políticas truculentas, a construção de megapresídios e outras soluções aparentes, na verdade, mega becos sem saída.

A mais recente tentativa na mídia é semelhante a esta: trata-se de colar no PT e no governo Lula tudo o que diz respeito a “sanguessugas” e a só agora badalada máfia das ambulâncias. Novamente há indícios muito sérios de que isso vinha de antes. Mas não interessa, o que importa é malhar o governo. E na esteira vêm outros comentários da mesma laia. Israel arrasa o Líbano e atrapalha a saída de brasileiros? É uma humilhação para o governo Lula! A rodada Doha empacou, estão todos desesperados, uma representante dos EUA saiu batendo as portas: não importa, o fracasso foi da política do governo Lula! E por aí se vai.

Mas o caso mais interessante dos últimos tempos foi o da interpretação da ascensão nos votos da senadora Heloisa Helena. É certo que ela foi catapultada por um auxílio da mídia. Mas o que ela capta tem motu próprio, ainda que ela capte votos em águas muito diferentes entre si. Uma parte do seu voto vem do auto-descontentamento petista; outra parte vem de um descontentamento fluido e generalizado; há um voto feminino; e há um voto de direita, baseado no eterno moralismo que divide a cena política em “bons” e “maus” administradores e assim “naturaliza” as diferenças políticas dos projetos, sempre a favor daqueles que nada querem mudar e criam um véu de aparência ética em torno de suas atitudes, que protegem, no fundo a imoral desigualdade da sociedade brasileira.

Essa captação de votos em várias águas tem mais a ver com a atuação ambígua da própria senadora que ora dá duas no prego, ora três na ferradura, do que com qualquer outra coisa. De um lado, faz um discurso à esquerda, atacando as concessões da política econômica aos valores do mundo financeiro; de outro, faz um discurso à direita, quando, por exemplo, diz que no seu governo nem Bush nem Chávez mandarão no Brasil.

Mas esse movimento ganhou uma interpretação quase unânime de que favorece Alckmin e ameaça Lula. Essa interpretação nasce mais da impossibilidade, até o momento, da candidatura de Alckmin tornar-se auto-sustentável. Até pode ser que eventualmente uma parcela ponderável de eleitores de Heloísa Helena venha a votar em Alckmin num segundo turno. Mas esses seriam eleitores que jamais votariam em Lula; são eleitores que estão descontentes com a própria candidatura tucana, seja lá por que razão for. O que não se cria, até o momento, é a hipótese de que a candidatura tucana mais necessitaria, que é a de migração de votos de Lula para Alckmin através de Heloísa Helena, além da migração direta de um para o outro.

Há um esforço no ar, na mídia e fora dela, de fazer de Alckmin o Felipe Calderón do Brasil. Felipe Calderón foi o candidato conservador que, saindo de um percentual menor nas pesquisas iniciais empatou no final com López Obrador, o candidato de esquerda, e num pleito conturbado e com indícios graves de fraude, venceu por pequena margem no final. Nessa disputa os votos nulos pregados pelos zapatistas e o voto centrista dado à candidata Mercado (1,2 milhões de votos, quando a diferença de votos entre Calderón e Obrador ficou em 250 mil votos num universo de 60 e tantos milhões), foram decisivos.

Mercado se apresentava como uma candidatura mais contestadora do “sistema político”, baseada em movimentos sociais de classe média, voto feminino, voto verde, e outros. No caso, a atuação combinada de Mercado e dos zapatistas cortou o contato de Obrador com setores importantes nas franjas do eleitorado que poderia ser seu, e foi decisiva na eleição.

A senadora e seu discurso estão assim entre o dos zapatistas (embora não peçam o voto nulo, mas no sentido de embargar o caminho do candidato que está pegado ao seu no espectro político) e o de Mercado (pegando o voto difuso de uma classe média que não se identifica, por várias razões, com o voto nos candidatos a que tendem as maiorias polarizadas).
Como a senadora é uma, e não duas opções, como ocorreu no México, ela terá, no curso dos acontecimentos, que escolher, porque uma das mostras que essas eleições estão trazendo é a de que o eleitorado está muito mais polarizado em torno de proposições definidas do que querem apresentar os nossos tradicionais “formadores de opinião”. Se for para a esquerda, definirá melhor o patamar ideológico sobre o qual dizem se afirmar ela e seu partido; se for para a direita ou ficar na indefinição, fará jus ao certificado de udenista rediviva cuja ameaça paira sobre sua cabeça.

Uma outra dimensão em que as esquerdas – como um todo – precisam atentar é para a internacionalização dessas eleições brasileiras. Nunca a platéia internacional esteve tão atenta e tão engajada na nossa cena nacional. É artigo do Financial Times para cá, do Wall Street Journal para lá, é avaliação de casa bancária de um lado, de agência de avaliação econômica do outro, é impressionante. O mundo – o da esquerda e o da direita – sabe que a eleição brasileira é decisiva em escala mundial. Por isso também os representantes da ideologia neoliberal no Brasil se empenham tanto em desmoralizar a política externa do governo Lula e apresentar o seu interessante sucesso como um retumbante fracasso, no varejo e no atacado.

Num quadro desses não se pode entrar numa campanha com espírito paroquial, pensando apenas em picuinhas micuins, que é o que a direita faz, enquanto não mostra como pretende administrar a grande fatia do bolo: neutralização das políticas sociais, engajamento internacional subordinado, manutenção dos velhos cacicatos nas regiões definidas como “atrasadas” e dos novos nas definidas como “modernas”.
Uma coisa, de tudo isso, é certa: no presente contexto, candidaturas de direita carecem de luz própria para o conjunto mais amplo da população. Dependem de quem lhes queira emprestar alguma.



Flávio Aguiar é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e editor da TV Carta Maior.


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#80 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Lun, 24 de Jul, 2006 10:33 pm
Asunto: Lágrimas do Líbano - Sandra Rahal
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Quem o Lí¢¡no conhece
Dele jamais esquece
Da beleza de suas praias
A grandiosidade de suas montanhas
Das flores nos campos em coloridos mil
Hoje cobertas de lá§²imas e sangue
Por motivos t㯠vil .

Hoje o Lí¢¡no chora ,
Seu c鵠n㯠頭ais azul anil
Vermelho chama da cor do sangue
Tingiu a  terra e o firmamento
Pintores da dor e do tormento
Sem brilhantismo e sem sentimentos
Desbarataram esse paí³ .

Terra de  feiti篠e magia
De m? e alegria
De um povo feliz e amigo
Esse algoz inimigo
Que busca apenas o poder ,
Tenta saquear  o que n㯠頳eu .

Visando n㯠o progresso,
mas apenas saciar seus desejos
 Bebem as lá§²imas de dor , buscando
o ouro negro ,ouro que Deus n㯠lhes deu .
Mas a justi硠suprema nunca falhou e nem falharᠼBR>Pois libanense 馮bsp; valente
E mesmo com o peito em dor ,
 por sobre as lá§²imas  caminha
mostra a dignidade , a forç¡ e a coragem
E esses pintores algozes ,
E , com a forç¡ da Justiç¡ Suprema , mesmo num grito  de dor
Levantará µm dia, 
E com a mesma energia
Retornará ¡ sua paisagem
Com muito brilho e cor ! 

Sandra Rahal

Porto Alegre / RS

24/07/2006 

Quien Lí¢¡no conoce
De 鬠jam᳠ olvida
De la belleza de sus playas
La grandiosidad de sus monta񡳠
De las flores en los campos en coloridos mil
Hoy cubiertas de lá§²imas y sangre
Por motivos tan vil .
Hoy Lí¢¡no llora ,
Su cielo ya no es azul a񩬼BR>Rojo llama del color de la sangre
Tiñ³  la tierra y el firmamento
Pintores del dolor y del tormento
Sin brillantez y sin sentimientos
Desbarataron ese paí³ .
Tierra de hechizo y magia
De m? y alegrí¡ 
De un pueblo feliz y amigo
Ese algoz enemigo
Que recoge s󬯠el poder ,
Intenta robar lo que no es suyo .
Visando no el adelanto,pero s󬯠saciar sus antojos
Beben las lá§²imas de dolor , recogiendo el oro negro ,oro que Dios no les dio .
Pero la justicia suprema nunca falló ¹ ni fallará ¼BR>Pues libanense es valiente 
Y a?n el pecho en dolor ,
por sobre las lá§²imas camina muestra la dignidad ,
la fuerza y el coraje
Y esos pintores algozes ,
Y , con la fuerza de la Justicia Suprema ,
 a? un grito de dolor Levantará µn dí¡¬
Y con la misma energí¡ 
Retornará ³u paisaje
Con mucho brillo y color ! 

 
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Cremos no perd㯠dos pecados, na salva磯 presente e perfeita, e na eterna justifica磯 da alma, recebida gratutitamente, de Deus, atrav鳠de Jesus, At 10.43; Rm 10.13; Hb 7.25; 5.9; Jo 3.16.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
                                              
 
 
 

 

 

 
 
 
                                              
 
 
 

 

 

 

#81 De: TDPC-UNMSM@...
Fecha: Lun, 31 de Jul, 2006 3:06 am
Asunto: Documento - PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
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Documento   : PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
Descripción : LA RELACION JURIDICO MATERIAL DEL PROCESO CONSTITUCIONAL

#82 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Dom, 30 de Jul, 2006 4:05 pm
Asunto: Bombas "inteligentes" para matar crianças/ Mulheres abraçaram os filhos em Qana ..para tentar protegê-los da morte.
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 Internacional

30/07/2006 - 12h27
Mulheres abraçaram os filhos em Qana durante ataque para tentar protegê-los da morte

BEIRUTE (AFP) - As mulheres abraçaram os filhos para protegê-los da morte, mas este último e inútil escudo não foi suficiente no abrigo de Qana, uma cidadezinha que já havia sofrido há 10 anos um bombardeio israelense que matou uma centena de civis.

Os corpos de mães, vestidas com calças compridas estampadas de flores, estavam deitados no chão, com os olhos aterrorizados; morreram estreitando os filhos nos braços, comprovou a correspondente da AFP.

Do prédio situado no sopé de uma colina recentemente terminado, resta apenas um terceiro andar num equilíbrio precário.

O proprietário, um plantador de tabaco conhecido como Abbas Hachem, adaptou um porão no prédio, onde se haviam refugiado vizinhos e dezenas de portadores de deficiência mental e física. Havia 63 pessoas lá, entre elas 34 crianças, afirmou à AFP Fares Attiyah, encarregado do abastecimento do abrigo.

"Vi mulheres em posição fetal, coladas à parede, pensando que o tabique as protegeria quando, na realidade, aconteceu o contrário. Sua escolha foi fatal, essas paredes caíram sobre elas", conta entre soluços Naim Rakka, responsável pela equipe da Defesa Civil enviado ao local.

Segundo ele - o que não pôde ser comprovado com fontes independentes - houve uma primeira bomba e depois uma outra que implodiu o edifício.

Voluntários trabalhavam com as mãos para tirar debaixo das ruínas os corpos cobertos de poeira. Tiravam corpos de crianças de pijama e os cobriam com um cobertor levando-as depois a uma casa ao lado.

"Houve um primeiro bombardeio à 01H00 local (22H00 GMT de sábado). Algumas pessoas deixaram o prédio e, minutos depois, um segundo bombardeio que só deixou escombros. Havia 63 pessoas, das famílias Chalhub e Hachem", confirmou Ghazi Aidibi.

"Depois do bombardeio, a poeira cobria tudo. Não se via mais nada. Consegui sair com duas crianças e tudo desabou. Há vários membros de minha família dentro e acho que não há sobreviventes", declarou comovido Ibrahim Chalhub, de 26 anos.

"O bombardeio foi tão intenso que ninguém podia se mover. As tarefas de resgate só começaram com a manhã adiantada", declarou ele, um dos poucos sobreviventes.

"Tirei meu filho e deixei meu marido, Mohammad Chalhub, um paraplégico de 35 anos, no prédio porque não podia carregá-lo. Mas quando fui tirar minha filha que havia deixado no abrigo já era muito tarde, o prédio estava destruído", contou Rabab.

Alguns vizinhos não poupavam as expressões de ira contra os americanos. O presidente George W. "Bush bebe seu whisky enquanto nós contamos o número de mortos", gritava histérico um morador que perdeu vários familiares. Outros chamavam os israelenses de "assassinos".

Em meio às tarefas de resgate no local, onde várias dezenas de casas estavam destruídas, a aviação israelense prosseguia os bombardeios nos arredores de Qana, segundo a jornalista da AFP.

Qana já foi cenário de um sangrento bombardeio israelense durante a operação "Vinhas da Ira" no dia 18 de abril de 1996, na qual morreram 105 civis que haviam se refugiado num posto da ONU e outros 300 ficaram feridos.

enviado por Maria Luiza Tonelli


30/07/2006 - 11h10

Massacre em Qana
 
Javier Otazu Beirute, 30 jul (EFE).- O massacre de Qana, onde teme-se que 55 pessoas tenham morrido, causou o cancelamento da visita da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ao Líbano e levou às ruas de Beirute milhares de manifestantes que destruíram a sede da ONU na capital libanesa.

Segundo a Cruz Vermelha libanesa, que recolheu o testemunho de um xeque (autoridade religiosa) de Qana, no sul do Líbano, havia 63 pessoas no edifício bombardeado pela aviação israelense, das quais apenas oito foram resgatadas com vida no começo da manhã.

Às 14h (8h de Brasília), o porta-voz da Cruz Vermelha libanesa, George Katani, disse à Efe que os serviços de resgate de várias instituições tinham recolhido 25 cadáveres, 16 deles de crianças.

As televisões libanesas e árabes mostraram várias imagens destas crianças que jaziam inertes entre os escombros, quase todas de pijama, pois supostamente foram surpreendidas durante o sono pelos bombardeios.

"Filme isto para os europeus e os americanos. É isto a civilização que nos trazem?", gritava para as câmeras da emissora "LBC" um homem com uma menina morta em seus braços.

"Isto é um açougue, um açougue", gritavam mulheres da cidade, situada a cerca de 20 quilômetros de Tiro.

O ministro do Interior do país, Ahmed Fatfat, disse que o edifício era utilizado como abrigo no povoado, outras vezes duramente castigado por bombardeios.

Em um tentativa de se eximir da culpa pela tragédia, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse hoje que o Exército, por meio de panfletos, tinha avisado os moradores de Qana para deixar a cidade devido à iminência de bombardeios, posto que o comando israelense alega que o Hisbolá utiliza a localidade como base de operações.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, ao saber das notícias do bombardeio em Qana, cancelou a visita que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, iria fazer ao Líbano.

"Não há espaço neste dia triste para nenhuma discussão que não seja um cessar-fogo imediato e incondicional, assim como uma investigação internacional dos massacres israelenses no Líbano já", disse Siniora aos jornalistas.

A visita de Rice não tinha sido oficialmente anunciada, mas o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tinha dito ontem que enviaria Rice à região para falar com israelenses e libaneses sobre uma possível solução para a crise.

Os EUA, alinhados com Israel, se recusam, por enquanto, a exigir um cessar-fogo imediato como princípio de qualquer tipo de negociação, como pede o Líbano.

Pouco antes do meio-dia, enquanto organizações humanitárias e jornalistas se deslocavam o mais rápido possível para Qana para investigar o ocorrido, milhares de manifestantes saíam para o centro de Beirute para manifestar sua raiva convocados espontaneamente pelo Hisbolá.

Os manifestantes se concentraram em frente à sede a ONU em Beirute, um edifício moderno, envidraçado e rodeado por muros de concreto, o que não impediu a invasão de dezenas de pessoas, que destruíram vidros, palmeiras, computadores, cadeiras e mesas.

Os funcionários da ONU, que na hora estavam dentro do prédio, tiveram que buscar refúgio nos porões. A destruição só acabou quando o presidente do Parlamento, Nabih Berri, ocasional aliado do Hisbolá nestes dias, pediu calma aos manifestantes pelo bem do Líbano.

A manifestação continuou nos arredores do edifício e pelas ruas de Beirute.

"Nasrallah, destrua Tel Aviv", "Morte à América", "Todos somos a Resistência", gritavam os manifestantes, muitos dos quais carregavam cartazes com mensagens como "Que culpa têm as crianças?" ou "Suas bombas inteligentes matam crianças".


O Yahoo! está de cara nova. Venha conferir!

#83 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Vie, 28 de Jul, 2006 10:39 pm
Asunto: Protestos no Mundo Inteiro: Protestos do Cineastas Israelense; Carta de um cidadão israelense; e Protesto da Rede Mundial de Juristas
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CARTA AOS CINEASTAS PALESTINOS E LIBANESES

 

Na ocasião da abertura da Bienal do Cinema Árabe em Paris (22 de julho

de 2006)

 

Nós, cineastas israelenses, saudamos todos os cineastas árabes

reunidos em Paris para participar da BIENAL DO CINEMA ÁRABE. Por

intermédio de vocês, queremos enviar uma mensagem de amizade e

solidariedade aos nossos colegas Libaneses e Palestinos que estão

atualmente acossados e sendo bombardeados pelo exército de nosso país.

 

Nós somos categoricamente contra a brutalidade e a crueldade da

política israelense, intensificadas ao máximo nas últimas semanas.

Nada pode justificar a continuidade da ocupação militar, do cerco e da

repressão na Palestina. Nada pode justicar o bombardeio de populações

civis e a destruição das infraestruturas no Líbano e na Faixa de Gaza.

 

Permitam-nos dizer a vocês que os seus filmes, aos quais fazemos tudo

para assistir e circular entre nós, são muito importantes para os

nossos olhos. Esses filmes nos ajudam a conhecer e a comprender vocês.

Graças a esses filmes, os homens, as mulheres e as crianças - que

sofrem em Gaza, em Beirute e em todos os lugares em que nosso exército

exerce sua violência - , têm, para nós, nomes e rostos. Queremos

agradecer-lhes por terem feito esses filmes. E também encorajá-los a

continuar a filmar, apesar de todas as dificuldades.

 

No que diz respeito ao nosso trabalho, mantemos o compromisso de

expressar - por meio de filmes, de ações pessoais e de voz elevada - ,

nossa oposição categórica à ocupação militar israelense. E de

expressar também nosso desejo de liberdade, justiça e igualdade para

os povos da região.

 

Nurith Aviv / Ilil Alexander / Adi Arbel / Yael Bartana / Philippe

Bellaiche / Simone Bitton / Michale Boganim / Amit Breuer / Shai

Carmeli-Pollack / Sami S. Chetrit / Danae Elon / Anat Even / Jack

Faber / Avner Fainguelernt / Ari Folman / Gali Gold / BZ Goldberg /

Sharon Hamou / Amir Harel / Avraham Heffner / Rachel Leah Jones /

Dalia Karpel / Avi Kleinberger / Elonor Kowarsky / Edna Kowarsky /

Philippa Kowarsky / Ram Loevi / Avi Mograbi / Jud Neeman / David Ofek

/ Iris Rubin / Abraham Segal / Nurith Shareth / Julie Shlez / Eyal

Sivan / Yael Shavit / Eran Torbiner / Osnat Trabelsi / Daniel Waxman /

Keren Yedaya

 

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Yo los acuso a ustedes !

Tsilli Goldenberg, ciudadano israelí, Axis of Logic


Julio 25 del 2006, 06:20


Tsilli Goldenberg, ciudadano israelí
Julio 24 del 2006.

Yo, Tsilli Goldenberg, ciudadano israelí
 
Los acuso a ustedes - Ehud Olmert, Primer Ministro de Israel, Amir Peretz, Ministro de Defensa, Dan Halutz Jefe del Estado Mayor israelí, de perpetrar esta bestial, bárbara masacre en el Líbano.
 
Los acuso de cometer crímenes de lesa Humanidad contra los palestinos. Los acuso de abandonar a nuestros soldados, cuando sus vidas podrían ser salvadas a través de negociaciones, y los acuso de comenzar una guerra injustificada en mi nombre.
 
Haniya, el Primer Ministro del Pueblo Palestino, estaba dispuesto a negociar con nosotros no sólo la vuelta de P.O.W Gilaad Shalit, sino un alto el fuego a largo plazo, el que proveería SEGURIDAD y sensatez a los pueblos de Israel y Palestina. Ustedes se rehusaron.
 
Nasrallah estaba dispuesto a negociar la vuelta de los soldados raptados en el norte. Ustedes se negaron.
 
En cambio ustedes han puesto en peligro las vidas de cientos de miles de israelíes, ustedes han causado la muerte de 27 israelíes, [hasta ahora], civiles y soldados,
Ustedes han  perpetrado la masacre de más de 350 libaneses , muchos de ellos niños, ustedes han convertido a 500.000 libaneses en refugiados, y ustedes siguen asesinando y privando de comida a los niños palestinos, solamente porque ellos viven en su país.
 
Los palestinos no son mis enemigos, ni lo son los libaneses. Ustedes, se han vuelto mis enemigos. Y yo los combatiré, y del mismo modo lo harán otras muchas personas cuerdas en todo el mundo.
 
Tsilli Goldenberg, Masarik 11, Jerusalén 93106 Israel
 
Mario Lopez Ibañez 
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 RED MUNDIAL DE JURISTAS POR UN MUNDO MEJOR

22 de julio de 2006.

 

Fundada el 13 de abril de 2006.

 

Asociaciones fundadoras:

 

  1. Asociación Internacional de Juristas Demócratas (AIJD)
  2. Asociación Americana de Juristas (AAJ)
  3. Asociación Latinoamericana de Abogados Laboralistas (ALAL)
  4. Gremio Nacional de Abogados de los Estados Unidos (NLG)
  5. Asociación Nacional de Abogados Democráticos de México (ANAD)
  6. Asociación Brasileña de Abogados Laboralistas (ABRAT)
  7. Unión Nacional de Juristas de Cuba (UNJC)  

DECLARACIÓN DE LA AAJ CONDENANDO LOS ATAQUES DE ISRAEL EN EL LÍBANO:

 La Asociación Americana de Juristas, organización no gubernamental con estatuto consultivo en el Consejo Económico y Social de las Naciones Unidas ECOSOC) condena las acciones militares llevadas a cabo por Israel contra el Líbano. La destrucción de infraestructuras, el alto número de civiles muertos y heridos, y el bloqueo marítimo, aéreo y terrestre y amenazas a otros países en la región por parte de Israel, confirman su política y accionar terrorista, tal como lo viene practicando en Gaza y Cisjordania, lo que agrava el peligro de una guerra que se extienda a todo el Medio Oriente. El hecho de que Hezbolá haya tomado prisioneros a dos soldados de Israel, que a su vez mantiene como prisioneros en sus cárceles a miembros de dicha organización, no justifica la violación a la soberanía e integridad territorial del Líbano. Estas acciones configuran los crimenes de agresión y contra la humanidad que violan la Carta de Naciones Unidas, todos los pactos internacionales de derechos humanos y las Convenciones de Ginebra. Repudiamos el apoyo del gobierno de los Estados Unidos a la nueva ola de agresión de Israel, dando la luz verde para sembrar más tragedia, terror y pérdidas humanas y económicas.

Llamamos a las Naciones Unidas a intervenir y poner fin a las agresiones israelíes.

 

Por tanto, la Asociación Americana de Juristas, llama a las Naciones Unidas a intervenir y supervisar:

1. Un inmediato cese de fuego y de la agresión de Israel contra el Líbano, y el retiro de todas sus fuerzas armadas del espacio territorial, aéreo y marítimo del Líbano y que se respete su soberanía e integridad territorial.

2. Una solución negociada, para el intercambio de prisioneros;

3. Que Israel se responsabilice por las pérdidas humanas y materiales causadas por su agresión en el Líbano.

 

julio de 2006

Dra. Clea Carpi da Rocha-Presidenta AAJ

Dra. Vanessa Ramos-Secretaria General

Dr. Beinusz Szmukler’Presidente Consejo Consultivo

 


#84 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Lun, 31 de Jul, 2006 10:19 pm
Asunto: Importante e lúcido texto de Marta Guerra. Vale ler até o final. "TOLERAR O INTOLERÁVEL É TORNAR-SE CÚMPLICE"
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Importante e lúcido texto de Marta Guerra. Vale ler até o final.
 
 
“Tolerar o sofrimento dos outros, tolerar a injustiça de que não somos vítimas, tolerar o horror que nos poupa não é mais tolerância: é egoísmo, é indiferença, ou pior. Tolerar Hitler era ser seu cúmplice, pelo menos por omissão, por abandono, e essa tolerância era já colaboração.” (Comte-Sponville)

 


TOLERAR O INTOLERÁVEL É TORNAR-SE CÚMPLICE

 

Marta Guerra

Jornalista – DRT 297-RN

 

 

 

 

É verdade que o mundo  tornou-se  insensível às tragédias humanas. A distância entre nosso Eu anestesiado pela avalanche de informações, pelo consumismo e pelo comodismo e aquele Outro que sofre exclusão, fome e miséria funciona como um escudo que protege nossa sensibilidade da dor por algo que julgamos fora do nosso alcance resolver. Até certo ponto, isto é um mecanismo de defesa da Vida, porque ela quer viver apesar de tudo o que conspira contra ela. Contudo, há coisas cuja magnitude provoca a penetração para além desse escudo e, se ainda nos resta alguma sensibilidade, exige uma tomada de posição. Porque se o nosso egoísmo nos impede desta tomada de posição, nos impede também de ter dignidade, considerada por Kant como o diferencial dos seres humanos face às outras espécies animais.

 

A presente situação do Líbano é paradigmática disto. A assimetria de forças e de tecnologia nesta guerra (não digo injusta, porque seria um pleonasmo. Não existem guerras justas) que sob o pretexto de deter o Hezbollah está destruindo toda a infra-estrutura de um pequeno país menor que o Estado de Sergipe e a indiferença do mundo aos efeitos colaterais representados pela morte e pelo êxodo de centenas de civis inocentes, como que legitima a barbárie e o retrocesso da nossa humanidade. O bombardeio  do 30 de julho que destruiu um prédio de quatro andares em Canaã que abrigava refugiados na sua maioria mulheres e crianças deve ser este ponto de não retorno para que nos posicionemos ante a barbárie, quando mais não seja, porque se a legitimarmos amanhã poderemos ser suas vítimas.

 

É fora de dúvida que Israel tem o legítimo direito de defesa. Mas este direito só deve ser exercido dentro de certos limites e sobretudo guardar proporcionalidade com o ataque sofrido. Se o que aquele Estado deseja é a entrega dos dois soldados capturados numa operação militar pelo Hezbollah com o objetivo de troca de prisioneiros, é evidente a desproporcionalidade de destruir todo um país e matar  (até agora)  mais de 700 civis para conseguir de volta esses dois soldados. Esta desproporcionalidade é por si mesma reveladora de que este pretexto não é o móbile da guerra, mas de que ela está ligada a  objetivos maiores, como diz Bush,  conectados a outros interesses.

 

Continuo acreditando que a situação do Oriente Médio só se resolverá SE, e QUANDO, potências estrangeiras alheias ao conflito deixarem de tirar proveito da situação em benefício próprio e às custas de vidas que consideram insignificantes. Em segundo lugar, SE, e QUANDO,  todas as partes envolvidas aceitarem um diálogo franco e sobretudo verdadeiro através do qual cada parte reconheça seus erros e aja concretamente de modo a redimi-los. A destruição do Líbano ocorre justamente quando o Hezbollah, o Hamas e o Fatah haviam se mostrado dispostos a reconhecer ao Estado de Israel o seu direito de existir legitimamente, em troca da paz e da demarcação do território palestino como previsto na resolução n° 181 da ONU que em 1948 criou o Estado de Israel, destinando-lhe 56% do território Palestino e reservando 44% desse mesmo território para a criação do Estado Palestino. Estamos em 2006, o Estado Palestino ainda não existe sequer informalmente e pior: a sua área foi reduzida a cerca de 20% da partilha original por força das anexações unilaterais praticadas por Israel. Evidentemente, os próprios palestinos já reconhecem que terão de fazer concessões sobre estes territórios ocupados, mas exigem que isto faça parte de negociações diplomáticas bilaterais e não que seja imposto pela força. É esta a reivindicação do Hamas e do Fatah, e ainda que enquanto pacifistas possamos discordar dos seus métodos não podemos deixar de reconhecer a justiça do seu pleito. Quanto ao Hezbollah, ele reivindica apenas a integridade do território libanês e a sua soberania. É por isso que não existem homens-bomba do Hezbollah  nem ações dessa organização contra civis fora do território libanês. Fora do Líbano há apenas incursões militares que objetivam resgatar libaneses feitos prisioneiros ou liberar as fazendas de Chebaa, no sul do país, ainda na posse de Israel.

 

Vale lembrar que da Resolução 273/49 que acolheu Israel como membro da ONU faz parte o seguinte: “...decide que Israel é um Estado amante da paz, que aceita as obrigações contidas na Carta e está capaz e desejoso de cumprir essas obrigações.” Evidentemente, entre estas obrigações não se encontra a destruição de um país vizinho nem o massacre de seus habitantes. É interessante recordar também que Hitler chamava de terroristas os partisans que resistiam à ocupação nazista da Itália e da França. Embora pintados como terroristas, os combatentes do Hezbollah  são na realidade patriotas que defendem seu já exíguo território, cuja culpa é somente a de ser uma das regiões mais férteis e mais bonitas do Oriente Médio. Além disso, o Hezbollah  é também um partido político que integra legitimamente a coalizão que governa o Líbano, sendo responsável por ações sociais no sul daquele país como a criação e a manutenção de escolas e de hospitais. É por esta razão que conta com o apoio da população por eles beneficiada, sendo um grave erro de cálculo da inteligência militar supor que culpar o Hezbollah pelo flagelo do Líbano iria fazer a população libanesa voltar-se contra ele.

 

O filósofo francês Michel Foucault diz que as relações de poder não se estabelecem sem a produção, a acumulação, a circulação e o funcionamento de discursos apresentados como verdadeiros. Diz também que a suposta verdade desses discursos é orientada pela vontade de verdade que distorce a realidade para adequá-la ao fim pretendido. Nessa questão do Oriente Médio isto pode ser observado de modo cristalino, pois são os interesses que orientam a imposição de um novo Oriente Médio segundo um desenho e objetivos traçados em confortáveis gabinetes de empresas e governos estrangeiros que usam as populações e as forças armadas daquela região como peças de um sangrento jogo de xadrez,  para ditarem as regras sujas de um jogo no qual sequer aparecem, muito menos se colocam na mira das armas químicas jogadas no Líbano ou dos katiushas atirados sobre Israel. É essa vontade de verdade que transforma patriotas em terroristas e vítimas em culpados, colocando a verdade ao lado da desrazão e da brutalidade e a razão ao lado da fantasia e da maldade.

 

Esta situação denuncia a patética impotência da ONU frente aos interesses da globalização e exige dos seres humanos que conservam um mínimo de dignidade que se posicionem e façam o que estiver ao seu alcance para denunciar a injustiça desse estado de coisas, exigindo um cessar-fogo imediato e incondicional como condição de possibilidade para qualquer negociação. Porque se não fizermos isto, além de ajudarmos a enfraquecer e deslegitimar a ONU estaremos também sendo cúmplices da barbárie.

Porque, como ensina Comte-Sponville, “Tolerar o sofrimento dos outros, tolerar a injustiça de que não somos vítimas, tolerar o horror que nos poupa não é mais tolerância: é egoísmo, é indiferença, ou pior. Tolerar Hitler era ser seu cúmplice, pelo menos por omissão, por abandono, e essa tolerância era já colaboração.”

 

Domingo, 30 de julho de 2006, dia do massacre de Canaã.

 

 


#85 De: TDPC-UNMSM@...
Fecha: Mié, 2 de Ago, 2006 10:56 am
Asunto: Documento - PONENCIA-UIGV-ORE CHAVEZ.doc
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Descripción : LA RELACION JURIDICO MATERIAL DEL PROCESO CONSTITUCIONAL

#86 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Vie, 4 de Ago, 2006 10:16 pm
Asunto: Denuncian abusos sexuales contra menores palestinos en cárceles israelíes.
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nota: Denuncian abusos contra menores palestinos en cárceles israelíes.
Enviado el Sábado, 08 noviembre a las 11:26:41 por sodepazadministrador

PALESTINA FDLPALESTINA escribió "El Club del Prisionero Palestino denunció que las autoridades carcelarias israelíes utilizan el abuso sexual como método para intimidar a los prisioneros palestinos – especialmente los menores de 18 años- con el objetivo de obligarlos a declarar.


La organización señaló que esas prácticas conducen a las víctimas a confesar actos que no habían cometido.

En un estudio publicado el 20 de octubre último dicho Club indicó que ese método inmoral se ha convertido en una base fija y una parte fundamental para presionar a los detenidos.

“Esas prácticas contradicen los principios de los derechos humanos, según los cuales se prohíbe el trato a los prisioneros con métodos que atenten contra su dignidad personal”, afirmó el informe.

Aseveró además que los casos seguidos en la investigación evidencian la práctica, en gran medida, del abuso sexual durante la Intifada de Al-Aqsa.
Las autoridades de la ocupación amenazan a los prisioneros con arrestar y violar a sus esposas y hermanas si no confiesan, denunció el informe que agregó que varios de los detenidos, especialmente los niños, fueron obligados a reconocer los hechos que se les imputaban.

Entre los casos estudiados que fueron blancos de violaciones se encuentran el menor Anas Ahmad Younis Al Jawabri de 16 años, de Hebrón, quien fue amenazado por un interrogador en la cárcel Itsion, lo que provocó en un gran pánico en la víctima, que lo llevó a reconocer forzosamente las acusaciones.

Igualmente, el niño Rakan Nosairat, de la ciudad de Jericó, fue violado por los soldados israelíes en la prisión de Ofar y posteriormente intentó suicidarse en dos ocasiones, mientras en la cárcel de Kadomim un soldado amenazó con violar al menor de 16 años, Orwah Kaadan, de la ciudad de Tulkarem. Acto seguido varios soldados abusaron sexualmente del prisionero.

El prisionero M.G, de Hebrón, quien permanece en la cárcel de Ofar, también fue violado por tres soldados el 8 de abril último, mientras lo trasladaban del desierto de Al Naqab a dicha prisión.

Los interrogadores del campo de concentración de Al Majnuna amenazaron el 15 de agosto de 2002 al prisionero Amjad Khader Abu Samra residente en Hebrón, con agredirlo física y sexualmente y expulsar a su familia a Gaza si no confesaba su “crimen”.

El prisionero M.S., de 16 años, de la ciudad de Belén, arrestado desde el 27 de marzo último, atestiguó que fue objeto, a las dos de la madrugada de ese día, de abuso sexual en un jeep militar cuando fue arrestado y luego los soldados sionistas lo obligaron a confesar.

El Club del Prisionero Palestino exhortó a todas las instituciones y organismos de derechos humanos a actuar ante las continuas agresiones de las autoridades sionistas contra los prisioneros palestinos.

www.fdlpalestina.org
"

#87 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Vie, 4 de Ago, 2006 9:51 pm
Asunto: Correio Icarabe - edição nº 62 - 4 a 10 de agost0 de 2006
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Ano 2 - Edição nº 62 de 4 a 10 de agosto de 2006

Líbano

Agora, agosto

Agora, julho se foi. Agora é Beirute, agosto de 2006.

Eu não sei se qualquer um de vocês que são repórteres já cobriram guerras em seus próprios países, mas é realmente estranho, de alguma forma engraçado. Editores que choram enquanto lêem a história de seus repórteres, fotógrafos que não suportam o que vêem, colegas ligando a seus filhos no meio da noite depois de ver fotos do sul, sons estranhos durante os encontros editoriais (você sabe que homens gostam de esconder suas lágrimas e emoções), mulheres usando preto como um reflexo natural, homens criando barbas, nem nosso publisher usa terno mais.

Pessoas estão dormindo aqui, em algum lugar do porão. Mulheres dormem em apartamentos mobiliados nos arredores. De manhã, nós não nos cumprimentamos mais; nós apenas nos olhamos fundo nos olhos. Alguns viram as caras, alguns dão sermão sobre a necessidade de ser forte. Nós tocamos um ao outro bastante. Abraços aqui, agarrar de mãos ali, um mero tapa no ombro ... você imagine.

Pessoas ficam uma perto da outra. Ninguém gosta de ficar sozinho no escritório. Nós pedimos comida e comemos juntos. Mas nós nunca falamos de qualquer coisa referente ao que está acontecendo. Nós assistimos às notícias juntos, choramos, rimos, mas não dizemos nada e aí voltamos ao trabalho.

Se alguém sai, a única pergunta que faço quando volta é quantas palavras e quando terminará o texto. Sem detalhes, ninguém quer dizer o que vê. Nós escrevemos chorando, lemos e choramos, mas nunca conversamos sobre isso.

Saada tinha lágrimas nos olhos ontem no escritório. Eu fui conversar com ela e ela respondeu e suas lágrimas continuavam a cair, mas nós duas nos comportamos como se nada estivesse acontecendo. Não vi suas lágrimas e ela não estava chorando.

Zeinab me ligou de Tiro ontem. Ela estava no hospital. Ela me dizia alguma coisa sobre sua história e de repente começou a gritar você não pode acreditar no que está acontecendo aqui, você não pode acreditar no que está acontecendo aqui, oh Hanady, por favor, khalas, por favor, não posso mais agüentar. Depois, abruptamente, ela parou e voltou ao seu tom de voz normal e acabou nossa conversa profissional.

Ontem, Wajdi e Ali decidiram me levar para os lados da costa. Eles quase me arrastaram do escritório, me colocaram no carro e dirigiram através Hamra até Corniche.

Eu olhava para as ruas, as casas, os carros, as lojas como se fosse pela primeira vez. Eu não ia a Hamra desde que isso começou. Eu fui até os subúrbios do sul para checar os estragos, fui a escolas e parques onde os refugiados estão, mas no restante do tempo ficava no escritório e ia para casa.

Então, fomos até o Manara Corniche, onde me deram café, sentamos no banco e eles começaram a fazer planos para quando isso acabasse. Eles concordaram que deveriam levar suas famílias para Sharm el Sheikh, no Sinai, Egito. Lá, as crianças nadariam e eles poderiam descansar. Eu disse a eles que todos no jornal deveriam tirar uma semana quando isto acabasse, para descansar. Então eles sugeriram que todos fôssemos juntos a Sharm el Sheikh.

Eu disse que estava alugando um andar inteiro em um hospital no Egito para pacientes psiquiátricos, chamados assfouriyeh. Eles sugeriram eu fizesse reservas agora, pois no fim da guerra, o preço dos quartos em Assfouriyeh vão aumentar. Eles falavam como se tivessem certeza de que isso acabaria antes de o verão terminar, como se tivessem certeza de que Sharm el Sheikh ainda existiria, como se tivessem certeza de que fora desse país, a vida ainda continuasse.

Sempre achei que tivesse uma mente limitada. Para mim, a vida acontece aqui e agora.

Relato de 1º de agosto de Hanady Salman, editora do jornal libanês Al-Safir

Leia no site a análise da jornalista Renata Izaal sobre a cobertura dos ataques ao Líbano e Palestina

9 DE AGOSTO: Abertura da Mostra AMRIK Presença árabe na América do Sul

A Mostra Amrik Presença Árabe na América do Sul tem sua abertura na próxima quarta-feira, dia 9. Às 18h30, ocorre a vitrine de Dança com Márcia Dib e o grupo Mabruk, que apresentam danças folclóricas da Síria. Às 19h30, os músicos Cláudio Kairouz e Samir Souri realizam espetáculo musical.

AJUDE no dia da abertura, o Icarabe receberá ajuda em alimentos não-perecíveis que serão encaminhados para as vítimas sobreviventes das agressões no Líbano e Palestina.

Local: Galeria Olido - Av. São João, 473, Centro
Horário: a partir das 18h30 - www.icarabe.org

6 DE AGOSTO: Passeata pela paz no Líbano e na Palestina

No próximo domingo, 6 de agosto, milhares de pessoas devem ocupar a Praça Oswaldo Cruz a partir das 10 horas e protestar contra o massacre promovido pelo Governo de Israel. No aniversário de um dos maiores genocídios da história, a explosão da bomba atômica em Hiroshima, em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, milhares de brasileiros e árabes que residem na capital paulista prometem ir às ruas pedir paz. A grande manifestação programada para acontecer no próximo domingo, dia 6, com concentração na Praça Oswaldo Cruz, perto do Metrô Paraíso, segue pela Av. Paulista e Brigadeiro Luiz Antonio rumo à Av. República do Líbano, perto do Ibirapuera.

Local: Pça. Oswaldo Cruz, perto do metrô Paraíso
Horário: concentração às 10h - www.icarabe.org

Veja mais na Agenda do Icarabe

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#88 De: "ivanorech" <ivanorech@...>
Fecha: Sáb, 5 de Ago, 2006 7:14 pm
Asunto: PROFESOR WASHINGTON DURAN DELICADO DE SALUD
ivanorech
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PROFESOR WASHINGTON DURAN DELICADO DE SALUD

ESTIMADOS COMPAÑEROS:

SE LES COMUNICA QUE EL PROFESOR DURAN SE HA SENTIDO ÚLTIMAMENTE
DELICADO DE SALUD Y SE LES INFORMA QUE SI LO DESEAN PUEDEN IR A
VISITARLO A SU OFICINA EN EL JIRÓN AZANGARO 1045 OFICINA 203, PUEDEN
TAMBIÉN LLAMARLO PARA COMUNICARSE CON EL A SU CASA 4285104



ESPERAMOS LA PRESENCIA Y COMPAÑÍA DE TODOS USTEDES.
ATENTAMENTE
IVÁN ORE (5AGOSTO2006)

#89 De: arnaldo vera <arnoldfugas@...>
Fecha: Sáb, 5 de Ago, 2006 11:32 pm
Asunto: CUBA
arnoldfugas
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Saludos.
 
EL mundo hoy se mueve por las economias de mercado, donde las economias poderosas adsorven a las mas pequeñas, en otras palabras canivalismo economico, pero hay una lumbrera que supo imponerse a esa logica, que supuestamente es la solucion de todo, pero aqui se resalta una cosa, en tres aspectos esta isla del caribe supo crear su desarrollo el cual AUN CON UN BLOQUEO TOTAL ENCABEZADO POR USA EL CUAL AHORA SALE Y DECLARA MEDIANTE SU EX ALCOHOLICO Y DROGADICTO CREO QUE NO VALE ESCRIBIR SU NOMBRE, esta nacion la cual genero su desarrollo en vase a la educacion, salud y deporte, y los cuadros se ven a nivel mundial.
 
Cuba puede ser mas, imaginense sin ningun bloqueo economico, serìa un ejemplo a seguir, pero que hacen las corporaciones simplemente tratan de aplacar a esta naciòn la cual yendo a un ejemplo biblico creo que serìa David contra Goliad, cosa que el resultado es conocido universalmente.
 
Pero hoy asi muera Fidel hoy mañana o al año o derrepente llega a los 100 años son cosas que decidiran prontamente; tengamos en cuanta que la derecha impositiva por que ahora prima en el mundo, por su evoluciòn y muchas veces por econtrar renplazos mas rapidamente. Pienso a titulo personal que es hora de pensar en mutar el pensamiento, asì como ahora aplican tecnologias militares hasta de inteligencia para destruir sindicatos, para dividir liderasgos, o hacer campañas mediaticas, creo que el comunismo debe empezar esa carrera perfeccionando cuadros, tengamos en cuenta que las guerras se ganan en la mente de las personas, mientras haya semilla habra planta y mientras haya planta habra fruto lo cual nos da otra vez como producto de la ecuacion natural de lo ciclico que es la vida, nada es estatico, asi que señores empecemos a crear ideologia asì como hacen muchos GUROS de derecha los cuales simplemente mediatizan la humanidad y a algunos que no tienen un pensamiento contradictorio, por lo tanto facil de convecer y adsorver.
 
Cuba serà simpre una bastiòn, pero tengamos en cuenta que la carrera continua, hoy ya hay un Evo asì como un Chavez, y casi hubo un Ollanta, enfoquemos el mundo, asi como enfoca la derecha, pero creando logicas nuevas las cuales sean capaces de destruir las ideas simplistas y muchas veces violatorias de espacios aereos, asi como migratorias, geopoliticas, demograficas, en fin apliquemos la femenologia, al socialismo, comunismo.
 
termino con una estrofa de poesia de Jorge Manrrique.
 
nuestras vidas son lo rios que van a dar a la mar que es el morir, alla van los grandes, medianos y chicos allegados son iguales los que viven por sus manos y los ricos.



LLama Gratis a cualquier PC del Mundo.
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#90 De: "Vanderley Caixe" <vanderleycaixe@...>
Fecha: Dom, 6 de Ago, 2006 5:57 pm
Asunto: Outra vez Sabra y Chatila: ¡ELES NUNCA PARARAM DE MATAR. URGENTE! Movilización INTERNACIONAL por Líbano y Palestina
vanderleycai...
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CARTA O BERRO.
repassem.

 

  ¡Menos Violencia y Mas Rebeldía!  ¡Somos la Dignidad del Pueblo..., la Libertad!    ¡Ama sua, Ama llulla y Ama quella!  ¡Cdte Luis de la Pue nte Uceda y Pedro Ojeda, estamos cumpliendo!    Movimiento Democrático del Perú: DIGNIDAD NACIONAL

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Israel completa la matanza del carnicero Sharon-condenado por el Tribunal Internacional de La Haya- en Sabra y Chatila masacrando a los refugiados palestinos en el Líbano
 
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900.000 libaneses desplazados en 2006 y 900.000 palestinos expulsados en 1948
Rim al-Khatib
1948, 2006. Dos fechas simbólicas en la historia corta del Estado de Israel.
Viendo las imágenes del éxodo forzado de las poblaciones libanesas del sur del Líbano, no podemos dejar  de pensar en las poblaciones palestinas que en 1948 habían tomado el camino del exilio, en respuesta a las matanzas cometidas por las fuerzas sionistas sobre la tierra de Palestina, antes de la proclamación de la implantación de este Estado criminal.

Qana, Deir Yassin. Qana, 2006, donde la población es masacrada por segunda vez, en el espacio de diez años. Deir Yassin, 1948, donde los civles palestinos vivían tranquilamente en su pueblo antes de que las bandas terroristas sionistas, armadas por los británicos antes de su retirada, cometan una de las masacres "más "simbólicas" con el fin de crear el pánico en el seno de la población y empujarla a marcharse.
 
Las poblaciones abandonadas: mujeres, hombres, niños, los bultos sobre la espalda, las lágrimas en los ojos, dejando detrás de ellos sus viviendas destruidas o que todavía están en pie pero amenazadas. El camino del exilio sembrado de destrucciones, de ruinas, de coches calcinados, allí por dónde los bárbaros ya pasaron e hicieron su obra.
 
Desolación, muerto, humillación, familias enteras toman el camino de este exilio forzado. ¿ Enteras? No, ellas mismas dejan entre los escombros una parte; los niños a los que no pudieron salvar, los abuelos sepultados, las hermanas de las que quedan sólo unas fotos recientes de matrimonio y niños de pecho en sus cunas llenas de sangre.
 
Las imágenes se entremezclan. 1948, Palestina, 2006, Líbano. Y las lágrimas que fluyen sobre las mejillas hundidas de estas abuelas que se ven investidas de una nueva misión, ahora que deseaban disfrutar de una vida feliz antes del fin: ocuparse de los sobrevivientes, los pequeños niños cuyos padres y madres quedaron sepultados, allá, bajo las viviendas familiares, o allá, en los coches calcinados sobre los bordes del camino. La barbarie ha pasado por ahí.

1948, 2006. Dos pueblos mártires. Dos pueblos sometidos a la misma barbarie, con la complicidad occidental. Y entre las dos fechas, decenas y decenas de matanzas, cometidas por los mismos, alimentadas por este odio incomprensible hacia el común de los mortales.
 
En 1948, los palestinos fueron expulsados, a continuación de las masacres, de las numerosas matanzas que sólo pudieron ser cometidas por los mismos que hoy las cometen de modo semejante.
 
Pero en 1948, los medios de comunicación no estaban allí. Los sionistas y sus amigos pensaron que podían esconder sus crímenes, sepultar la memoria palestina sólo porque los medios de comunicación de la época no transmitieron estas matanzas. El responsable del CRIF(organismo representativo de los judíos de Francia) en Rhône Alpes hasta habló del " mito de Deir Yassin ", cuando esta organización sionista quiso prohibir la gira teatral de los niños del campamento de Aida.
 
Pero en el 2006, los medios de comunicación están allí, como estaban allí en el momento de la masacre de Jénine en el 2002, o la masacre de Rafah en el 2004. No habrá " mito de Qana ", o " mito de Jénin".
 
Y sobre todo, en el 2006, la resistencia está allí. Demasiado débil en 1948, la resistencia palestina no podía hacer frente a estas bandas armadas, formadas y armadas por el imperialismo británico.
 
En 2006, la resistencia está allí, y con ella, la esperanza de acabar con este tumor canceroso de occidente que, después del 48, no hizo más que matar, que destruir, que humillar, que privar a los pueblos de la región de toda estabilidad.
 
Es verdad que estas imágenes de éxodo y de matanzas sólo pueden darnos la respuesta o dejarnos adivinar lo que pasó en 1948 en Palestina, en Deir Yassine, Yafa, Ramleh, Tantoura, pero sabemos que la situación cambió: estamos en el camino de la liberación, lo sabemos y estamos seguros de eso.
 
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EL TERRORISMO ZIONISTA  NO SOLO ES ENEMIGO DE LOS ARABES, ES ENEMIGO DE TODA LA
HUMANIDAD
Masacres israelíes          
 
RAFAH HOY

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3 de agosto del 2006
                                       
                           
        
GAZA BAJO SITIO
 

Los niños de Gaza .. el sufrimiento diario bajo la Ocupación
 

Una niña palestina duerme en el piso de una escuela UNRWA donde buscó refugio de los bombardeos sobre el campo de refugiados de Rafah
 
 
Niños evacuado en una escuela  UNRWA

 

Destrozos en Rafah
 

También los cafés fueron atacados
 

Fatima Jadallah, 55 años, masacrada por proyectiles israelíes cuando estaba en su propio  hogar en el campo de refugiados de Rafah
 
Aquí en la Franja de Gaza, lo único que se siente  es el sabor del temor bajo la ocupación israelí. Como  madre, a usted, desde luego, le preocuparía qué darle de comer su familia el día siguiente. Como  padre, uno podría preguntarse qué hacer con la matrículas de la escuela y de la universidad   Un niño podría pensar en un lugar libre de peligro adónde ir a jugar. Como estudiante uno podría buscar el modo más seguro de llegar a la escuela sin correr el riesgo de ser asesinado o herido. Pero aún la ruta "más segura" puede acarrear la muerte o las heridas.
 
La vida en Palestina está llena de problemas, en cualquier parte donde uno vaya, y aquí los palestinos pagan el precio siendo atacados por los misiles y proyectiles de artillería de los helicópteros israelíes- fabricados en los Estados Unidos. ¿Si ustedes les preguntaran a cualquiera de los niños que fueron heridos, o incluso quedaron paralíticos por un proyectil fabricado en EE.UU,  cómo se han sentido, qué tipo de respuesta esperan  quejándose? ¿Apelando a los usamericanos para que detengan la guerra? O más aún, ¿gritándoles y mendigándoles que hagan  presión sobre Israel o qué?
 
¡¡Basta con decir, " GRACIAS AMERICA!! " 
 
Esta es la cosa más simple que un niño palestino puede decir, quien, unas horas antes fue a comprar algún falafels para su mamá, pero no llegó a traerlos a casa. En vez de falafels, ella recibió un llamado telefónico del hospital que decía , " Su niño de 8 años, Samer, fue herido y ahora está en el hospital . " Entonces la madre tendría que correr al hospital y todo que ella obtendría era su niño tendido en una cama  en estado de  coma con una herida crítica en su pierna. ¿Le preguntaremos lo que  piensa? ¿O cómo se siente cuando ella sabe que su hijo fue herido por un proyectil fabricado en EE.UU? ¡Adivino que no sería el momento oportuno para hacerle estas preguntas, aún cuando todos nosotros sepamos cuáles serían sus respuestas!
 
Durante las últimas horas, al norte de Beit Hanoun, dos civiles fueron masacrados y otros cuatro resultaron heridos cuando cazas israelíes F16 hicieron blanco en un coche civil en el área de la ciudad Beit Hanoun, en el norte de la Franja de Gaza.
 
Fuentes médicas en Kamal Adwan el hospital dijeron que Ahmed Abu Qoaideh, 15 años, y Mervat Abu Sharkh, 24 años, fueron masacrados y otros cuatro quedaron heridos cuando bombardearon el coche. 
 
La guerra todavía continúa. ¡Grandes números de personas heridas  y de muertos están llegando al hospital como consecuencia de los ataques diarios sobre la Franja de Gaza por las Tropas de Ocupación israelíes!
 
Ahora mismo en Rafah, he visto a mayores y  niños que habían estado sangrando durante 12 horas, tirados sobre el piso ya que las ambulancias no pueden evacuar sus cuerpos. El ataque ha sido continuo en las últimas 15 horas y hasta ahora más de 12 personas fueron masacradas y más de otros 40 fueron heridos, hasta ahora el ataque todavía sigue, y los números de víctimas aumentan  minuto a minuto.
 
La gente en Rafah apela al mundo y a todas las personas que tienen corazones y pensamientos para que detengan a Israel, que los israelíes dejen de asesinar y de tomar como blanco a la gente dentro de sus hogares.
 
Rafah se ha convertido en un infierno como consecuencia de la incursión que parece ser muy pesada con un número de 70 tanques y excavadoras en tanto los helicópteros y F16 israelíes sobrevuelan durante las noches y bombardean todo lo que se relaciona con la gente.
 
 ¡No hay agua, no hay electricidad en la mayor parte de las áreas en Rafah, en tanto la mayoría de las familias se ha evacuado a las escuelas protegidas de la UNRWA (Agencia de la ONU para los refugiados de Palestina) en el campamento de refugiados de Rafah; pero hasta ahora el número de víctimas está aumentando y muchas de las personas  heridas y muertas estaban muy cerca del hospital de Abu Yousef Al Najjar, que es el único hospital, y cuando ya no es seguro para un trabajador médico llegar al lugar o para un periodista entrar en la zona, entonces aquí podemos decir que esto es el fin de eso del país más democrático en el mundo!
 
27 de julio del 2006
 
En un ataque aéreo lanzado por los F16 y bajo el fuego de artillería de la ocupación israelí en varias partes de la Franja de Gaza hoy nueve palestinos fueron masacrados entre ellos un bebé de menos de dos meses, una niña y tres miembros de una misma familia, otros 45 resultaron heridos. Esto después de la mayor ofensiva en la zona Este de la ciudad de Gaza que dejó como saldo  26 muertos y más de 75 heridos. El ataque todavía continúa y el número de personas heridas y muertas aumenta escandalosamente en la Franja de Gaza.
 
 

Un palestino camina por las áreas bajo amenazas de ser demolidas por las fuerzas armadas israelíes 
 
 


Los cuerpos de una madre, Asmaa, y de sus hijas, Maria de 5 meses y Shahed de 8 años, masacradas hoy por los disparos de los soldados israelíes
 
 

Destrucción provocada hoy por los F16 isarelíes
 
Soldados de la ocupación israelí invadieron hoy al amanecer el este de la ciudad Gaza y el norte de la Franja, salieron de las bases militares cerca de la parte este de la pared de separación entre el este de la ciudad de Gaza eIsrael, mientras que los F-16 siguieron arrojando misiles sobre las viviendas de los residentes criendo a otros muchos.
 
Siete palestinos fueron masacrados, entre ellos  dos niños y tres miembros de una familia en la vecindad de Al Shejayia, en la zona este de la ciudad de Gaza, otros ocho fueron heridos, tres de ellos críticamente,  dijo el doctor Mawia Hassanen,  jefe de  emergencias y ambulancias en el hospital de Al Shifa de la ciudad de Gaza.
 
En una incursión después de la medianoche de la tropa israelí escoltada por la cobertura aérea, en la carretera principal Salah Al din Main un reactor caza de las IOF arrojó un misil a un grupo de luchadores pertenecientes a Saraya Al Quds, el ala militar de Jihad Islámica, asesinando al luchador Yasser Banat e hiriendo a otros cinco .
 
Los médicos informaron que tres miembros de Salam Suadi la familia fueron asesinados. Más tarde  fuentes médicas afirmaron que otros tres  también fueron asesinados, entre ellos Salah Hussnein, 18 años y otros dos no identificados, por los misiles israelíes disparados contra un grupo de personas en Al Shejayia. 
 
Los misiles de las IOF masacraron hoy por la mañana a Sauda Nasser Habeib de tres años, a su madre y a Mohammed al-Buheiti, 22 años. El ataque todavía continúa y el número de personas heridas aumenta.
 
En el campo Jabalyia, al norte de la Franja de Gaza la situación no sólo no está mejor sino que un miembro de la milicia del Ministerio del Interior identificado como Mohammed Adass, 22 años, fue asesinado durante los ataques.
 
Hasta este momento, cazas de las IOF dispararon un misil contra la casa de Yousef Al Nijma, miembro de Hamas en el campamento de refugiados Jablyia. Fuentes palestinas dijeron que el dueño de la casa había sido notificado por las fuerzas de ocupación israelíes de que su vivienda sería derribada por cazas israelíes con el pretexto de que tenía almacenadas armas en su interior. La casa fue totalmente devastada. Uno de los vecinos dijo, " ellos le llamaron y  le ordenaron evacuar  inmediatamente la casa, el ataque tenía por finalidad destrucción total de todo el campo; se informó que hubo  muchas víctimas durante el ataque aéreo "
 
Otra vez de nuevo, y esta vez en la parte del sur de Faja de Gaza en momentos en que helicópteros israelíes bombardearon las viviendas de los residentes en la vecindad Al Barzil de la ciudad de Rafah y atacaron por tercera vez una casa perteneciente a la familia Qefsha.
 
También, el cámara de la TV  Palestina, Yousef Al Otla  fue herido críticamente cuando cubría el ataque de la ocupación israelí en el área de Al Tuffah . Las fuentes médicas dijeron que había sufrido graves heridas y que ahora está en  muy malas condiciones en el hospital. El estuvo desangrándose mucho tiempo y aunque  llevaba su chaleco antibalas  y casco, estos no lo protegieron, ya que el proyectil israelí penetró en su cuerpo provocándole serias heridas.
 
Al Otla filmaba el ataque israelí sobre la vecindad cuando un misil lo alcanzó hiriéndolo críticamente y causando heridas leves a su ayudante Muhesen Badra.
 
El tomar como blanco  periodistas y fotógrafos seguramente esun  tema prioritario en la agenda del ejército israelí y si esto sigue entonces yo  tendría que asumir que la libertad de palabra fue asesinada por el estado más democrático y los soldados más morales en el mundo.
 
23 de julio del 2006
 
 
 
Un joven llora la muerte de 15 palestinos en el campo Al Maghazi
 
 
 

Manal Qattoush llora la muerte de su hermano Mustafa, 18 años,  quien fue asesinado a sangre fría por solddos israelíes en campo de refugiados Al Maghazi
 
De nuevo otra vez, mientras la humanidad protesta para que se detenga la guerra contra los palestinos y libaneses en todas partes el mundo, no sólo todavía continúan las invasiones sin que el ataque se ha intensificado concentrándose cada vez más en los civiles de la Franja de Gaza. 
Cuatro palestinos fueron masacrados por helicópteros israelíes el jueves en la parte Oriental de la ciudad de Gaza.
 
Algunos testigos oculares me han dicho que la familia dormía en la azotea de la casa ya que no había electricidad ni agua dentro de la vivienda; entonces ellos prefirieron dormir en la terraza de su casa, pero no llegaron a despertarse  porque el equipo de ambulancias tuvo que recoger los jirones de su carne de la azotea después de haber sido bombardeados  mientras todos ellos dormían.
 
¿No fue un crimen de lesa humanidad? Creo que cualquier humano diría que esto es un crimen contra todas las leyes internacionales. Israel quebranta las leyes y más aún, impide a los palestinos que cuenten el enorme número de muertos de personas que están siendo asesinadas y heridas por las Fuerzas de Ocupación israelíes.
 
El ataque finalizó en el campo Al Maghazi con la masacre de  16 personas; y más de otros 130 fueron heridos, muchos de los cuales habían perdido sus piernas, brazos y dedos. Algunas fuentes médicas me han informado que 52 de ellos eran niños.
Una niña de 10 años murió a causa de las heridas recibidas cuando comenzó el ataque el día miércoles. Su madre también murió durante el ataque.
 
Hay escenas horrorosas de niños bañados en sangre  con severas heridas de metralla  llevados de prisa a urgencias en el vecino campamento de refugiados de Deir Al Balah, trasladados precipitadamente a los hospitales e internados en el hospital después de ser heridos en el campamento Al Maghazi,en el centro de la Franja de Gaza. 
 
¡Incluso los coches de Abbas y las ambulancias son atacados! 
 
Un coche de la unidad de protección especial Force 17  del presidente palestino Mahmud Abbas estuvo bajo el fuego pesado de buques de guerra israelíes ubicados frente a la costa, resultando herido un oficial de seguridad, dijeron fuentes médicas.
 
 No es una novedad, como otros cientos de veces en la historia palestina una trabajadora de ambulancia  también fue herida por el bombardeo, los militares israelíes confirman que los barcos habían disparado.
 
¡La vida no es solamente horrible aquí, no hay  medios
de vida y parece que los palestinos han nacido para ser masacrados por el ejército israelí y para ser más específicos, con las armas fabricadas en los EE.UU -y con la luz verde internacional y europea a Israel para que realice más ataques contra la humanidad en la Franja de Gaza! 
 
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